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Centro Histórico
de Santos

 

Pontos Turísticos

Bonde Turístico

          O Bonde Turístico percorre ruas e praças do Centro Histórico, num trajeto de 10 minutos que inclui guias e integrantes do 'Programa Vovô Sabe Tudo' - idosos que contam curiosidades do passado. O veículo aberto é da década de 20 e voltou a circular em setembro de 2000, após restaurado. O motor foi retificado pela Cia. de Transporte Coletivo do Rio de Janeiro, que opera os bondes de Santa Teresa.

          O bonde fechado voltou às ruas em 2002. Ambos funcionam com sistema elétrico que exigiu a instalação de 1.700 m de trilhos e rede aérea. A ação está inserida no Programa de Revitalização do Centro Histórico de Santos, desenvolvido pela Prefeitura Municipal, a partir de 1997. 
Local
Funciona nos feriados e de terça a Domingo, das 11h00 às 17h00
Partida da Praça Mauá
Bilhete: R$0,50
Para fazer um City Tour, o valor cobrado é de R$ 3,00
Agendamento para grupos pelo tel. 3219-9081

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Alegra Centro

          Lutas com piratas, manifestações pela independência, abolição e república são capítulos da história de Santos, que teve seu apogeu econômico na primeira metade do século XX, quando o café exportado pelo porto representava 50% do PIB nacional. Preservada em ruas, praças e edifícios caracterizados pela diversidade de estilos, que abrange desde o barroco ao moderno, a importância dessa herança arquitetônica e cultural começou a ser reconhecida nos anos 80, com o tombamento de vários prédios.

          A partir de 1997, a Prefeitura Municipal desenvolveu o Programa de Revitalização do Centro Histórico, formatado em 2000 com o nome de Alegra Centro. Este objetiva restaurar e dar novo uso às edificações antigas, promovendo o turismo histórico-cultural e recriando um pólo de diversões no Centro, capaz de revigorar a atividade econômica. O surgimento de restaurantes, bares, discotecas, casas noturnas e lojas de souvenirs
vem complementando o lazer que as atrações da praia oferecem aos
turistas.

          Por meio da regulamentação de um Corredor de Proteção Cultural (CPC), o programa estabelece incentivos para investimentos, infra-estrutura urbana e normas para a utilização de letreiros, placas e outros elementos que interfiram na fachada dos prédios. O proprietário que investir na recuperação do imóvel pode ganhar a isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU)e do Imposto sobre Serviços (ISS) da obra. Outra vantagem está na Transferência de Potencial Construtivo, que concede, ao dono do imóvel antigo, a possibilidade de construir no Corredor de Desenvolvimento e Renovação Urbana (CDRU), situado em eixos estratégicos como a avenida Ana Costa. Como o proprietário pode negociar essa permissão com empreendedores imobiliários, a operação beneficia todas as partes. Paralelamente, a Prefeitura Municipal vem recuperando os edifícios públicos, no que é seguida pelo Estado, União e empresariado. A instalação da sede da 3ª Companhia da Polícia Militar, na Praça dos Andradas, aumentou a segurança na região.

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Bolsa Oficial do Café

          O prédio foi inaugurado por Washington Luiz, no dia 7 de setembro de 1922, como parte das comemorações do centenário da Independência. Reaberto em 15 de setembro de 1998, após obras de restauro financiadas pelo Governo do Estado, estava fechado desde 1986, quando a Bolsa Oficial do Café foi extinta.

          Abriga o Museu dos Cafés do Brasil, cuja Sala de Pregões dispõe do mesmo cadeirado em jacarandá-da-baía que acomodava os antigos corretores. O teto abobadado rosa e branco tem no centro uma clarabóia com vitral de Benedicto Calixto, artista ainda responsável pelos afrescos que retratam fases da história de Santos. Mármores coloridos formam desenhos geométricos no piso. Eles foram importados da Itália, Espanha e Grécia, assim como cimento e ferros trazidos da Inglaterra, tijolos, telhas e pisos cerâmicos da França e ladrilhos da Alemanha. O edifício conta também com o Centro de Preparação de Café (CPC), que ministra cursos sobre o tema, além da Cafeteria do Museu, onde se saboreia o café brasileiro tipo exportação. Biblioteca, restaurante e acervo de objetos ligados ao produto vão completar a ocupação dos quatro pavimentos. De estilo eclético, o prédio tem forte inspiração no Renascimento Italiano. Tal influência foi muito criticada, na época da construção, por artistas que se reuniam em São Paulo, na Semana da Arte Moderna, e condenavam a mania brasileira de copiar a Europa. Externamente, o pavimento térreo é revestido de granilito rosa, que continua nas oito colunas do átrio circular. Este exibe o nome Bolsa Official de Café, em letras de metal, e termina em cúpula. No ângulo oposto, estátuas representando a Indústria, o Comércio, a Lavoura e a Navegação ornam a torre de 40 m do relógio.

          O edifício foi inaugurado por Washington Luiz, no dia 7 de setembro de 1922. Após a crise internacional de 1929, a interferência federal no comércio cafeeiro anulou a importância da Bolsa, desativada em 1937. Em 1942 voltou a operar como Bolsa de Café e Mercadorias, mas os pregões terminaram em 1957. Apesar disso ela não foi extinta e oferece, sempre no final do dia, a cotação do mercado cafeeiro de Santos.

