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Orla da Praia

 

Pontos Turísticos

Ciclovia da Praia

          A partir de 27 de dezembro de 2003 os ciclistas passaram a contar com condições muito mais seguras de circulação na orla da praia. A Prefeitura de Santos e a Companhia de Engenharia de Tráfego inauguraram uma das mais modernas ciclovias do país, onde ciclistas, e também os pedestres, tem cada um o seu espaço, para que todos possam desfrutar da beleza das praias e dos jardins, de forma harmoniosa e ordenada. Os ciclistas receberão uma pista exclusiva, de sentido duplo de direção e bem sinalizada.

          Para que a convivência entre todos os que freqüentam a orla da praia seja de inteira paz e não ocorram acidentes, a CET-Santos, com a colaboração da Polícia Militar e Guarda Municipal, está promovendo uma ampla campanha educativa – o Trânsito Cidadão é a Gente que Faz, com a distribuição de milhares de folhetos ao longo da nova pista.
A pista possui um total de 199 totens, 326 placas de atenção a ciclistas e pedestres afixadas sobre eles, e ainda, 12 mil metros quadrados de pintura na cor vermelha, 1.270 m² de faixas brancas e amarelas, além de quase 600 tachinhas amarelas no solo. Ela tem ao todo 4.800 metros de extensão, que deverão ser ampliados.

          Segundo a prefeitura, a pista será expandida e deverá chegar a 17 quilômetros até o final de 2004. Os planos do Governo Mansur prevêem a interligarão entre o Canal 1, no José Menino, e a Avenida Portuária.até o porto de Santos.

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Jardins da Praia

          Os Jardins da Praia possuem 5.335 metros de extensão distribuídos ao longo de sete quilômetros de praias, ou 218 mil e 800 metros quadrados, que vão do José Menino à Ponta da Praia. Por ser o jardim frontal de praia de maior extensão do mundo, foi incluído recentemente no Guinness Book of Records, o livro dos recordes.

          Lembrando um tapete colorido, o maior jardim urbano de orla marítima do mundo é enfeitado por biris (flores vermelhas), lírios (amarelos), crinuns (brancos), margaridas e coleus. Todas do tipo perene, ou seja, mais resistentes ao clima da região, que apresenta umidade, salinidade e vento.

          Essa característica permite que o jardim esteja florido por mais tempo durante o ano. Para manter o conjunto de mais de 100 espécies de flores, plantas e palmeiras em perfeito estado, uma equipe de 38 jardineiros da Prefeitura presta dedicação exclusiva e diária, adubando e refazendo canteiros. Um trabalho artesanal, já que cada espécie pede cuidados diferenciados.

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Aquário Municipal

          O Aquário Municipal de Santos, com 53 anos de existência, é o parque público da região que mais recebe visitantes, cerca de 800 mil por ano. Situa-se praticamente à beira-mar, nos jardins da orla, na Ponta da Praia. Reformado este ano, conta com 27 tanques, agora maiores, e oito aquários, relativos a 1.100 mil litros de água e 200 espécies, num total de 800 animais.

          Primeiro aquário público do Brasil, tem área de 1 mil m2 e foi inaugurado em 1945. Cerca de 500 mil pessoas por ano passam pelo segundo parque mais visitado do estado, só superado em movimento pelo Zoológico de São Paulo. Mais de 200 espécies de água doce e salgada, num total de 800 animais aquáticos, ocupam seus 35 tanques. São garoupas, moréias, carpas, piranhas, tartarugas, tubarões, corais etc.

          O lobo-marinho Macaezinho é a maior atração, realizando traquinadas e acrobacias em seu tanque de 17m de diâmetro. Além do Projeto Tamar, voltado à preservação de tartarugas, o equipamento é o único no País a expor esse animal, que era caçado porque o casco servia de matéria-prima na confecção de pentes, presilhas etc. O aquário conta ainda com o único filhote de pingüim nascido em cativeiro, no Brasil. Na visita monitorada a pessoa fica sabendo que o tubarão tem esqueleto cartilaginoso e troca todos os dentes a cada 28 dias; que o pirarucu e a pirambóia são dois peixes de água doce que respiram por pulmões, em vez de brânquias; que animais como a garoupa e o polvo são miméticos, pois usam camuflagem para se defender dos agressores e atacar suas presas - a garoupa confunde-se com as rochas e o polvo elimina uma tinta escura.

