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Conheça o maior Porto da
América Latina

 

Pontos Turísticos

Porto de Santos

          Apesar de se considerar oficialmente o dia 2 de fevereiro de 1892 o início de funcionamento do porto de Santos, a chegada de navios aos hoje denominados Canal do Estuário e Baía de Santos ocorreu desde 1502.

          Segundo historiadores, antes de surgirem as vilas de Santos e São Vicente, que marcam o início da colonização da então Capitania de São Paulo, já havia embarcações aportando na região.

          O local do atual complexo portuário santista era escolhido pela profundidade de alguns de seus trechos (na região da Ponta da Praia), de até 15 metros, suas águas calmas e a proteção dos ventos pelos morros da Ilha de Santo Amaro, conforme dados da Fundação Arquivo e Memória de Santos.

          De acordo com registros históricos, a nau do cartógrafo florentino Amércio Vespúcio foi a primeira a fundear na Baía de Santos, mais precisamente no local onde hoje está a Ponte Edgar Perdigão (ex-Ponte dos Práticos), na Ponta da Praia. O fato ocorreu em 22 de janeiro de 1502, o que levou o explorador a batizar as terras como Ilha de São Vicente; o estuário como Rio São Vicente; e suas margens como Porto de São Vicente.

          Esses nomes aparecem em anotações daquela que é considerada a primeira reprodução cartográfica do Brasil, o Mapa de Cantino, datado de 1502. As denominações também surgem em documentos posteriores, como a Carta Marina de Waldseemuller, de 1516. E foram esses registros que permitiram a Martim Afonso de Souza a chegar à região exatos 30 anos depois, afirmam pesquisadores.

          O fato é descrito em uma das principais obras sobre a Cidade e o porto, a História de Santos, escrito em 1937 por Francisco Martins dos Santos.

          Quando Martim Afonso chegou à região, fundeou na atual Praia do Góes (em Guarujá) e, só no dia seguinte, atravessou o canal, chegando em uma das extremidades da ilha (a Ponta da Praia), onde já existia um porto.

          Desde o século 16, a região era reconhecida como ‘‘um porto que podia acolher todos os navios daquela época, o que foi um fator preponderante para o aparecimento, primeiro do povoado, depois da Vila de Santos’’.

          Segundo pesquisadores, foi com a chegada dos portugueses que o porto começou a ter uma utilidade prática, com a fundação dos engenhos. O primeiro deles, o Madre de Deus, foi fundado na área continental em 1532.

          Considerado o maior porto da América Latina, suas instalações ocupam 7,7 milhões de m2 e cerca de 14 Km de extensão, alcançando ambas as margens do estuário e estendendo-se até Guarujá e Cubatão, onde se encontram os terminais da Companhia Siderúrgica Paulista (Cosipa) e Ultrafértil. Cerca de 40% do PIB nacional passam pelo porto de Santos. Sua importância no contexto econômico-financeiro reside na exportação de açúcar, café, papel, sucos cítricos, soja em grão e em farelo, cujo movimento por vezes chega a superar a importação de trigo, fertilizante químico (adubo), enxofre e sal, resultando em saldo positivo para a balança comercial do Brasil.

          A origem do porto, que data do século XVI, está vinculada ao tráfico de escravos e ao comércio de sal. Mas seu papel no desenvolvimento do Estado e do País deve-se à exportação de café. O primeiro registro de escoamento do produto por Santos é de 1845, quando foram embarcadas duas sacas com destino à Europa. Em 1886, um grupo liderado pelos brasileiros Cândido Gaffrée e Eduardo Guinle obteve a concessão para construção do porto como o conhecemos hoje, e para sua exploração por 90 anos.

          Em 2 de fevereiro de 1892, o navio Nasmith atracava no cais, então com apenas 260 m, marcando oficialmente o início de funcionamento do porto de Santos. No século XIX, o perigo de epidemias que a movimentação de cargas, passageiros e tripulantes dos navios poderia acarretar, acabou motivando o investimento no sistema sanitário, que beneficiou toda a cidade. A partir de 1980, a administração passou a ser exercida pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), sociedade de economia mista, sob controle acionário da União.

          Recentemente, a promulgação da Lei dos Portos transformou a Codesp em autoridade portuária responsável pelo arrendamento dos armazéns e outras áreas, bem como pela administração de todo o complexo. Atualmente a Baixada Santista luta pela regionalização do porto, visando mudar o modelo de administração, que passaria a ser gerido pelo governo estadual e os municípios de Santos, Cubatão e Guarujá, possuidores de áreas portuárias.
Local
Av. Mário Covas Jr., antiga Portuários

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Alfândega de Santos

          Principal unidade aduaneira do Brasil, é responsável pelo controle fiscal de quase um quarto de todas as mercadorias que entram e saem do País, arrecadando, por mês, R$ 280 milhões.