          Tombado em 1981, o prédio foi reaberto em 1998, após obras de restauro inseridas no Programa de Revitalização do Centro Histórico, desenvolvido pela Prefeitura Municipal, a partir de 1997.
Local
Rua XV de Novembro nº 95
Tel. 3219-5585
Funciona de terça a sábado, das 9h00 às 17h00, e domingo, das 10h00 às 17h00
Entrada: R$1,00 (adultos) e R$0,50 (crianças)

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Câmara Municipal

          O conjunto ocupado pelos gabinetes dos vereadores e setores da Câmara Municipal compreende dois prédios, situados no mesmo terreno onde se erguia a casa de José Bonifácio (veja Mausoléu). No bairro residiam as famílias abastadas. Documentos revelam que o pai dos Andrada possuía a segunda fortuna da vila, oito contos de réis. O edifício da frente exibe uma placa de bronze em homenagem ao Patriarca, bem como seu rosto esculpido em pedra, na altura do segundo pavimento. Os alpendres salientes deste andar repetem-se reentrantes no quarto pavimento, com três arcos e colunas. A entrada conta com portas em arco pleno fortemente gradeadas, já que a obra foi erguida pelo escritório Ramos de Azevedo para ser sede do Banco do Comércio e Indústria de São Paulo (Comind), por volta de 1920. Internamente, o imóvel mantém revestimento das paredes (alizares) em madeira e belos vitrais no saguão, onde se encontra o Plenário Ulisses Guimarães. Mais recente, o prédio anexo conserva o ladrilho original no piso dos longos corredores.

          O primeiro edifício a abrigar o poder político-administrativo da cidade ficava onde hoje se localiza a Alfândega, na Praça da República. Por volta de 1580, a sede do governo transferiu-se para o outro lado da mesma praça, na esquina da Rua Martim Afonso. Em 1869 instalou-se na Praça dos Andradas, no imóvel da Casa de Câmara e Cadeia (veja verbete). De 1894 a 1939 permaneceu em prédio do Largo Marquês de Monte Alegre - cujas ruínas são conhecidas como Casarões do Valongo (veja verbete) - , até a inauguração do Paço Municipal (veja verbete), na Praça Mauá.

          Nos anos 70, iniciou-se um processo de aluguel de salas que terminou em 1999, com a mudança para a Rua XV de Novembro, inserida no Projeto de Recuperação do Centro Histórico de Santos, desenvolvido pela Prefeitura Municipal, a partir de 1997. Com o poder executivo, no Paço permaneceram a Mesa Diretora e o Plenário Princesa Isabel.
Local

Rua XV de Novembro nº 105/107
Tel. 3219-5050
Funciona de segunda a sexta, das 8h00 às 18h00

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Paço Municipal

          Do final do período eclético, o Palácio José Bonifácio tem as linhas clássicas usadas nos prédios públicos para externar o conceito grego de democracia. Mas a separação entre os setores superiores e inferiores de serviço, nos sete pavimentos - dois andares no embasamento, três no plano nobre e dois no ático -, expressam o espírito ditatorial da época do Estado Novo, quando foi erguido. Escadarias com patamares bifurcados servem as entradas laterais. A fachada principal possui rampa para automóveis e largas escadarias, que terminam ladeadas por duas estátuas. A que está situada à direita de quem entra, representa o comércio na figura do deus romano Mercúrio, que corresponde a Hermes, na mitologia grega. Do lado esquerdo fica a deusa romana Minerva, que é a Palas Atenas da Grécia Antiga e simboliza a sabedoria, a ciência e as artes. Elas antecedem os três arcos triunfais da entrada nobre, acima dos quais se destaca o brasão nacional e se desenvolve o alpendre do segundo pavimento, com colunas colossais que alcançam o terceiro andar. Internamente, o trabalho em bronze e ferro destaca-se nos portões e portas principais, balaústres das escadarias, lustres de alabastro, grades e esquadrias dos vitrais das portas. Alizares em madeira ou mármore repartem as paredes com o gesso, que desenha guirlandas no capitel das pilastras e prolonga-se na ornamentação do teto. Referência aos níveis de poder reaparece no piso, revestido em mármore de Carrara ou madeira marchetada nos ambientes principais. Os demais setores receberam pastilhas decoradas, mais baratas e duráveis. O Gabinete do Prefeito e o Salão Nobre Esmeraldo Tarquínio seguem o estilo Luiz XVI. Na Sala Princesa Isabel ainda funciona o Plenário da Câmara Municipal (veja verbete), iluminado por lustre em cristal da Bohêmia e quatro vitrais representando a Liberdade, a Justiça, a Caridade e a Nacionalidade. O quinto andar, destinado pelo projeto de Plínio Botelho à residência do prefeito, hoje tem funções burocráticas.