          A preocupação com o ambiente está presente no Tanque do Lixo. Ele contém garrafas, latas etc., indicando o tempo de decomposição desses detritos, variável de três ou seis anos (papel e cigarro) a 1 milhão de anos (vidro) ou infinitamente (plástico). O cuidado também se manifesta no Setor de Educação Ambiental, que atende cerca de 600 estudantes por ano. O Setor de Veterinária presta assistência aos animais cativos e aos que aparecem doentes ou feridos, na orla.
Local
Av. Bartolomeu de Gusmão, s/nº. Tel 3236-9996
Funciona de terça a domingo, das 8h às 18h
Nos meses de janeiro, fevereiro e julho abre diariamente
Ingresso custa R$1,00. Estudantes: R$0,50
Entrada franca para menores de 12 anos e maiores e 65 anos

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Canais de Drenagem

          Embora a cidade conte com 19 canais, com extensões variáveis de 50 a 3.450 m, os que deságuam na praia são popularmente conhecidos com os números de 1 a 7 e servem como referência para qualquer lugar em que se queira chegar. Eles foram criados com base num programa de saneamento idealizado pelo engenheiro sanitarista Saturnino de Brito, que estabeleceu o sistema de separação entre a drenagem das águas pluviais pelos canais e a coleta de esgoto sanitário e seu lançamento na Praia Grande.

          Com margens dois metros acima do maior preamar da região, a função dos canais era retificar rios e drenar áreas encharcadas, sujeitas a inundações, evitando a estagnação das águas e o risco de epidemias. Também eram navegados por barcos que levavam as famílias a passeio.

          Inaugurado em 1907, o Canal 1 (Av. Pinheiro Machado) foi completado em 1910, quando também se abriu o Canal 2 (Av. Bernardino de Campos). O 6 (Av. Joaquim Montenegro) veio em 1919, seguido pelo 3 (Av. Washington Luís) e o 4 (Av. Siqueira Campos), ambos em 1923, e o Canal 5 (Av. Almirante Cóchrane), em 1927.

          Em 1968 foi criado o Canal 7(Av. Gal. San Martin). Além desses, que correm de mar a mar, ou seja, da praia até o porto, existem outros nas avenidas Francisco Manoel, Moura Ribeiro, Barão de Penedo, Décio Stuart, Nilo Peçanha, Francisco Ferreira Canto, Hugo Maia, Jovino de Melo, Alberto de Carvalho, Dom Duarte Leopoldo e Silva, Campos Sales e Afonso Pena. Os dois últimos apresentam trechos subterrâneos. Hoje os da praia dispõem de comportas que, quando fechadas, fazem com que a água seja desviada para o interceptor oceânico, conduzindo-as para a estação de pré-condicionamento de esgotos e, em seguida, lançando-as em alto mar através do emissário submarino (veja Plataforma).

          Em 2001 a Prefeitura Municipal substituiu o sistema mecânico pelo sistema automático de operação das comportas, agilizando sua abertura. Também foi implantado um Laboratório de Controle Ambiental no Posto 3, que realiza, entre outras, análises físico-químicas e biológicas referentes à balneabilidade das praias, cujos resultados são veiculados inclusive pela Internet.

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Cine Arte

          Inaugurada em 1991, a Sala Rubens Ewald Filho é um dos poucos espaços existentes no País para exibição de filmes de arte, geralmente fora do circuito comercial. A partir de 2001 passou a exibir também o cinema alternativo de países como França, Espanha, Portugal, Rússia, Japão, Índia, Irã e outros. Foram firmadas parcerias com associações e entidades, entre as quais a Aliança Francesa e o Consulado da França, o que permitiu a realização de mostras temáticas, caso do ciclo do cinema francês realizado em 2002. Um ano antes a produção nacional tinha sido destaque, com a exibição de 18 filmes brasileiros em um mês.