          Nos padrões do ecletismo, com linguagem clássica austera já com influência art-deco, seu prédio de 12.350 m2 ergue-se sobre terreno de 2.570 m2, revestido de granito no térreo e massa raspada nos outros quatro pavimentos, que contam com mais de 90 janelas. No primeiro andar elas são protegidas por grades de ferro, com desenhos que imitam folhas e grãos de café. As grades repetem-se nos vãos com vergas que levam aos dois átrios - um de frente para a praça e outro de frente para o cais - que se ligam através do vestíbulo. Em portas, portais e grades gastaram-se 44 mil Kg de ferro, e mais 122 mil Kg na estrutura do imóvel. Um terço do interior recebeu mármores importados da Itália e Espanha. Eles formam estrelas de oito pontas no mosaico do piso do saguão e ganham as pilastras, os alizares das paredes, os degraus, balaústres e patamares do conjunto de escadarias.

          Como a reforma feita em 1974 descaracterizou algumas alas do edifício, a atual obra de restauro respalda-se no fomento que a Prefeitura Municipal vem dando ao turismo, a partir de 1997. Trocou-se por madeira o alumínio das janelas, removeu-se o rebaixamento do teto para exibir as vigas que formam molduras quadrangulares, por vezes ornadas com cimalhas. Também foram recuperados os vitrais de várias janelas e do domo do segundo andar, onde dominam as Armas da República.

          Alguns dizem que a primeira Alfândega da Capitania de São Vicente data de 1532. Outros consideram que ela teve início em 1550. O contrabando era uma prática comum: por falta de documentação foi apreendida, no mesmo ano, uma partida de 27 escravos. Com a expulsão dos jesuítas, em 1759, a Alfândega ocupou o Colégio S. Miguel e, depois, outros imóveis. Novo edifício foi inaugurado em 1870, substituído em 1934 pelo atual, construído pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), que era concessionária dos serviços portuários da cidade.
Local
Praça da República s/nº
Tel. 3201-4100
Funciona de segunda a sexta, das 8h30 às 17h00

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Casa do Café

          Primeiro estabelecimento do tipo criado no Brasil, a Casa do Café nasceu em Santos porque até hoje a cidade tem o maior porto (veja verbete) exportador de café do Brasil e do mundo, responsável pelo movimento de 80% da safra nacional.

          Apesar das mudanças com a exportação do produto (veja Bolsa), o estabelecimento conserva a finalidade de promover o café brasileiro, junto a passageiros e tripulantes dos navios que aportam em Santos, vendendo aos visitantes um produto de qualidade. Oferece café expresso e um cardápio especial, formulado com o conhecido Café Turismo Santos, tipo exportação 4. Também podem ser degustadas outras especialidades, como o grego, americano, vienense, com gim, coquetel, gelado, sorvete e astronauta. O local apresenta serviço de correio, loja de souvenirs decorada com motivos da cultura cafeeira e peças de artesanato brasileiro, além de espaço cultural com exposições artísticas periódicas.

          Fundada em 1969, por um decreto-lei do extinto Instituto Brasileiro do Café (IBC), ligado ao Ministério da Indústria e Comércio e pela Associação dos Torrefatores, teve as instalações inauguradas em 1970.
Local
Armazém 16, Porto de Santos
Tel. 3222-6617
Funciona diariamente das 8h00 às 18h00

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Hospedaria dos Imigrantes

          Embora idealizado para receber os imigrantes estrangeiros que chegavam ao porto de Santos - portal da imigração no Brasil - , o prédio nunca foi utilizado com essa finalidade. Na época de sua construção o fluxo migratório diminuíra, sendo os imigrantes diretamente conduzidos à seção competente, em São Paulo, para quarentena.

          A construção teve origem no projeto do arquiteto Nicolau Spagnolo, que não foi integralmente obedecido. Eclético com muitas características neocoloniais, utiliza a linguagem clássica na cornija central e no frontão com volutas da entrada principal. Foi construído num único corpo de estrutura, com tesouras metálicas, dispondo de torres na fachada principal e na esquina em ângulo chanfrado, com janelas preenchidas com tijolo. Inscrito num retângulo de 110 x 87 m, compõe-se de duas alas distintas que formam um pátio central. São ligadas no pavimento térreo - com 6,20 m de pé direito - através do que seriam a cozinha e seus anexos. No andar superior, cujo pé direito tem 7 m e onde ficariam os dormitórios, elas são unidas por larga varanda, apoiada em pilares. A entrada dos imigrantes seria pelo lado do cais, onde haveria um portão de ferro atravessado pela linha férrea, servida por vagões que trariam os passageiros desde o porto.