          O palácio foi construído em 1937 e inaugurado em 1939. Seu nome homenageia o Patriarca da Independência.
Local
Praça Mauá
Tel. 3201-5000
Funciona de segunda a sexta, das 8h00 às 18h00
Entrada franca

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Casas Históricas
1 - A mais antiga

          Atualmente, a edificação residencial mais antiga de Santos apresenta finalidades comerciais. Erguida em 1818, possui 3 mil m2 de terreno e 4.587 m2 de área construída. Situava-se em local nobre, pois era ali que ficava a praia, antes da construção do porto. Mesmo havendo passado por reformas, conserva as linhas arquitetônicas originais. Numa de suas remodelações, teve as telhas substituídas pelas do tipo Marselha, e a introdução da platibanda alterou a fachada. Em meados do século XX, sofreu um recuo na frente para obedecer ao alinhamento da Rua Frei Gaspar, pelo que foi indenizada pela Prefeitura com parte do Largo Senador Vergueiro. De frente para esse espaço o prédio estende-se em formato de "L", originando um pátio externo onde se destacam dez portas-balcões com gradis de ferro no andar superior, além de portas e janelas com grades, na parte térrea. Seis portas-balcões e janelas repetem-se na fachada da Rua Frei Gaspar, cuja entrada principal é encimada por lampião. O excesso de aberturas era um recurso arquitetônico, utilizado para produzir correntes de ar e combater o calor. Internamente, apesar das divisões existentes, ainda se pode avaliar a imponência do salão de recepção, já que serviu de moradia para o Coronel José Antônio Vieira de Carvalho, governador da Fortaleza de Itapema e de outras fortificações locais. Foi também vereador, juiz e presidente da Câmara Municipal, desenvolvendo vida social intensa, própria de famílias abastadas que moravam em solares ricamente mobiliados e dispunham de escravos e criadagem.

          Um dos grandes acontecimentos do casarão foi a festa de casamento de uma das filhas do coronel, em 1822. Com o tempo, no prédio instalaram-se sucessivamente várias firmas, até mesmo o Banco Mauá, do qual era diretor Irineu Evangelista de Souza, então Barão de Mauá e, posteriormente, o Banco Mercantil. Também aquartelou tropas do Exército Imperial, que por ali passaram durante a Guerra do Paraguai. Em fins do século XIX foi ocupado pela firma Hard Rand e Cia.
Local

Rua Frei Gaspar nº 6

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2 - Casa de câmara e cadeia

          Conhecida como Cadeia Velha, abriga a Delegacia de Cultura do Governo do Estado e a Oficina Regional Pagu. Monumento arquitetônico em estilo colonial, com mais de 2.000 m² de área construída, a edificação é assobradada na fachada principal e térrea nos fundos, formando um pátio para onde se abrem oito celas. Na época em que foi projetada, era costume construir o espaço para as autoridades bem acima do alojamento dos prisioneiros, numa alusão ao poder da lei sobre as pessoas que a infringem.

          O período colonial caracteriza a planta retangular, assentada em plataforma de pedra aparente, com paredes em alvenaria de pedra e piso também de pedra no térreo. O material reaparece tanto nas pilastras como no umbral e verga reta de portas, janelas e óculos, simetricamente dispostos. As portas-janelas do andar superior abrem-se para balcões corridos com balaústres de ferro. O beiral largo do telhado tinha a função de abrigar contra as intempéries e o sol. Internamente, o prédio conserva o desenho floral na bandeira das portas, o tabuado no piso do andar superior e no térreo.

          Iniciada em 1839, ainda em obras a edificação abrigou o Tribunal do Júri (1866). Sua construção terminou em 1869, quando recebeu o Senado da Câmara, que ali funcionou até 1894. Em 1870, no andar térreo foi instalada a Cadeia de Santos, transferida para a rua São Francisco por volta de 1950. Embora tenha cumprido a triste função de presídio, assistiu à fundação da Associação da Criança Desvalida e do Asilo de Órfãos, à assinatura dos contratos de água, dos bondes, da iluminação pública e dos telefones. Recebeu visitas ilustres, como D. Pedro, a imperatriz Teresa Cristina, o Conde d'Eu e a princesa Isabel (1888), razão pela qual o salão de sessões da Câmara de Vereadores (veja verbete) até hoje tem o nome da princesa.

          Em 15 de novembro de 1894, foi palco da proclamação da primeira e única Constituição Municipal do País. Tombada em 1959, a edificação foi restaurada em 1981 e está inserida no Programa de Revitalização do Centro Histórico, desenvolvido pela Prefeitura Municipal, a partir de 1997.
Local

Praça dos Andradas s/nº
Tel. 3219-7456
Funciona de segunda a sexta, das 10h00 às 18h00
Entrada franca

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3 - Casa da frontaria azulejada

          O sobrado tem fachada revestida de azulejos em alto relevo, típicos das construções litorâneas e quase inexistentes no interior do País, por causa da dificuldade de transporte. Eram trazidos da metrópole e só por volta de 1950 começaram a ser fabricados no Brasil. Por sua origem árabe, alguns dizem que o nome vem de Al Zulaic, que significa pedra polida e brilhante. Outros acreditam que derive de azul, tendo o predomínio das peças em azul e branco se iniciado no século XVII. Usados como elemento de decoração e refrigério em átrios e alpendres, no Brasil os azulejos ganharam a frontaria das edificações, 'brasileirismo' copiado por Portugal. A fachada do prédio decorre de influência neoclássica, própria do período imperial brasileiro e na época considerado moderno, por se opor à fase colonial. Tem frontão triangular e, no andar superior, as portas-janelas são protegidas por sacadas corridas com balaústre de ferro. O programa era tradicional. Conservava residência no piso superior e comércio no térreo, onde também se localizava a moradia dos escravos, caracterizando uma senzala urbana. A planta distribui-se em formato de 'U', com os fundos voltados para o porto, de onde chegavam as mercadorias que eram transportadas em canoas, por um canal, até o armazém que ficava no térreo. A altura das portas permitia o acesso de carruagens ao pátio interno.