          No local também acontecem debates com cineastas e cursos sobre o assunto. Com tudo isso o Cine Arte vem apresentando grande crescimento de público, calculado em 3 mil pessoas por mês. Seu nome homenageia o jornalista santista que tem destaque nacional como um dos maiores críticos brasileiros da sétima arte.
Local
Av. Vicente de Carvalho, Praia do Gonzaga, Posto 4, próximo ao Canal 3 - Tel. 3201-5031
Sessões diárias às 16h00, 18h30 e 21h00
Ingresso: R$ 3,00
Estudantes e pessoas com mais de 65 anos pagam meia entrada

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Espaço Cidades-Irmãs Sérgio Vieira de Mello

          Construído no José Menino, o Espaço Cidades-Irmãs Sérgio Vieira de Mello é o mais novo ponto turístico de Santos. Homenageando as 13 cidades que mantêm intercâmbio com o Município e o ex-comissário da ONU, morto no Iraque, o empreendimento conta com um mapamúndi, que contém uma placa de metal com a indicação das 13 cidades-irmãs de Santos.

          Além disso, jatos d’água e uma lâmina d’água iluminados com a utilização de fibra ótica contemplam o espaço, que também possui uma área jardinada. Internamente a passarela central recebeu o piso em granito maracujá apicoado (para evitar risco de escorregões pelos pedestres)
Local
Av. Presidente Wilson (divisa com São Vicente) no José Menino

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Concha Acústica

          A Concha Acústica Vicente de Carvalho acomoda, nos cinco degraus da arquibancada de concreto, cerca de 300 espectadores. Além do palco com piso de ipê, que mede 9 m de frente por 4,5 m de fundo, conta com cabine de som, camarim e sanitários, infra-estrutura própria para a realização de pequenos espetáculos artísticos e culturais ao ar livre.

          Em 1999 foi reformada pela Prefeitura Municipal e ganhou novas benfeitorias, como bombas de retenção e sucção para evitar a formação de poças de água do mar e da chuva. Seu nome homenageia o poeta parnasiano que nasceu em Santos, em 5 de abril de 1866. Formado pela Faculdade de Di ireito de São Paulo, Vicente de Carvalho fundou pelo menos dois jornais - Diário da Manhã e O Jornal. Abolicionista e republicano, como deputado participou da elaboração da primeira Constituição Republicana de São Paulo. Exerceu os cargos de secretário do Interior e ministro do Tribunal do Estado. Sem abandonar a colaboração com diversos jornais, destacou-se na luta pelo saneamento de Santos e pela manutenção dos jardins da praia contra a especulação imobiliária. Alternou a inspiração poética em Santos com os cargos públicos em São Paulo, a plantação de café em Franca e os conhecimentos adquiridos em longas permanências na Europa. Chegou a gravar vários de seus poemas em pedras da Praia de Indaiá, em Bertioga, onde mantinha uma propriedade, hoje pertencente ao empresário Ermírio de Moraes. Entre suas obras citam-se 'Poemas e Canções', 'Rosa, Rosa de Amor', 'Verso e Prosa', que lhe garantiram uma cadeira na Academia Brasileira de Letras. Faleceu em 1924, sendo homenageado com uma estátua, em 1946.

          A princípio situada no final da Av. Conselheiro Nébias e de frente para o mar, foi deslocada para um ponto intermediário entre essa avenida e a Ana Costa, no trecho denominado avenida Vicente de Carvalho. O fato até hoje desagrada os santistas porque, apesar de nacionalmente conhecido como o 'Poeta do Mar', denominação adquirida em função de seu tema predileto, o poeta tem sua estátua de costas para a praia.
Local
Av. Vicente de Carvalho, Praia do Gonzaga, Canal 3

