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Igrejas
de Santos
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Pontos
Turísticos |
| Igreja do Embaré
A
arquitetura neogótica da Basílica Menor de Santo Antônio do Embaré
manifesta-se em arcos ogivais, vitrais e rosácea, embora esta possua a
esfinge do padroeiro, quando o gótico exigiria representações de Cristo
e Nossa Sra. (veja Catedral). As duas torres da fachada terminam com pináculos.
No tímpano sobre a entrada principal, uma composição clássica mostra
Santo Antônio recebendo o Menino Jesus das mãos da Virgem. Curiosamente,
a imagem de São Pedro - que deveria estar à direita de quem sai, por ser
ele o apóstolo à direita de Cristo - localiza-se à esquerda, enquanto São
Paulo fica à direita. Na parte interna, os 18 m de pé direito são
cobertos por afrescos de Pedro Gentili, que preenchem todos os espaços do
templo. Eles foram executados em 1946 e restaurados em 2001. Os 44 pilares
em granilito rosa dividem-se em cada lado da nave e do altar, emoldurando
as quatro capelas menores, bem como as capelas-balcões e as capelas de
confissão. Estas contam com pinturas alusivas à remissão dos pecados,
como o perdão ao filho pródigo e a Maria Madalena.
O trabalho de entalhe em portas, pára-ventos, confessionários, púlpitos
e altares é realçado pelo contraste entre a cor clara do marfim e a cor
escura do cedro e da nogueira. Não se trata de peças únicas, já que
foram compradas por catálogos do ateliê de Henrique Hudger, no Sul do País.
Embora a decoração não seja gótica, os relevos de leões, dragões e
outros animais híbridos, próprios do gótico arcaico usado na Alemanha,
são creditados à ascendência do artesão. Conta-se que o altar-mor saiu maior que a encomenda e precisou ser cortado, para caber no
abside. Ladeado por dois anjos esculpidos em madeira, o magnífico órgão
conta com cerca de 3.800 tubos.
A igreja originou-se de uma capela erguida
em 1875, pelo Barão do Embaré. Foi entregue em 1913 aos frades
franciscanos, que iniciaram a nova edificação em 1930. Inaugurada em 1945,
em 1952 foi elevada à categoria de basílica pelo Papa Pio XII.
Local
Av. Bartolomeu de Gusmão nº 32 - Tel. 3227-5977
Funciona de segunda a sexta, das 7h00 às 20h00; sábados e domingos das
8h00 às 21h00
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| Capela
de São João Bosco (Escolástica)
A Capela de São João Bosco, localizada no pátio interno da Escolástica
Rosa, foi inaugurada em 1939 e após passar por uma restauração, foi
entregue ao público em janeiro de 2004. É considerada uma das primeiras
dedicadas ao santo.
As obras levaram cerca de seis meses, foram custeadas pela Santa Casa da
Misericórdia de Santos e realizadas pelo Departamento de Manutenção
Geral do hospital.
O interior estava em ruínas. Foram recuperadas as características
originais da construção graças a um trabalho de pesquisa.
Além do piso, também foram mantidas as peças da via sacra que decoram
a parede e a imagem de São João Bosco — padroeiro do Ensino Técnico
e dos cursos profissionalizantes.
Local
Av.
Bartolomeu de Gusmão nº 111. Tel. 3236-9986
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| Catedral
A igreja matriz da cidade tem estilo neogótico, fazendo lembrar os
templos europeus. A planta foi traçada pelo engenheiro prussiano
Maximiliano Hell, responsável pela arquitetura da Catedral da Sé, em São
Paulo. Daí a semelhança entre ambas. Hell também projetou a Igreja do
Embaré e o prédio do Corpo de Bombeiros (veja verbetes). A catedral
conta com rosáceas próprias do estilo gótico, cujo miolo representa o
Sol e simboliza Jesus, ao passo que as pétalas lembram Nª Sra., a
'Rosa Mística'. As imagens da entrada principal simbolizam os pilares
da Igreja de Cristo: São Pedro, o primeiro papa, e São Paulo, o apóstolo
dos gentios. Cercando os quatro ângulos da torre, as figuras dos
maiores profetas - Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel - apresentam, ao
lado, os evangelistas - Mateus, Marcos, Lucas e João. A torre (agulha gótica)
abriga um carrilhão de sete sinos e a cúpula é renascentista.