          O edifício foi erguido em 1865 pelo comerciante português Joaquim Ferreira Neto, no setor residencial da burguesia santista. Com os anos, passou a ser usado como escritório, hotel, armazém de cargas e depósito de fertilizantes. Tombado em 1973, foi desapropriado em 1986. Na época removeram-se todos os azulejos, para restauração e produção de réplicas artesanais, devolvendo-se à fachada 7 mil peças. Desde 1998, a Prefeitura Municipal está reconstruindo a parte interna, com base no Programa de Revitalização do Centro Histórico, desenvolvido a partir de 1997. O prédio ganhará uma área para exposições na parte da frente e um jardim interno. No fundo haverá uma estrutura metálica de três andares, para instalação do setor técnico da Fundação Arquivo e Memória de Santos, proprietária do imóvel.
Local
Rua do Comércio nº 96
Tel. 3219-4321
Funciona de segunda a sexta, das 9 horas às 17 horas

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4 - Casarões do valongo

          É o nome que se dá às ruínas de um conjunto arquitetônico em estilo neoclássico, o primeiro bloco datado de 1867 e o segundo, de 1872. Na época da edificação foram considerados, por suas grandes dimensões, os maiores casarões da província de São Paulo. O Programa de Revitalização do Centro Histórico de Santos, desenvolvido pela Prefeitura Municipal, a partir de 1997, vem reurbanizando a área. Está prevista a recuperação das fachadas, que formarão um pátio destinado à apresentação de espetáculos artísticos e culturais. Erguidos pelo comerciante português Manoel Joaquim Ferreira Neto, a quem também se deve a construção da Casa de Frontaria Azulejada (veja verbete), foram utilizados como residências até 1895 e, sucessivamente, como sede do Poder Executivo e Câmara Municipal (1849 a 1939), escritório de café, bar e hotel.

          Em 1985, um incêndio deixou um dos blocos em ruínas e, em 1986, uma das paredes desabou com uma ventania. Em 1992, outro incêndio arruinou a edificação remanescente, levando a Prefeitura Municipal a realizar obras de consolidação das paredes. Alguns dizem que a palavra Valongo designaria a única via que seguia ao longo do porto, espinha dorsal da vila e que perdurou por mais de 300 anos. Outros acreditam que resulte da contração das palavras vale e longo. Segundo gramáticos, além de significar 'planície entre montanhas', a palavra 'vale' designa também 'base de uma montanha' ou 'planície à beira de um rio'. A denominação teria sido dada de acordo com a configuração do terreno e de um local semelhante, na cidade portuguesa do Porto.
Local

Largo Marquês de Monte Alegre, s/nº

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Correios

          A atual Agência Central dispõe de três agências oficiais e seis franqueadas, cerca de 130 caixas de coleta, cinco Centros de Distribuição Domiciliar e um Centro de Triagem. Movimenta quase 160 mil objetos por dia, sem considerar as cidades vizinhas. Já instalado, o serviço de acesso à Internet está em fase de avaliação de custos para o usuário, ao passo que a Seção de Achados e Perdidos mantém os documentos guardados por 15 dias. O prédio de quatro pavimentos conta com três portas em arco, na fachada principal. Elas são protegidas por grades em que o ferro fundido imita folhas e grãos de café, trabalho repetido na proteção das vidraças do térreo. No primeiro e segundo andares, colunas jônicas erguem-se entre as janelas. Como abrangem mais de um andar, também são chamadas colossais. Ainda no corpo central, as janelas do segundo pavimento possuem guarda-corpos com balaústres, presentes também na platibanda, onde se destacam as Armas da República, comuns nos edifícios públicos. A extremidade esquerda do prédio termina de forma circular, acompanhando a cúpula que arremata o telhado. Balaústres nas sacadas ali se repetem, ao lado de festões que se prolongam no peitoril de quase todas as janelas do edifício. Internamente, a necessidade de espaço - que há muito abolira a residência funcional do diretor da agência, localizada no último andar - fez com que a reforma de 1988 priorizasse o aspecto prático. O teto do saguão, que conserva ornamentação dourada, bem como os balaústres de ferro forjado das escadas são exceção. Curiosa é a escada de serviço que conduz ao telhado. Utilizando sistema inventado por Santos Dumont para sua casa em Petrópolis, tem degraus específicos para o pé direito e o esquerdo.

          Inaugurada em 1798, a primeira agência que fazia o serviço de correio entre Santos e São Paulo tornou-se Administração de Primeira Classe em 1921. O atual prédio, construído graças à vultosa renda arrecadada pela repartição, foi inaugurado em 1924.
Local
Rua Cidade de Toledo nº 41
Tel. 3211-6100
Funciona de segunda a sexta, das 9h00 às 17h00 e sábado, das 9h00 às 12h00

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Corpo de bombeiros

          A edificação que abriga o 1º Sub-Grupamento de Bombeiros desenvolve-se a partir de esquina em ângulo chanfrado. É térrea nos fundos e assobradada na fachada principal, com duas torres ameiadas que lhe dão aparência de castelo. Elas são unidas por portal em arco, encimado pelo brasão da corporação e que dispõe de alegorias alusivas a virtudes como audácia, dever, lealdade etc. Projetada pelo engenheiro Maximiliano Hehl, também responsável pelas catedrais de São Paulo e Santos (veja verbete), a obra foi executada com tijolos sobre alicerce de pedra e cimento. Todo o calcário empregado nesta e em outras construções da cidade era extraído da pedreira Duas Pedras, localizada nas imediações, ao pé do Monte Serrat, e pertencente à Câmara Municipal. No prédio principal, hoje funciona o setor administrativo da corporação. Para o operacional foi construído um anexo, originando um pátio central. Desde o lançamento da pedra fundamental, lá se encontram enterrados os documentos que comprovam a criação do Corpo Municipal de Bombeiros, jornais da cidade e da capital do Estado, bem como moedas em circulação na época.