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Escolástica Rosa

          Primeira escola profissionalizante do País, tem cursos de nutrição, metalurgia e extensão do ensino médio. O projeto do engenheiro Ramos de Azevedo previu uma divisão em cinco blocos, semelhante a pavilhões hospitalares. Hoje eles são interligados por galerias com arcos, criando um pátio interno. Em ambos os pavimentos, a madeira domina assoalhos, forros saia-e-camisa, portas de duas folhas e vidraças tipo guilhotina. Na parte externa, as janelas contam com molduras em vergas, umbrais e parapeitos, e distribuem-se com simetria na fachada principal. Esta possui pórtico como elemento de ressalto, originando um abrigo no acesso central, arrematado por frontão ondulado. Tal coroamento, próprio do estilo neocolonial conferido por reformas realizadas entre 1936 e 1951, repete-se nas laterais e no centro do prédio.

          Inaugurado em 1908, o instituto foi criado por João Octávio dos Santos, filho bastardo do Conselheiro João Octávio Nébias e da escrava Dona Escholástica Rosa. Superando os preconceitos e dificuldades de sua condição, o comerciante enriqueceu com a exportação de banana. Exerceu diversos cargos públicos e tornou-se conhecido pela honradez e caridade. Fundou o orfanato com o objetivo de assegurar educação, cultura e profissão a órfãos e bastardos. O regulamento da escola proibia castigos físicos e estipulava um enxoval para cada aluno, com uniformes de gala e de uso diário. Determinava que alguns funcionários, professores e o diretor residissem no local, cabendo a este último a tarefa de fazer todas as refeições com os internos, comendo da mesma comida e ensinando-lhes bons modos à mesa, em substituição à figura paterna. Deixou 74 imóveis, para que os aluguéis garantissem a manutenção da escola.

          Até 1931 esta ficou sob a administração da Santa Casa (veja verbete), época em que foi assinado um convênio com o governo do Estado, por um período de 50 anos. Por volta de 1980 o internato foi fechado e o Estado firmou com o hospital, mantenedor da escola, um contrato de locação. Tombado em 1992, o prédio acha-se em processo de restauração.
Local
Av. Bartolomeu de Gusmão nº 111. Tel. 3236-9986

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Feira de Artesanato

          Quase 300 expositores participam da FeirArte, distribuídos na praia do Boqueirão, no bairro de Aparecida e no Jardim Botânico. A feira mais visitada é a do Boqueirão, que chega a receber 4 mil pessoas a cada sábado.

          Medindo 2m de largura por 2m de altura, as barracas contam com revestimento padronizado em plástico listado azul e branco. Além da Praça de Alimentação, nas feiras são encontrados brinquedos, bijuterias, bolsas, cintos, vestuário, chapéus, bonés, sabonetes, sachês, velas, sobrecapas de livros, embalagens, quadros, roupas de cama, mesa e banho, arranjos florais, tapeçaria, peças de decoração de interiores, artigos de crochê, esotéricos, indianos etc. Eles são confeccionados em madeira, couro, vime, papel, jornal, conchas, palha, bambu, cerâmica, gesso, vidro, alumínio, casca de coco, pedras, resina, porcelana, plástico, emborrachado, parafina, arame, tecido, vidro e materiais recicláveis e outros.

          Eventualmente são ministradas palestras com orientações para aumentar o rendimento dos que utilizam o artesanato como fonte de renda, como a importância de passar uma boa imagem, o atendimento adequado, a qualidade dos produtos comercializados, a atenção em descobrir o perfil do público-alvo.

          Brevemente o Mercado Municipal vai contar com uma feira de artesanato permanente e diferenciada. No total, o espaço terá 26 boxes de 2,65m de altura por 5,32m de largura, além de um posto da Polícia Militar que funcionará no local, garantindo a segurança das cerca de 10 mil pessoas que passam pela Bacia do Mercado diariamente.

          Para mais informações, os artesãos interessados devem procurar o Deinc (5º andar do Paço Municipal) ou ligar para 3201-5262 e 3201-5305.

          A FeirArte do Boqueirão é montada no final da Avenida Conselheiro Nébias, praia do Boqueirão, sempre aos sábados, das 14 às 23 horas e nos feriados, das 14h00 às 23h00.