          Datado de 1912, o prédio acabou sendo utilizado como armazém de café, depósito da Cooperativa dos Bananicultores e pátio de contêineres. Há estudos para ocupação do espaço com empreendimento vinculado ao turismo de negócios.
Local
Rua Silva Jardim nº 95
Encontra-se fechada

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Mercado Municipal

          Funcionando provisoriamente no antigo módulo de cereais, as obras do Mercado Municipal prevêem intervenções no equipamento e em seu entorno. Será reformulada a disposição dos 20 boxes de hortifrutigranjeiros, que vão nascer nas paredes laterais e ganharão mais profundidade para estocar mercadorias, num total de 18 m2 de área cada um. A área central será ocupada por cafeteria, lanchonete, espelho d'água e palco para eventos culturais. O mezanino, que apresenta 26 boxes, poderá ser desdobrado em cerca de 50 barracas para venda de artesanato, ao passo que o setor de frios contará com 6 açougues, um laticínio e uma avícola. As duas lojas abertas para a parte externa vão abrigar floricultura e agência bancária. O equipamento ganhará mais de 12 peixarias no antigo módulo de cereais, quando os permissionários forem transferidos para o edifício principal. Além do remanejamento, as obras incluem substituição das redes hidráulica e elétrica, troca do telhado e dos vidros dos vitrôs, renovação da pintura e do piso, rampas e adequação dos toaletes para deficientes físicos, instalação de telas nas janelas para evitar a presença de pombos etc. O equipamento conta ainda com agências bancárias, caixas d'água e depósitos para mercadorias.

          O projeto prevê a reurbanização da Bacia do Mercado, dragagem do canal e reforma da Estação de Passageiros, por onde circulam diariamente cerca de 15 mil pessoas, rumo às barquinhas que fazem a travessia para Vicente de Carvalho.

          O primeiro mercado da cidade data de 1800. Chamadas 'casinhas', ficavam na atual Praça da República e foram derrubadas em 1855, por não apresen-tarem condições de higiene. Em 1880, foi edificado um mercado provisório, na atual Praça Azevedo Júnior. Epidemias que assolaram Santos, na época, fizeram com que a Câmara determinasse a instalação, em 1902, de um estabele-cimento mais amplo e higiênico, na Bacia do Mercado. Com o processo de modernização do município, em 1948 foi erguido, no mesmo local, o equipamento atual.
Local
Praça Iguatemi Martins, s/nº. Tel. 3201-5000 ramal 5503
Funciona de terça a sábado, das 8h00 às 18h00 e domingo, das 8h00 às 12h00

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Monumento ao Trabalhador Portuário

          De autoria de Vito D'Alessio e Juvenal Irene, tem 12m de altura, pesa duas toneladas e foi criado em armação de metal, com lâminas de poliestireno. A utilização de técnicas especiais garantem a conservação do monumento por um período mínimo de 50 anos.

          Inaugurado em setembro de 1996, tem como símbolo o estivador, numa época em que a tecnologia ainda não predominava e cada trabalhador carregava nas costas, de uma só vez, três sacos de 60 quilos cada. É figura central na história do desenvolvimento econômico e das batalhas sindicais do Porto de Santos, que se alastraram pelo País inteiro e obtiveram grandes conquistas trabalhistas. Os operários do porto reuniam-se nos sindicatos, no século XX geralmente dirigidos por comunistas e seus simpatizantes, o que valeu a Santos a denominação de Ilha Vermelha ou Porto Vermelho. Nesse ambiente eram preparadas as greves, em meio a espiões infiltrados nos movimentos e a lutas com a polícia da época, sempre disposta a calar os trabalhadores do cais. O tema foi imortalizado por Jorge Amado em 'Agonia da Noite', segunda obra da trilogia 'Os Subterrâneos da Liberdade', em que o escritor apresenta um panorama da vida política brasileira, nos anos do Estado Novo.
Local
Praça Silvério de Souza, próximo ao Armazém 4 - Externo

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Museu do Porto

          Paralelamente a escriturações e documentos antigos, exibe fotos e cerca de 700 negativos em vidro que registram, em imagens, toda a história do porto de Santos (veja verbete), o maior da América Latina. Expõe desde bússola de 1900 alojada em bitácula - caixa com cobertura de vidro, fixa em pedestal não magnético- , até modelos da metade do século XX. A evolução tecnológica reaparece em balanças, termômetros, voltímetros, amperímetros, telefones, relógios de ponto. Dentre as peças destacam-se uma serra alemã de 1898, uma lancha adquirida por doação em 1926, e um tetraciclo destinado à fiscalização das obras, durante a construção do porto.