          Criado em 1885 como um Corpo de Bombeiros Voluntários, o órgão funcionava aquartelado junto à cocheira municipal, sendo o material de extinção de fogo guardado nas dependências do Arsenal da Marinha. Naquele tempo havia o sistema de alarme com o repicar dos sinos. O sinal era dado com vinte badaladas seguidas e, depois de pequena pausa, outras badaladas compassadas indicavam o distrito onde estava acontecendo o incêndio. O alarme soava até a extinção das chamas ou a destruição total do imóvel sinistrado. Oficialmente fundada em 1890, a corporação teve sua sede inaugurada em 1909.

          Hoje dispõe de mais dois postos, com um total de 11 viaturas de emergência e cinco de apoio, que atendem em média 600 ocorrências por mês, a maior parte de resgate (acidentes de trânsito, atropelamentos, quedas etc.). Está subordinada ao 6 º Grupamento de Bombeiros, também sediado em Santos, que conta com uma segunda divisão para atender Guarujá e Cubatão e uma terceira para São Vicente e Praia Grande.
Local
Praça Batista de Miranda nº 1
Tel. 3235-1626

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Centro português

          No Brasil, seu estilo neomanoelino só encontra um similar no Rio e outro em Recife. Caracteriza-se por portas e janelas em arcos redondos, entre colunas esguias em forma de troncos. Estas têm como ornamentos cruzes de Malta e escudos reais, ao lado de motivos náuticos como cordas, estrelas e esferas armilares, que são instrumentos com anéis metálicos, representando círculos da esfera celeste. Alusões às navegações portuguesas reaparecem no escrínio sobre a mesa do Salão Cardeal Cerejeira. Desde 1947, esse pequeno cofre com tampo de vidro guarda pedras do Promontório de Sagres, onde D. Henrique fundou sua escola de estudos náuticos, além de terra extraída do Castelo de Guimarães - berço da nacionalidade portuguesa. Abriga ainda um exemplar de 'Os Lusíadas', obra épica dos argonautas lusitanos. Internamente, portas com desenhos jateados nos vidros, importados de Portugal, abrem-se para o Salão Camoniano. Os sete painéis a óleo do teto, emoldurados por entalhes de madeira e pintados pelo espanhol Antonio Fernandez, representam episódios de 'Os Lusíadas'.

         Coube a outro espanhol, João Bernils, a execução das pinturas das paredes, que imitam tecido adamascado, e os adornos com medalhões de nobreza e armas de cidades e vilas de Portugal. Entre mesas e cadeiras da diretoria, destaque para a poltrona que serviria de trono ao Rei D. Carlos I, em visita que faria ao Brasil e que acabou não acontecendo porque o monarca foi assassinado. A peça tem estilo imperial e, em 1994, participou da exposição em Portugal sobre os 500 anos do descobrimento. A criação do Centro Português está ligada à agitação da fase de consolidação da república. Sem representação diplomática nem consular, a colônia portuguesa começou a sofrer represálias.

          Em 1º de dezembro de 1895, no antigo Teatro Guarani, deu-se a fundação solene. A primeira sede foi na Praça da República e a atual foi inaugurada em 1º de dezembro de 1913. Em 1985, ela recebeu salão de 800 m2, onde se realizam festas tradicionais portuguesas e atividades culturais.
Local
Rua Amador Bueno nº 188
Tel. 3219-3079
Funciona de segunda a sexta, das 9h00 às 12h00 e das 14h00 às 18h00

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Estação Santos-Jundiai

          Com influência da arquitetura inglesa vitoriana, faz lembrar a Victoria Station, de Londres. O Programa de Revitalização do Centro Histórico, desenvolvido pela Prefeitura Municipal, a partir de 1997, está reurbanizando o entorno e vai restaurar o edifício. Na parte interna, os dois salões destinados à primeira e à segunda classe comunicam-se com o salão central. Eles são unidos por arcos plenos com portas-venezianas, em cuja bandeira se destaca o trabalho de serralharia. Após restaurados, vão abrigar o Museu do Transporte e a Secretaria de Turismo (Setur). As plataformas de embarque e desembarque receberão cobertura de vidro, formando um pavilhão para exposições e eventos culturais. Uma escada de madeira leva ao segundo pavimento, que dispunha de secretaria e almoxarifado. Águas-furtadas com trapeiras dominam a cobertura. Ornadas por volutas, pilastras, consolo, vergas e frontões, elas terminam em mirantes com balaústres de ferro. nº. O corpo central elevado tem torre com relógio e quatro leões nos cantos, símbolos do poder do império britânico. Vergas retas e consolos arrematam portas e janelas. Destinado a proteger os passageiros em trânsito que se serviam de automóvel, o abrigo apóia-se em colunas de ferro e sobressai da fachada.