          A FeirArte do Sesc funciona aos domingos, das 14 às 22 horas, na Praça Caio de Morais e Silva, bairro da Aparecida.

          Já a FeirArte da Zona Noroeste funciona aos domingos, das 13 às 19 horas, na área do Jardim Botânico Chico Mendes.

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Mercado do Peixe

          Inaugurado em 1982, tornou-se ponto de referência para turistas que garantem cerca de 50% do movimento mensal. As 15 peixarias foram construídas em concreto aparente, internamente revestido de azulejos, com vigas pré-moldadas em forma de arcos. Oferecem venda a varejo de produtos pescados em alto mar, em toda a região litorânea. São espécies como corvina, cação, bagre, enchova, meca, perna-de-moça, pescada branca, pescada amarela, sardinha, tainha, atum, porquinho e linguado, além de camarão, polvo, lula, vôngoli, mariscos, ostras etc., num total de cerca de uma tonelada de frutos do mar por semana.

          Em 2001, um amplo serviço de manutenção incluiu desde a impermeabilização da laje até a substituição dos ladrilhos da calçada, da rede de esgoto, das canaletas de retenção de águas pluviais e de lavagem dos peixes, bem como a troca de extintores.
Novo plano de urbanização agregou um jardim ao calçadão que arremata a Av. Portuários e ampliou o estacionamento.

          O mercado é abastecido pelo Entreposto de Pesca, que fica em frente ao mercado. Dispõe de píer onde atracam, anualmente, centenas de embarcações trazendo produtos pescados em alto mar. Cerca de 20 a 100 t de peixe ali descarregados são comercializados por dia e encaminhados a frigoríficos, supermercados, peixarias e restaurantes da Baixada Santista, Capital e interior do Estado. Na Baixada Santista há dezenas de empresas de pesca, duas cooperativas e uma filial da indústria de pescado enlatado Femepe.
Local
Praça Gago Coutinho s/nº, ao lado do ferryboat. Tel. 3201-5000, ramal 5550
Funciona de terça a sábado, das 6h00 às 20h00, e aos domingos
e segundas, das 6h00 às 14h00

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Emissário Submarino

          Construído na década de 70 para conduzir os resíduos de esgoto tratados na Estação de Tratamento de Água da Sabesp, sua plataforma encontra-se totalmente urbanizada.

          Está localizado próximo ao canal 1 e no espaço existente no local, são realizados vários eventos, além da festa junina durante os meses de junho e julho.

          Existem vários projetos para o emissário e um deles é o da construção do Museu Pelé.

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Museu do Mar

          Permite uma visão geral dos principais grupos marinhos do Brasil e de várias partes do mundo, já que 90% do material exposto vem do exterior, originário dos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico. Tendo como origem uma coleção de conchas, seus 21 mil exemplares correspondem ao maior acervo de conchas do País, entre as quais se destacam duas gigantes, da espécie Tridacna Gigas. A maior mede 1 metro, pesa 148 Kg e é natural das Filipinas. Foi enviada por uma associação de conquiliologia (estudo científico das conchas) americana, que a permutou por conchas típicas da costa brasileira.

          A visita monitorada apresenta, ainda, o acervo de animais taxidérmicos, que conta com tartarugas, aves marinhas e um exemplar da maior espécie de tubarão do mundo, o tubarão-baleia, com 6 m de comprimento e uma tonelada de peso. Exibe um raro tubarão-anão adulto de 24 cm, além de tubarões xifópagos (um corpo e duas cabeças). Esponjas marinhas das Bahamas, algas, corais, aquários com invertebrados e espécimes como o peixe-escorpião, que se mimetiza e confunde com as rochas, disputam espaço com escafandros, âncoras e canhões antigos.