          Como a proposta do museu, que foi instalado em 1990, é ultrapassar o espaço do edifício, consta do acervo a locomotiva a vapor Lavoura, concebida no final do século XIX. Após restaurada ela voltou aos trilhos de Itatinga, vila onde a empresa tem a usina que fornece energia para o porto e que oferece roteiros de ecoturismo (veja verbete). A restauração da casa que abriga o museu mobilizou várias categorias de artífices da Compa-nhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).

          Projetada em 1906 pelo engenheiro Guilherme Weinschenck, serviu de residência aos inspetores gerais até ser transformada em escritório, na década de 50. Em cada detalhe apresenta um padrão arquitetônico diferente, característica do período eclético. As janelas possuem molduras com desenhos de inspiração renascentista. Em telha francesa e grande declividade, a cobertura é arrematada por plataforma com decoração em ferro, imprimindo à edificação a imponência do renascimento francês ou do período vitoriano inglês. Os soalhos, forros, portas e janelas foram feitos em pinho-de-riga na carpintaria da empresa, onde também se recriou a escada helicoidal.

          Sua construção acompanhou o período de renovações urbanas, em que a burguesia abandonou os sobrados do centro da cidade, geminados uns aos outros e sem recuo frontal, passando a erguer palacetes nos novos bairros e avenidas.
Local
Av. Rodrigues Alves s/nº, esquina com a Rua João Alfredo. Tel. 3233-6565
Funciona de segunda a sexta, das 7h00 às 11h00 e das 13h00 às 17h00, e sábado, das 7h00 às 11h00
Entrada franca

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Terminal de Passageiros

          Com 4500 m2 de área construída, o Terminal de Passageiros Giusfredo Santini tem capacidade para receber 6.500 pessoas por dia. Dispõe de Sala de Embarque com 30 balcões para check-in, com detetor de metais e raio X. O Salão Principal, que se acha integrado a essa área, possui piso revestido em granito e climatização por ar condicionado, contando com cafeterias, lojas de conveniência e souvenirs, livraria, toaletes, postos de telefone, agência de viagens, postos de informações turísticas e ambulatório com UTI móvel. O Salão de Desembarque tem 1.400 m2 e o estacionamento, 5.500 m2. Oferece serviço de valet-parking, que fornece condução e se responsabiliza pelos veículos dos viajantes, durante o cruzeiro.

          O equipamento abriga instalações da Receita Federal/Alfândega, Codesp, Vigilância Sanitária, Polícia Federal e a primeira Delegacia do Brasil de Atendimento ao Turista da Polícia Civil. Erguido pelo Consórcio Concais, é o primeiro terminal privado de passageiros de navios do País, como resultado do trabalho de fomento que a Prefeitura Municipal vem dando ao turismo, a partir de 1997.

          Os cruzeiros tornaram-se viáveis a partir de 1994, com a mudança da lei de cabotagem. Pela norma antiga, os navios estrangeiros não podiam incluir o Brasil em roteiros internacionais. O fato de destinos como Miami, Caribe e Mediterrâneo começarem a ser considerados saturados, bem como a chegada de europeus, que desembarcam em aeroportos do Rio e São Paulo e optam por conhecer a costa brasileira em transatlânticos, vem beneficiando o turismo local.

          O total de 3.055 passageiros em trânsito recebidos na temporada de 1998/1999, saltou para 7.644 em 1999/2000, fechando com 16.530 entre 2000 e 2001. Embora a temporada de 2001/2002 tenha contabilizado 12.579 passageiros em trânsito, a arrecadação girou em torno de R$ 15 bilhões, com aumento de 30% em relação ao ano anterior.

          O nome do terminal homenageia Giusfredo Santini (1897/1990), que dirigiu A Tribuna durante 30 anos, consagrando o veículo santista de informação.
Local
Armazém 25 - Interno. Tel. 3222-7744
Funciona de segunda a sexta, das 8h00 às 17h30
Durante a temporada, opera nos dias e horários de atracação de navios

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Fonte: Prefeitura Municipal de Santos