          A estação foi erguida no local onde funcionou o Convento São Francisco da Penitência, vizinho da Igreja do Valongo (veja verbete). Criada em 1856, a empresa São Paulo Railway Co., conhecida como "Inglesa", recebeu concessão para explorar a ferrovia por 90 anos. A iniciativa partiu do Barão de Mauá e teve grande êxito. Mas arruinou o barão, presa dos banqueiros ingleses.

          A construção começou em 1860, dirigida pelo engenheiro inglês Daniel Fox. Até hoje os planos inclinados da Serra do Mar são uma das maiores obras de engenharia ferroviária do mundo. Seu trajeto de 8 km, que parece uma montanha-russa em câmara lenta, durava 18 minutos, de um total de três horas de viagem para percorrer 78 Km. A ferrovia foi inaugurada em 1867, com a chegada do primeiro trem, com locomotiva a vapor, da linha que ligava São Paulo a Santos.
Local
Largo Marquês de Monte Alegre  s/nº

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Monumento a Brás Cubas
          Esculpido em mármore de Carrara pelo artista italiano Lourenço Massa, apresenta a estátua de Brás Cubas, fundador de Santos e idealizador da Primeira Santa Casa de Misericórdia do País.

          Inaugurado por volta de 1907, inclui representações, em bronze, do Comércio, Indústria e Navegação, além de uma coroa que ostenta o brasão da cidade em 1908, época em que nascia a República. Esta é simbolizada por uma criança, ao lado de um menino e de um jovem, respectivamente o Império e a Colônia. Do outro lado da praça, em frente à sede da Secretaria da Fazenda do Estado, ainda existe uma peça onde se deixavam amarrados os cavalos e mulas, último remanescente do transporte de tração animal na região. Nascido na cidade do Porto (Portugal) por volta de 1507, Brás Cubas chegou ao Brasil em 1532, na expedição de Martim Afonso de Souza. Dele recebeu as terras de Jurubatuba, que também compreendiam a Ilha Pequena, hoje Barnabé, onde cultivou cana-de-açúcar, arroz, milho e trigo. Estendeu sua propriedade até a área fronteira chamada Enguaguaçu (enseada grande) e construiu uma casa no sopé do Outeiro de Santa Catarina (veja verbete), que já contava com uma igreja. Alegando que o local era mais abrigado e próximo a São Vicente, obteve a transferência do porto, que ficava na foz do Rio Santo Antônio do Guaíbe, atualmente Ponta da Praia, para as proximidades de onde residia. Neto de um dos fundadores da Casa de Misericórdia do Porto, em 1543 inaugurou a Santa Casa de Misericórdia de Todos os Santos, que acabou dando nome ao lugar, quando se elevou o povoado à categoria de vila, por volta de 1545 e 1546. Entre 1553 e 1554, providenciou a expedição que resgatou o náufrago alemão Hans Staden, preso pelos nativos em Ubatuba e que depois escreveu "Viagens e Aventuras no Brasil' (1557). Participou de uma bandeira até o Rio São Francisco, onde encontrou pedras preciosas, e organizou uma segunda que achou ouro na Serra do Jaraguá. Em 1591, auxiliou os moradores da vila na expulsão dos corsários comandados por Thomas Cavendish. Faleceu entre 1592 e 1597.
Local
Praça da República

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Pantheon dos Andradas

          Abriga os restos mortais de José Bonifácio de Andrada e Silva, o Patriarca da Independência, e de seus irmãos, Antônio Carlos, Martim Francisco e Padre Patrício Manuel. Foi inaugurado em 7 de setembro de 1923. A arquitetura do edifício foi inspirada nos templos maçônicos, pois Bonifácio foi o primeiro grão-mestre da maçonaria no Brasil. Através do portal neocolonial em cantaria lavrada, chega-se ao pequeno átrio que conduz ao interior do prédio. Este é dominado pela estátua jacente de José Bonifácio, tal qual seu corpo foi conduzido do Paço até a Igreja do Carmo, no Rio, em caixão aberto, revestido das insígnias de Cavaleiro de Cristo. O monumento foi projetado pelo escultor brasileiro Rodolpho Bernadelli e executado por volta de 1888. Nascido em Santos em 13 de junho de 1763, até os 14 anos Bonifácio estudou em casa, que ficava no terreno onde hoje está o prédio da Câmara Municipal (veja verbete). Depois estudou em São Paulo, Rio, Coimbra e Paris. Tinha idéias renovadoras como a reforma agrária, a preservação de rios e matas, a defesa do índio, o voto do analfabeto. Chefe do ministério de D. Pedro I, induziu o monarca a separar o Brasil de Portugal. Ao enviar o príncipe a Santos, em setembro de 1822, pretendia que a proclamação ocorresse em sua cidade natal. Mas uma indisposição forçou D. Pedro a retornar a São Paulo, onde se registrou o acontecimento.

          Foi por rebeldia a José Bonifácio, sempre crítico à infidelidade conjugal do monarca, que o irreverente D. Pedro deu a D. Domitila de Castro o título de Marquesa de Santos. Libertou os escravos agrícolas do governo e mandou vir da Europa 600 colonos livres. Participou da abertura da primeira Assembléia Constituinte, dissolvida por um golpe de estado que o obrigou a exilar-se por cinco anos. Com a abdicação de D. Pedro I, José Bonifácio foi nomeado tutor do futuro imperador, ato suspenso pela Câmara. Faleceu aos 75 anos.