Internamente, robustas colunas separam as três naves da igreja, que
dispõe de dois altares laterais de mármore e duas capelas, uma em cada
lado do altar-mor: a do Santíssimo Sacramento, com afrescos de
Benedicto Calixto, e a de Nossa Sra. de Fátima. Em 2001 foi acrescido
um altar para Sta. Josefina Bakhita, cuja canonização foi beneficiada
por uma graça concedida a uma cidadã santista. A abside da catedral
recebe a luz multicolorida de vitrais, com cenas da vida de Nª Sra. No
altar-mor, nas capelas e no pára-vento da entrada, destaque para o
trabalho de serralharia.
A catedral possui cripta (galeria subterrânea)
com ossário e capela. Fundada em 1545 pelos padres jesuítas, foi
dedicada a Nossa Senhora do Rosário Aparecida. A Matriz Velha da cidade
ficava na atual Praça Antônio Teles e foi demolida em 1907, para
construção da Praça da República. Nesse intervalo, a Igreja do Rosário
(veja verbete) funcionou como matriz. Erguida a partir de 1909, a Matriz
Nova ou Igreja Catedral foi inaugurada em 1924, embora suas obras só
tenham sido concluídas em 1967.
Local
Praça José Bonifácio s/nº.
Tel. 3232-4593
Funciona de segunda a sexta, das 7h00 às 19h00; sábado
e domingo, das 8h00 às 12h00
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| Da
Ordem I do Carmo
Apelando à emoção, o estilo barroco das igrejas antigas visava
seduzir a alma por meio da arte, em benefício da fé. A da Ordem
Primeira tem porta encimada por verga curva de pedra, contorno que se
repete nas três portas-balcões do pavimento superior, arrematado por
frontão ondulado.
Embora erguida 150 anos antes da Igreja da Ordem
Terceira do Carmo (veja verbete), as duas são unidas por torre com
campanário. Por motivos econômicos, esta foi construída para servir
as duas igrejas, criando uma fachada incomum no barroco. Revestida de
azulejos marianos originais, do século XVII, esta torre é encimada por
cúpula cercada por varandim. Todo segundo domingo do mês, a missa das
11h00 é acompanhada de canto gregoriano, mas diariamente o altar-mor
tem ostensório para Adoração Perpétua. Conta, ainda, com telas de
Benedicto Calixto e cadeirado em jacarandá, destinado ao clero. É todo
folheado a ouro, assim como os oito altares laterais. O primeiro, à
direita, abriga uma cópia da imagem de Nª Sra. do Monte Serrat
existente na Catalunha, doada pela colônia espanhola por ser a
padroeira de Santos. As duas igrejas dispõem de altares laterais com
colunas salomônicas, à feição das colunas do templo de Salomão,
lavradas em espiral porque essa estrutura helicoidal representa o
movimento sem fim do infinito. Têm relevos em madeira com cachos de
uva, numa alusão ao sangue de Cristo; de trigo, que simboliza o pão;
de girassóis, representando Nª Sra. Anexo à primeira igreja situa-se
o convento, com sacristia, biblioteca e demais dependências. No pátio
interno, o Marco dos Evangelistas ostenta os símbolos de S. João (águia),
S. Mateus (anjo), S. Marcos (leão) e S. Lucas (boi). Ao seu redor ainda
há lápides funerárias de 1800, de pessoas de destaque da cidade.
Os
frades iniciaram a construção do convento e da igreja conventual em
1599. Fundado em 1917, em 1959 o Colégio do Carmo transferiu-se para a
Ponta da Praia e hoje não pertence mais aos carmelitas.
Local
Praça Barão do Rio Branco nº 16. Tel.
3234-5566
Funciona de segunda a sexta, das 7h00 às 19h00, sábado, das
16 horas às 18 horas, e domingo, das 10h00 às 12h00 e das 17h00 às
19h00
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| Da
Ordem 3 do Carmo
Embora erguida 150 anos depois da Igreja da Ordem Primeira do Carmo
(veja verbete), as duas são unidas por torre, criando uma fachada
incomum no barroco. Internamente, as quatro colunas de sustentação do
coro contam com bacias de água-benta. Elas foram talhadas em pedra de
cantaria, mesmo material do console dos púlpitos e da pia de água
benta (1710). A denominação tem origem no hábito de os escravos
cantarem para marcar o ritmo da união dos esforços, que possibilitava
a remoção dos blocos de pedra das jazidas. Em vez de dedicados aos
santos e a Maria, como acontece em outros templos, os seis altares
laterais mostram fases da Paixão de Cristo. Curioso é que a Prisão e
a Condenação, que deveriam estar representadas nos dois primeiros
altares, acham-se no meio, enquanto os primeiros retratam a Coroação e
a Flagelação. A 1ª Queda e a Agonia são simbolizadas nos dois últimos,
seguidas pelo Cristo Crucificado do altar-mor.
