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IDH
x Bolsa Família: Pobreza, Educação e Saúde Programa
chinês é mais completo que o brasileiro pois permite melhora de renda e de
vida dos beneficiários.
Apesar de 80% aprovarem o governo Lula e o Bolsa Família, nosso programa é
insignificante se comparado ao programa desenvolvido pelo governo chinês. Lá
existem mais de 200 milhões de habitantes vivendo na linha de pobreza e o
governo desenvolve um plano que permite renda, infraestrutura e emprego aos
beneficiários.
Ao invés de dar dinheiro aos beneficiários, como é feito no Brasil, o governo
chinês reduz impostos para que empresas nacionais e/ou estrangeiras se instalem
nas regiões mais pobres do país, trazendo a essas populações inúmeras
vantagens como emprego e melhoria na infraestrutura - água, luz, esgoto,
escola, saúde, etc. O investimento das empresas permite que o governo chinês
gaste bem menos dinheiro público no projeto, evitando que a dívida pública
suba dramaticamente, como ocorreu no Brasil, ao mesmo tempo que melhora a vida
da população.
O Bolsa Família permite que os beneficiários se alimentem, quando o dinheiro
é usado para isso, mas mantém o beneficiário na pobreza, sem melhorar sua
condição de vida, nem trazer um emprego melhor, o que só seria possível
através de uma escola de melhor qualidade e um atendimento melhor na área da
saúde pública, o que o governo federal não tem feito a décadas, como vemos
em vários Estados, entre eles a Bahia e o Rio de Janeiro.
A China não é um país democrático, mas se resolver seus problemas internos
ao mesmo tempo em que democratizar suas relações trabalhistas, sociais e políticas,
terá condições de em pouco tempo ser a maior potência do mundo.
O Reino Unido também tem seu sistema de benefícios para desempregados. O
desempregado tem que se inscrever num centro de recolocação. Se recusar uma
primeira oferta de emprego, tem o benefício cortado por três meses. Se recusar
uma segunda oferta, o corte será de seis meses. Segundo o governo, cerca de 5
milhões de adultos recebe o seguro-desemprego no Reino Unido.
Segundo o ministro do trabalho Ian Duncan, “As pessoas precisam
entender que é melhor trabalhar do que viver do dinheiro do governo”.
Uma observação deve ser feita quanto ao pagamento dessas bolsas: muitos
recebem por não ter condições de trabalhar, mas isso deve ser verificado pelo
INSS, aqui no Brasil. O que não muda a idéia de que tentar melhorar a vida das
pessoas apenas através de bolsas não resolve o problema da pobreza no país,
como mostra o IDH. Educação
puxa IDH do Brasil para baixo
Os resultados referentes à área da educação no Brasil puxaram para baixo a
colocação do país no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). O Brasil ficou
na 73ª posição entre 169 países avaliados. No entanto, se o IDH levasse em
conta apenas a questão da escolaridade, a posição do país no ranking mundial
passaria de 73 para 93. A avaliação foi feita a partir de uma simulação do banco de dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), órgão que divulgou os números do IDH, nesta quinta-feira (4/11), por meio do Relatório de Desenvolvimento Humano. O índice mudou a metodologia de avaliação, mas continua sendo baseado em saúde, educação e renda.
O
IDH engloba três aspectos considerados essenciais pelo Pnud para o
desenvolvimento humano: o conhecimento (medido por indicadores de educação), a
saúde (medida pela longevidade) e o padrão de vida digno (medido pela renda).
O progresso, segundo o órgão, deve ser mensurado não apenas pelo crescimento
econômico, mas também por conquistas em saúde e educação.
A população brasileira registra 7,2 “anos médios de escolaridade” entre
os adultos, e 13,8 “anos esperados de escolaridade” para as crianças. Nos
dois valores, que entram no cálculo do IDH, o Brasil vai pior do que os também
latinos Chile (9,7 e 14,5), Argentina (9,3 e 15,5), Uruguai (8,4 e 15,7) e Peru
(9,6 e 13,8).
Segundo o coordenador do Relatório de Desenvolvimento Humano brasileiro, Flávio
Comim, países como o Peru e a Guatemala podem ser mais pobres em termos de
renda, mas são mais avançados no sistema educacional. “No Brasil, existe um
nível superior de excelência, mas o resto da educação é ruim. Há muita
desigualdade”, disse ao portal UOL.
No relatório, a maioria das vezes em que o Brasil é citado diz respeito às
considerações positivas sobre o país, mas quando o assunto é educação, as
duas citações são negativas. Na primeira, o relatório diz que “um estudo de atitudes sobre educação entre elites brasileiras durante os anos 90 mostrou que as elites são frequentemente relutantes em ampliar as oportunidades de educação, pois trabalhadores educados seriam mais difíceis de gerenciar”.
Em outro ponto, são criticadas a baixa escolaridade geral e a diferença no
acesso ao ensino entre pobres e ricos. “Anos médios de escolaridade são
muito mais baixos no Brasil (sete anos) que na Coréia do Sul (12 anos), mas os
dois países tem perdas de desigualdade similares na educação (26%)”. Abaixo
da média da América Latina
De acordo com o ranking anual de IDH (Índice de Desenvolvimento Humano)
realizado pela ONU (Organização das Nações Unidas), o Brasil, com nota de
0,699, obteve uma nota abaixo da média da América Latina, que foi de 0,704. A
média brasileira, no entanto, ainda é superior à mundial, que alcançou
0,624.
O país ficou em 11º lugar na América Latina e em quinto lugar na América do
Sul, atrás do Chile (0,783), da Argentina (0,775), do Uruguai (0,765) e Peru
(0,723). Entre os países do Bric, o Brasil ficou atrás da Rússia (que ficou
em 65º lugar, com 0,719) e à frente da China (89º, com 0,663) e Índia (119º,
com 0,519).
Fonte: Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud)
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