          Quando a vila de Santos foi elevada à categoria de cidade, houve a proposta de mudança do nome do município para Andradina ou Bonifácia.
Local
Praça Barão do Rio Branco, s/nº
Tel 3201-5032
Funciona de terça a sexta das 9h às 18h e sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h
Entrada Franca

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Rua XV de Novembro

          A princípio ocupada por residências, na década de 20 a antiga Rua Direita já se tornara a via principal do comércio do café, conhecida como Wall Street Brasileira. A atividade enriqueceu tanto os paulistas que fez surgir uma elite econômica denominada 'barões do café'. Houve até quem parafraseasse o filósofo grego Heródoto: "Se o Egito é uma dádiva do Nilo, Santos é um dom do café." Os dizeres da placa colocada na esquina com a Rua do Comércio atestam a importância desse logradouro público, no contexto nacional: "Esta quadra da Rua XV é o termômetro da economia do café. Aqui se ajuda a construir a grandeza da Pátria".

          Embora hoje em dia o café não seja mais uma das únicas mercadorias de exportação do Brasil, a praça de Santos continua a liderar a comercialização mundial do produto. O burburinho que ecoava pela Rua XV transferiu-se para os escritórios dos corretores, que agora se comunicam através de telefones celulares, fax e Internet. O Projeto de Revitalização do Centro Histórico, desenvolvido pela Prefeitura Municipal a partir de 1997, tem feito com que o movimento diurno dos escritórios comece a ser seguido pelo lazer noturno, em bares e restaurantes (veja Alegra Centro). Já foram restaurados os edifícios da Bolsa do Café e da Câmara de Vereadores (veja verbetes), situada no terreno onde se erguia a casa de José Bonifácio. A recuperação de prédios como o da Construtora Phoenix, realizada no antigo Palácio da Banca Italiana Di Sconto, bem como o do Escritório de Advocacia Vicente Cascione, começou a dar brilho ao local e torná-lo uma atração turística. Em 2002, o projeto de reurbanização da rua inspirou-se na temática do café e no passado. Já reproduzidos em escudos, grades, enfeites de paredes e portas de prédios, grãos de café também ganharam o mosaico do revestimento de 1.602 m2 de calçadas, enquanto cerca de 1.698 m2 de paralelepípedos tomaram o lugar do asfalto.

          A nova iluminação substituiu 25 postes por 40 cópias de modelos do início do século XX, cada um com duas lâmpadas e fiação embutida, concorrendo para o aspecto antigo que se visou resgatar com a nova urbanização.

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Associação Comercial

          Fundada em 1870, é a mais antiga entidade de classe do Estado e uma das primeiras do País, quando o desenvolvimento do mercado cafeeiro na cidade exigia a constituição de uma entidade que cuidasse de seus interesses e solicitações.

          O prédio atual data de 1924. Tem telas de Benedicto Calixto, farta documentação e publicações sobre a evolução do ciclo do café.
Local
Rua XV de Novembro nº 137
Tel. 3219-1413
Funciona de segunda a sexta, das 8h00 às 12h00 e das 14h00 às 18h00
Entrada franca

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Monte Serrat

          A denominação Monte Serrat aconteceu em 1604, após a construção da Capela de Nossa Senhora do Monte Serrat, em 1603, pelo então Governador de São Paulo, Dom Francisco de Souza, devoto daquela Santa.
Marco no coração da cidade, no topo apresenta o Santuário de Nossa Senhora do Monte Serrat, padroeira de Santos e festejada no dia 8 de setembro. O acesso pode ser por bondinho, que funciona sobre trilhos em sistema funicular, ou por escadaria com 415 degraus, que possui 14 nichos com representações da Via Sacra. Situado a 157 m do nível do mar, possibilita uma visão de 360 graus de toda a cidade, e também vistas parciais dos municípios de São Vicente, Cubatão, Guarujá e Praia Grande.

          O Morro de São Jerônimo recebeu a denominação de Monte Serrat em 1604, após a construção da capela, em 1603, por ordem do então governador Dom Francisco de Souza, espanhol devoto da santa, padroeira de Barcelona. Em 1927, iniciou-se o sistema de transporte por bondinhos, com a inauguração do Salão de Festas e Restaurante da S/A Elevador Monte Serrat, sociedade formada por membros das famílias Vallejo, Flores e Gonzalez. Além de contar com terraços e mirante, em 1934 o imóvel passou a abrigar o Cassino Monte Serrat, que recebeu artistas  como Carmem Miranda, Francisco Alves e Sílvio Caldas até ser fechado, em 1946, quando o presidente Gaspar Dutra proibiu o jogo no Brasil. Reformado em 1998, hoje seus espaços destinam-se a eventos sociais. No Salão Cristal, com capacidade para 300 pessoas sentadas, costumam ser realizadas festas de empresas, enquanto no Salão Hortênsia, que comporta 50 pessoas, acontecem chás de aniversário e beneficentes. Dispõe, ainda, de lanchonete e do Salão do Castelinho, onde a criançada brinca de rei e rainha, com direito a coroa, manto e cetro.