          Ao som de shaties (canções antigas cantadas por piratas e marinheiros americanos), a loja de souvenirs vende produtos alusivos aos oceanos. O estudo das ciências do mar é complementado por biblioteca com cerca de 2 mil volumes, sala de audiovisual com mais de 100 títulos de filmes e curso mensal de mergulho, que oferece certificado internacional. Destinado às escolas, o Projeto Mangue divulga a importância sócio-econômica desse ecossistema, berçário da vida do mar.

          Desde 1969, o museu funcionava provisoriamente na residência de um dos fundadores, Quíncio Ferreira. Em 30 de junho de 1984 foi inaugurada a sede atual, organizada por Luiz Alonso Ferreira, biólogo pós graduado em Biologia Marinha.
Local
Rua república do Equador, nº81. Tel: 3261-4808
Funciona diariamente, das 9h às 18h e até as 19h nos meses de férias escolares
Entrada: R$5,00, gratuita para menores de 5 anos e meia para estudantes.

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Museu de Pesca

          Exibe o esqueleto de uma baleia de 23 m e animais empalhados da fauna marinha, processados na Seção de Taxidermia do museu. A Sala de Areias e Conchas reúne amostras de areia de várias praias do litoral brasileiro. No térreo, a Ala Lúdica Petrobrás compreende três espaços temáticos: a Sala do Mar simula os ecossistemas que englobam o mar - fundo arenoso, praia arenosa, costão rochoso e manguezal; animais e plantas de resina podem ser observados através de vidros, no solo e no porão do aposento; na Sala do Barco, a sensação na proa de um barco a vela é simulada ao se manusear um timão antigo, que move uma plataforma e altera o curso registrado na bússola.

          Em final de montagem, a Sala do Capitão vai exibir as vestimentas usadas pelos marinheiros e um diário de bordo. Nos jardins do museu destacam-se os belos portões de ferro e um canhão originário da Fortaleza da Barra (veja verbete). Inaugurado em 1909, para instalação da Escola de Aprendizes de Marinheiro, o prédio do Museu de Pesca foi erguido em terreno que anteriormente fora área do Forte Augusto, equipamento que cruzava fogo com a Fortaleza da Barra.

          De arquitetura eclética, tem janelas em arco pleno no térreo e arco abatido no andar superior. O bloco central - destacado com sacada e portas duplas centrais, valorizadas por arco e cornija curva - apresenta frontão triangular, ladeado por grifos (animais fantásticos). O caráter militar do edifício é marcado pelas ameias da platibanda. Em 1931, a antiga escola cedeu lugar à Escola de Pesca, que só começou a tomar forma e denominação de museu em 1942, quando foi incorporado ao acervo o esqueleto da baleia, encalhada morta em Peruíbe.

          Em plena época da Segunda Guerra Mundial, os pescadores confundiram o cetáceo com um submarino alemão. A missão de conduzi-la até a praia contou com o auxílio da maré e de cordas, amarradas nos chifres de dois bois. Fechado em 1989, o museu foi reaberto em 1998, após obras de restauro.
Local
Av. Bartolomeu de Gusmão, nº 192. Tel.: 3261-5260
Funciona de quarta a domingo, das 9h às 17h
Ingresso: R$2,00
Entrada franca para menores de 6 anos e maiores de 65 anos
Estudantes pagam meia

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Museu De Vaney

          Criado para resgatar, testemunhar e preservar a memória esportiva da cidade, o Centro de Memória Esportiva De Vaney conta com uma coleção de mais de 500 troféus, conquistados a partir de 1939.

          Possui, também, acervo fotográfico, biblioteca e hemeroteca, com matérias jornalísticas ordenadas por assuntos e modalidades, que têm suas regras guardadas em computadores. Desde 1997, o atleta amador veterano é protagonista de uma pesquisa que originou o Arquivo Documental. Ele inclui 2.165 nomes de participantes de Jogos Oficiais pelo município, em todas as modalidades, entre 1939 e 1988. Semanalmente são gravados depoimentos em vídeo e, todos os meses, a Tarde de Memória Esportiva reúne antigos esportistas para reconhecimento de fotos de arquivos. Os primeiros registros sobre o esporte organizado na cidade surgiram com o remo e as competições de barcos ou regatas, nos clubes da Ponta da Praia. Os esportistas costumavam saltar no mar de um trampolim em frente aos clubes e atravessar para o Guarujá, hábito que motivou a disputa da Travessia do Canal a Nado. Também se praticavam o atletismo e o tênis, este último apenas por famílias abastadas.