O tema da Paixão
reaparece nos azulejos azuis e brancos de 1800, com motivos moçárabes:
lanças, chicotes, martelos, cruzes, coroas de espinho. A imagem de Nª
Sra. do Carmo destaca-se no altar-mor das duas igrejas carmelitas, que
tiveram pisos e tetos modificados mas ainda dispõem de sacadas
internas, com balaústres em motivo chinês. Localizadas no alto, na
parte lateral dos templos, essas tribunas eram reservadas às pessoas
mais influentes, numa divisão social que se refletia até dentro da
igreja. O acervo de ambas inclui imagens com olhos de vidro, recurso
barroco para parecerem mais reais, e ainda santas do pau oco. Este é o
nome dado às imagens em que se escondia ouro para ser contrabandeado.
Vem daí a expressão que designa pessoas dissimuladas.
Fixando-se em
Santos em 1580, os carmelitas iniciaram a construção do convento e da
primeira igreja em 1599, em gleba doada pela família de Brás Cubas. A
igreja ou capela da Venerável Ordem Terceira do Carmo - associação
religiosa leiga - foi erguida a partir de 1752.
Local
Praça Barão do
Rio Branco s/nº. Tel. 3219-3650
Funciona de segunda a sexta, das 7h00
às 11h30 e das 14h às 17h00, e domingo, 8h00 às 9h00
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| Do Rosário
Originou-se da capela onde se escondiam os escravos foragidos. Saindo
pelo beco que corresponde à atual Rua Vasconcelos Tavares, eles
cruzavam os morros até o Quilombo do Jabaquara. Devido ao alargamento
da Rua João Pessoa, por volta de 1970, as fachadas sofreram reforma,
ganhando o estilo neocolonial.
A Irmandade de Nª Sra. do Rosário expõe
as iniciais I N S R no frontispício, que possui três pilastras
delimitando o corpo do templo e o campanário com relógio. Detalhes
barrocos em pedra surgem em vergas e umbrais de janelas e óculos, bem
como no frontão sinuoso. Sobre a porta principal, o coroamento de pedra
exibe o brasão mariano - coroa, palmas e a letra M sobreposta à letra
A, representando o nome de Maria. Ambas são circundadas por rosário,
relembrado ainda no vitral do pára-vento, que retrata a aparição de Nª
Sra. a S. Domingos, precursor da devoção ao rosário. Internamente, um
afresco da Virgem domina o forro do teto, coberto por molduras de
estuque com símbolos religiosos - cruzes, sinos, cálices etc. No
altar-mor, Maria é representada em imagem de roca, nome dado aos santos
que têm apenas mãos e rosto, com roupa de tecido cobrindo um suporte
de madeira. Constituída em 1652, a Irmandade de Nª Sra. do Rosário
dos Homens Pretos possuía um altar na matriz velha. Nele eram
sepultados os escravos, enquanto aos brancos era reservado o altar-mor.
A devoção à santa foi tão assimilada pelos escravos, que a maioria
das igrejas de Nª Sra. do Rosário, em todo o Brasil, foi erguida pela
fraternidade negra. A cultura popular passou a identificar Nª Sra com
Iemanjá e Oxum, Sta. Bárbara com Iansã etc. , num sincretismo
religioso que unia os santos cristãos e os orixás africanos numa só
entidade.
Construída em 1822, a atual edificação funcionou como
matriz de 1907 - quando a antiga foi demolida para dar lugar à Praça
da República - até 1924, quando foi inaugurada a Catedral (veja
verbete) ou Matriz Nova.
Local
Praça Rui Barbosa, s/nº . Centro - Tel.
3219-3566
Funciona de segunda a sexta, das 8h00 às 17h45, e sábado,
das 8h00 às 13h00
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| Do Valongo
Importante
exemplar das construções dos padres franciscanos, dispõe de cruzeiro
no espaço em frente ao prédio. Antecedendo a nave, a galeria que se
destinava a congregar a comunidade ampliou sua utilidade, no Brasil, por
criar um sombreamento que abrandava os rigores do clima.