          Em 2001 foram refeitos trechos da escadaria, restaurados os nichos da Via Sacra (veja verbete) e recuperada a Fonte do Itororó (veja verbete), que se encontra ao pé do monte. As ações estão inseridas no Programa de Revitalização do Centro Histórico, desenvolvido pela Prefeitura Municipal, a partir de 1997.
Local

Praça Correia de Melo, nº33
Tel.: 3221-5665
O bondinho funciona todos os dias, das 8 às 20 horas, com saída de segunda a sábado, a cada meia hora
Aos domingos e feriados, as saídas ocorrem a cada 15 minutos
O bilhete custa R$9,00, grátis para crianças até 8 anos acompanhada de adulto

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Outeiro de Santa Catarina

          O local é o marco inicial da povoação da cidade. No Século XVI, Luiz de Góis e sua esposa, Catarina de Aguillar, construiram na base do morro a capela de Santa Catarina de Alexandria, a primeira de Santos.

          É o marco inicial da fundação da cidade. Nele encontra-se o prédio da Fundação Arquivo e Memória de Santos, que mantém acervos fotográfico e de documentos, biblioteca, exposição de fotos e gravuras. Alicerçada sobre rocha, a edificação desenvolve-se em três níveis ligados por escadarias, acomodando-se à topografia do terreno. Portas e janelas em ogiva, bem como ameias e merlões dos muros produzem o feitio de castelo. Supõe-se que a arquitetura se deva à origem de João Éboli, médico que a teria mandado construir inspirado nas edificações medievais da região em que nascera, na Itália. A história do outeiro confunde-se com a da cidade. No século XVI, Luiz Góes e sua esposa, Catarina de Aguillar, ergueram a capela de Sta. Catarina de Alexandria, na base do morro. Em 1543, junto à ermida já funcionava a primeira Santa Casa. Quando o corsário inglês Thomas Cavendish saqueou a vila (1591), a igreja foi destruída. Jogada no mar, a imagem da santa foi resgatada em 1663 e hoje está exposta no Museu de Arte Sacra (veja verbete). Na mesma época, o Padre Alexandre de Gusmão reconstruiu a alto do monte. Mas o desbaste do morro para obtenção de aterro, destinado à construção do porto, resultou na demolição definitiva da capela.

          Foi sobre a rocha restante que João Éboli mandou erguer, em 1800, sua casa acastelada. Em 1902, a pedra recebeu uma placa com os dizeres: "Esta rocha é o resto do Outeiro de Santa Catarina e foi sobre este outeiro que Brás Cubas lançou os fundamentos desta povoação, fundando ao mesmo tempo, época de 1543, o Hospital de Misericórdia, sob a invocação de Todos os Santos, que deu o nome a esta cidade e à primeira instituição pia que se estabeleceu no Brasil". Por muito tempo relegado ao abandono, o imóvel foi tombado e recuperado pela Prefeitura Municipal, em 1992. Inserido no Projeto de Revitalização do Centro Histórico, desenvolvido pela Prefeitura Municipal a partir de 1997, em 2000 ganhou uma praça, resultado de parceria com a empresa Multicargo.
Local
Rua Visconde do Rio Branco, nº 48
Tel 3223-7009/7090
Funciona de segunda a sexta das 8h às 18h, sábados e domingos das 9h às 13h
A entrada é franca

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Fonte do Itororó

          Importante para o abastecimento da cidade, estava ligada ao comportamento da população que, a pretexto de ir beber água, transformou o local em ponto de encontro de conhecidos, amigos, namorados. Esse hábito inspirou os versos da canção popular para adultos, que acabou incorporada ao repertório infantil: Eu fui no Itororó / Beber água e não achei / Achei bela morena / Que no Itororó deixei... A fama da música supera a singeleza do chafariz parietal, que consta de cuba tripartida encimada por azulejos brancos. Eles são arrematados por um friso com desenhos inspirados na mitologia, sob acabamento de azulejos decorados. Todo em azul e branco, o conjunto é completado por moldura de concreto. Dos lados, elas formam volutas, que se prolongam até o ápice, finalizado por pináculo com carranca. Separadas por um muro, palmeiras e chapéu-de-sol documentam o que sobrou do antigo Jardim do Itororó.

          A princípio chamada de Tororó, que em tupi quer dizer jorro ou enxurrada, mais tarde a bica passou a ser denominada de Itororó, que significa água barulhenta ou de enxurrada. Ela formava o ribeiro do Itororó, cortado por pontes de madeira e que atravessava ruas como a atual João Pessoa e XV de Novembro, em direção ao mar. Pertenceu a Brás Cubas, fornecendo água para seu curtume, abasteceu uma lavanderia pública e, em 1932, serviu a Empresa Águas do Itororó, fabricante de refrigerantes. Embora na Bahia também exista uma fonte com esse nome, historiadores comprovaram que se deve à nascente de Santos a invocação da canção, já que a melodia pertence ao folclore paulista.

          Além dos versos anônimos do cancioneiro popular, a Fonte de Itororó inspirou músicos como Villalobos e poetas como Antônio Carlos de Andrada e Silva e Martins Fontes. Abandonada durante décadas, em 2001 foi recuperada por um grupo de artistas denominado NOA. A ação está incluída no Programa de Revitalização do Centro Histórico, desenvolvido pela Prefeitura Municipal, a partir de 1997.
Local

Ladeira Monsenhor Moreira, ao pé do Monte Serrat

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Fonte: Prefeitura Municipal de Santos