          O futebol só se organizou, em Santos, por volta de 1912. Em 1939, a cidade participou pela primeira vez dos Jogos Abertos, que a princípio abrangiam todos os municípios brasileiros e não apenas as cidades paulistas. Campeã em atletismo e natação, Santos iniciou um período de glórias que lhe garantiram, em 1955, o título de município mas esportivo do Brasil.

          O reconhecimento só foi possível graças ao jornalista Adriano Neyva, o De Vaney. Seu material de trabalho e pesquisa ajudou a comprovar que Santos tinha o maior número de clubes, quadras, piscinas e campos de futebol do País, vencendo o desafio lançado pelo jornal O Globo, do Rio de Janeiro.

          Em 1991, após o falecimento do jornalista, seu arquivo foi incorporado ao acervo municipal, dando origem ao atual centro de memória.
Local
Praça Engenheiro José Rebouças, s/nº. Tel.: 3261-1989
Funciona de segunda a sexta, das 8h às 18h
Entrada franca

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Orquidário Municipal

          Ar puro, muito verde e a riqueza da fauna brasileira, tudo isso pode ser encontrado nos 22.240 metros quadrados do Orquidário Municipal. Com 53 anos, o parque zoobotânico, localizado no bairro do José Menino, abriga uma coletânia de 6 mil orquídeas, além de árvores frutíferas e medicinais, espécies raras como o pau-brasil e vários tipos de flores.

          É um parque que mistura características de jardim com aspectos de mata natural, plantados principalmente com exemplares da Mata Atlântica. Tem árvores frutíferas e medicinais, espécies raras como pau-brasil e cedro e estufa com 1.600 mudas de orquídeas, que podem ser apreciadas em seu esplendor em novembro, quando acontece uma exposição nacional.

          Originou-se de mais de 600 espécies diferentes e cerca de mil mudas de epífitos que o colecionador Júlio Conceição cultivava, no quintal de sua casa. Conhecida como Parque Indígena, a área era aberta à visitação pública e localizava-se no Boqueirão, bem próximo à Av. Conselheiro Nébias. Quando Júlio Conceição faleceu, a família doou o acervo para a Prefeitura, que mantém seu busto na entrada do parque. A abundância da vegetação atrai inúmeros pássaros, que vivem em liberdade entre animais silvestres como cotias, jabutis e macucos. Um lago de 1.180m2 abriga carpas, tartarugas e recebe aves aquáticas migratórias. Num viveiro interativo, as pessoas têm contato direto com tucanos, marrecos, gralhas, anus, garças e atobás. Existem ainda araras, papagaios e corujas e algumas espécies ameaçadas de extinção, como macacos-aranhas, micos-leões-dourados, micos-leões-de-cara-dourada e jacarés-de-papo-amarelo. Em 2000 recebeu um viveiro com um casal de cervídeos, que já se reproduziram.

           O parque mantém o Setor de Zoologia, que cuida dos animais; o Setor de Botânica, responsável pela coleção de orquídeas e da flora em geral; e o Setor Ambiental, que promove atividades sobre temas relacionados ao acervo, destinadas a estudantes e ao público em geral.
Local
Praça Washington, s/nº. Tel.: 3237-6970/3225-1353
Funciona de segunda a ssxta, das 8horas às 18 horas
O ingresso custa R$1,00, gratuito para criança até 12 anos e idosos acima de 65 anos