A palavra
remete à Galiléia e às origens do cristianismo, quando as pessoas que
se preparavam para receber o batismo (catecúmenos) ficavam na porta,
pois não podiam entrar no templo. A do Valongo conta com três arcos
romanos, simétricos às portas-balcões de arco abatido do andar
superior, arrematadas por vergas curvas de pedra. Frontão ondulado e
guirlandas fazem com que a fachada seja considerada um dos mais belos
barrocos do século XVIII. À esquerda fica a Venerável Ordem Terceira
de São Francisco da Penitência, que conserva o Cristo Místico de Seis
Asas entre as obras de arte de sua capela, perpendicular e com arco
aberto para a igreja conventual. Além do padroeiro apresenta, no
altar-mor, um dos únicos tronos rotativos do País: de um lado a Santíssima
Trindade e, do outro, o ostensório para Adoração Perpétua.
Ali as paredes ganharam murais de azulejos, na
década
de 30, de autoria de Cândido da Silva Jr., que se auto-retratou de
paletó e gravata, ao lado de Sto. Antônio. Cenas da vida do taumaturgo
reaparecem nos óleos do teto.
Elas são realçadas pela luminosa pintura de
milhares de flores que cobrem as paredes e cujo miolo - um quadradinho
de espelho - multiplica a incidência da luz. Uma placa comemora a
visita do monsenhor José Ferreti (1823), que se tornaria papa com o
nome de Pio XII.
O portal da igreja traz a data de 1640 no alto, ao
passo que a entidade leiga da Ordem Terceira inaugurou a capela em 1691.
Em 1859, o imóvel foi vendido para a construção da estação da
estrada de ferro Santos-Jundiaí (veja verbete). O convento foi demolido
mas não houve força capaz de retirar a imagem de Santo Antônio do
altar, fato que foi considerado milagre e impediu o desaparecimento da
igreja, elevada a santuário em 1987.
Local
Largo Marquês de Monte
Alegre s/ nº. Tel. 3219-1481
Funciona de terça a sábado, das 8h00 às
20h00, e domingo, das 8h00 às 19h00
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| Morro
e mosteiro de São Bento
Situado no Morro de São Bento, o antigo mosteiro abriga o Museu de Arte
Sacra (veja verbete). Ali viveu Frei Gaspar da Madre de Deus, um dos
maiores historiadores do Brasil. Numa época de união entre a Igreja e
o Estado português, o uso de parte do rochedo como alicerce e as
robustas colunas quadrangulares significavam determinação de posse e
permanência na terra.
A capela acha-se em processo de restauro. Sua
situação - à esquerda de quem entra, tendo o mosteiro à direita - ,
bem como os três arcos plenos da fachada, dando acesso à galeria,
exemplificam o estilo barroco beneditino. Lembrança dos arcos do
triunfo romanos e típicos da arquitetura medieval, eles representam a
Santíssima Trindade. Internamente, o mosteiro dispõe de seis celas que
eram destinadas aos frades, bem como de claustro. Esse pátio interno
tinha uma fonte e horta com ervas medicinais, cultivadas pelos monges
para atendimento médico. Uma das salas ainda conserva o mesmo piso de tábua
corrida há mais de 250 anos. As janelas de assento são assim chamadas
por serem ladeadas por banquetas de pedra, conhecidas como
'conversadeiras'. No alto do monte, além da Igreja de Nª Sra. da Assunção
existe a Brinquedoteca Emília, mantida pela Prefeitura Municipal.
O
morro guarda como tradição a produção de bordados da Ilha da
Madeira, arte trazida por imigrantes portuguesas ali radicadas e passada
de mães para filhas. Os bordados estão à venda todo segundo domingo
do mês, no Orquidário (veja verbete). Na rocha do sopé do morro, a
abreviação D P II 1846 é explicada numa placa de bronze: " Esta
inscrição comemora a visita de D. Pedro II - Imperador do Brasil - à
cidade de Santos em 18-02-1846." Inicialmente, o local chamava-se
Morro do Desterro por causa da Capela de Nª Sra. do Desterro, construída
em 1631. Em 1650, a área foi doada aos beneditinos, que ali inauguraram
o mosteiro, em 1725. Durante a Segunda Guerra Mundial, este serviu de
colégio para filhos de refugiados russos. Uma imagem de Nª Sra. do
Perpétuo Socorro, existente no museu, atesta o agradecimento do povo
russo.
Local
Acesso ao morro pela Rua Vasco da Gama, terceira à direita
depois da saída do túnel, na direção São Paulo/Santos
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| Museu
de Arte Sacra
Localiza-se no prédio do antigo Mosteiro de São Bento (veja verbete).