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Píeres da Ponta da Praia

          Embora definidos como estruturas construídas em pilares sobre o mar e enraizadas em terra, destinadas a servir de cais acostáveis, em Santos os píeres acolhem os visitantes com duas agradáveis choperias. Elas oferecem visão privilegiada da entrada e saída de navios, dos barcos pesqueiros rumo ao alto mar, dos iates dos turistas e da imponente Fortaleza da Barra. Com 70 m de comprimento e mais de 30 m de largura, os dois estabelecimentos, com aproximadamente 230 m2, juntos têm capacidade de atendimento de cerca de 400 pessoas. Cada plataforma consta de dois módulos, com estrutura em alvenaria revestida de tijolo cerâmico aparente. Um dos módulos abriga os sanitários e o outro contém balcão e cozinha. Para uni-los foi erguida uma estrutura de ferro galvanizado a fogo, que sustenta cinco toldos quadrados, confeccionados com material plástico branco. Eles servem de cobertura para as cadeiras e mesas em madeira escura, que combinam com o piso em tábua corrida.

          Bastante procurado por executivos, no final da tarde, o Píer 1 é cercado de plantas e tochas que permanecem acesas à noite, paisagismo que lembra os bares caribenhos.

          O Píer do Chopp recebe os mais jovens com decoração despojada, mas à luz de velas. Inaugurados em agosto de 2000, tiveram seu projeto respaldado no trabalho de fomento que a Prefeitura Municipal vem dando ao turismo, a partir de 1997.

          A Prefeitura realizou as obras estruturais. Todas as intervenções e equipamentos ficaram a cargo dos permissionários, que ganharam a licitação para direito de exploração da área.
Local
Av. Saldanha da Gama, em frente aos clubes de regatas
Ambos funcionam a partir das 11h00
O Píer 1 (Tel.3261-6121) fecha na segunda e o Píer do Chopp (Tel. 3261-21221) fecha na terça

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Pinacoteca Benedicto Calixto

          Inaugurada em 1992, a Pinacoteca é importante ponto de referência cultural da Cidade, ao manter uma exposição permanente de obras do pintor Benedicto Calixto e biblioteca de livros de arte, no térreo.

          O andar superior funciona como galeria de mostras temporárias. De arquitetura eclética, tem elementos clássicos e art nouveaux, A pintura do teto de cada aposento dispõe de motivos alusivos ao uso de cada espaço, como frutas na sala de jantar, instrumentos musicais na sala de música, pássaros no jardim de inverno.

          O estilo art-nouveau marca presença em vitrais, realçados pela madeira do piso e o ferro fundido no balaústre da escada, e externamente no estuque das fachadas.

          Erguido em terreno de 6.600 m2, o casarão é reminiscente das residências construídas nas avenidas da praia, no início do século XX. Tendo como base a riqueza industrial de São Paulo e o café, reflete um modo de vida que incluía, no jardim, uma Casa de Banhos - único exemplar ainda existente na cidade - e também fonte, pérgolas e avenida de jambolões. A espuma das ondas é reproduzida nos balaústres das sacadas, peixes sustentam bancos e mesas, carrancas lembram o vento no abrigo de carros, Netuno reina nos vasos de concreto. Toda essa alusão ao mar condiz com a informação de que a primeira cor do casarão era areia, levando a Prefeitura Municipal a devolver-lhe o tom original.

          Embora erguido no início do século XX pelo alemão C. A. Dick, foi o gaúcho Francisco Pires, cuja esposa era santista, que lhe deu, em 1921, as características hoje preservadas. Através dos anos, o imóvel acabou se transformando em casa de cômodos. Em 1979 foi desapropriado, e restaurado para instalação da pinacoteca, em 1992. Seu nome homenageia Benedicto Calixto de Jesus, que nasceu em Itanhaém, em 14 de outubro de 1853. Ganhou notoriedade com as pinturas do teto do Teatro Guarani, em Santos, freqüentou o ateliê de Jean François Raffaelli e a Academia Julien, em Paris. Como também se dedicou aos estudos históricos, seu trabalho testemunha a transição do século XIX para o XX, com paisagens de Santos, São Vicente, Guarujá, Itanhaém etc.
Local
Av. Bartolomeu de Gusmão nº 15. Tel. 3288-2260
Funciona de terça a domingo, das 14h00 às 19h00
Entrada franca

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Fonte: Prefeitura Municipal de Santos