Inaugurado em 1981, dispõe de acervo com cerca de 600 peças, das quais
mais de 400 estão expostas. Divide-se em seis espaços temáticos. A
Sala Principal conta com a imagem mais antiga (1540), de Sta. Catarina
de Alexandria (veja Outeiro). Ali se destacam as imagens de Santana
Mestra, avó de Nª Sra. e padroeira dos professores; Nª Sra. das
Dores, com cabelo humano; Sta. Escolástica, que era irmã de S. Bento e
fundou a primeira irmandade religiosa feminina; S. Bento, com o Livro de
Regra, que contém as normas da Ordem Beneditina. A Anunciação e a
Visita a Santa Isabel são dois quadros, dos sete óleos em que Silva
Manso retratou a vida de Maria. O autor inovou a técnica de pintura
sobre madeira ao utilizar uma fenda, para o ar circular e não dilatar a
peça, evitando rachaduras. Na Sala das Pratarias, a toalha da Santa
Ceia, de Benedicto Calixto, tem o nome dos 12 apóstolos. Vitrines
guardam coroas - usadas somente na cabeça de Jesus e Nª Sra.- e
resplendores - destinados aos santos.
Na Sala de Arte Popular, ex-votos comemoram graças alcançadas. A Sala
dos Bispos reverencia todos os bispos da diocese, enquanto a Sala dos
Crucifixos tem 23 peças em prata, madeira, marfim e osso de baleia.
Também possui coleção de 'paulistinhas', imagens de até 50 cm que
eram levadas nas expedições, pelos bandeirantes. A Sala Frei Gaspar
expõe obras e objetos do padre que foi um dos maiores historiadores do
País. Ao lado, em cela gradeada é guardada a imagem barroca de Nª
Sra. da Conceição (1560), de João Gonçalo, mestre comparável ao
Aleijadinho.
O museu conta ainda com sacrários, oratórios etc. Nestes
as famílias guardavam o santo protetor de cada um de seus membros que,
ao se casar, levava a imagem para o novo lar. Com 2.500 exemplares, a
biblioteca permite pesquisa histórica e geográfica até nos finais de
semana. O local possui estacionamento próprio e segurança policial.
Local
Rua
Santa Joana D`Arc, nº 795. Tel 3219-2898
Funciona de terça a domingo,
das 14 h às 17h30
Ingresso custa R$3,00 e meia para estudantes
Entrada franca para maiores de 65 anos
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| Via-Sacra
do Monte
Consta de nichos com cenas em bronze representando os passos de Jesus
carregando a cruz, a caminho do Monte Calvário, em Jerusalém, onde foi
crucificado. Iniciando com a estação I, em que Jesus é Condenado à
Morte, terminava com a XIV, quando Jesus é Depositado no Santo
Sepulcro. Recentemente a Igreja passou a considerar a estação XV, para
simbolizar a Ressurreição de Jesus.
Cada passo é parada para preces
dos devotos, principalmente na Semana Santa. Esculpidos por Marino
Fabero e fundidos em bronze, os quadros de Meleto Benedetti possuem
placas com indicação de cada passagem e estão incrustados em nichos
de granito natural, com 4 m de altura por 2,5 m de largura.
Lateralmente, os nichos têm volutas e colunas que terminam com pináculo,
sendo arrematados por frontão ondulado, encimado por cruz.
A obra foi
erguida ao longo dos 417 degraus do morro, à semelhança da via-crucis
que se acha no Monte Serrat da Espanha, próximo a Barcelona.
A
proposta surgiu em 1938, quando o diretor do jornal A Tribuna, Manoel
Nascimento Júnior, iniciou uma subscrição para a criação dos 14
nichos. A estação inicial foi inaugurada em 1939 e a final, em 1941.
Com o passar dos anos, o acúmulo de mato, velas derretidas, tinta de
alumínio sobre o bronze e de látex azul sobre o granito desfigurou o
monumento. Novamente com o auxílio do jornal a obra foi restaurada e
entregue ao público, em setembro de 2001. O trabalho teve a participação
de 14 adolescentes da comunidade, que receberam cesta básica durante os
quatro meses de serviço. O aprendizado sócio-educativo-cultural
ofereceu aos alunos iniciação profissional em técnicas de restauração,
bem como noções de patrimônio. Conscientes do valor dos monumentos,
tornaram-se aliados na conservação dos mesmos e agentes
multiplicadores da idéia de preservação. A ação está incluída no
Programa de Revitalização do Centro Histórico, desenvolvido pela
Prefeitura Municipal, a partir de 1997.
Local
Ladeira Monsenhor Moreira, ao pé do Monte
Serrat
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Fonte: Prefeitura
Municipal de Santos
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