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Centro
Histórico
de Santos
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Pontos
Turísticos |
| Bonde
Turístico
O Bonde Turístico percorre
ruas e praças do Centro Histórico, num trajeto de 10 minutos que
inclui guias e integrantes do 'Programa Vovô Sabe Tudo' - idosos que
contam curiosidades do passado. O veículo aberto é da década de 20 e
voltou a circular em setembro de 2000, após restaurado. O motor foi
retificado pela Cia. de Transporte Coletivo do Rio de Janeiro, que opera
os bondes de Santa Teresa.
O bonde fechado voltou às ruas em 2002.
Ambos funcionam com sistema elétrico que exigiu a instalação de 1.700
m de trilhos e rede aérea. A ação está inserida no Programa de
Revitalização do Centro Histórico de Santos, desenvolvido pela
Prefeitura Municipal, a partir de 1997.
Local
Funciona
nos feriados e de terça a Domingo, das 11h00 às 17h00
Partida da Praça Mauá
Bilhete: R$0,50
Para fazer um City
Tour, o valor cobrado é de R$ 3,00
Agendamento para grupos pelo tel.
3219-9081
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| Alegra Centro
Lutas
com piratas, manifestações pela independência, abolição e república
são capítulos da história de Santos, que teve seu apogeu econômico
na primeira metade do século XX, quando o café exportado pelo porto
representava 50% do PIB nacional. Preservada em ruas, praças e edifícios
caracterizados pela diversidade de estilos, que abrange desde o barroco
ao moderno, a importância dessa herança arquitetônica e cultural começou
a ser reconhecida nos anos 80, com o tombamento de vários prédios.
A
partir de 1997, a Prefeitura Municipal desenvolveu o Programa de
Revitalização do Centro Histórico, formatado em 2000 com o nome de
Alegra Centro. Este objetiva restaurar e dar novo uso às edificações
antigas, promovendo o turismo histórico-cultural e recriando um pólo
de diversões no Centro, capaz de revigorar a atividade econômica. O
surgimento de restaurantes, bares, discotecas, casas noturnas e lojas de
souvenirs
vem complementando o lazer que as atrações da praia oferecem aos
turistas.
Por meio da regulamentação de um Corredor de Proteção Cultural (CPC),
o programa estabelece incentivos para investimentos, infra-estrutura
urbana e normas para a utilização de letreiros, placas e outros
elementos que interfiram na fachada dos prédios. O proprietário que
investir na recuperação do imóvel pode ganhar a isenção do Imposto
Predial e Territorial Urbano (IPTU)e do Imposto sobre Serviços (ISS) da
obra. Outra vantagem está na Transferência de Potencial Construtivo,
que concede, ao dono do imóvel antigo, a possibilidade de construir no
Corredor de Desenvolvimento e Renovação Urbana (CDRU), situado em
eixos estratégicos como a avenida Ana Costa. Como o proprietário pode
negociar essa permissão com empreendedores imobiliários, a operação
beneficia todas as partes. Paralelamente, a Prefeitura Municipal vem
recuperando os edifícios públicos, no que é seguida pelo Estado,
União e empresariado. A instalação da sede da 3ª Companhia da
Polícia Militar, na Praça dos Andradas, aumentou a segurança na
região.
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| Bolsa
Oficial do Café
O prédio foi inaugurado por Washington Luiz, no dia 7 de setembro de 1922,
como parte das comemorações do centenário da Independência. Reaberto em 15
de setembro de 1998, após obras de restauro financiadas pelo Governo do
Estado, estava fechado desde 1986, quando a Bolsa Oficial do Café foi extinta.
Abriga o Museu dos Cafés do Brasil, cuja Sala de Pregões dispõe do
mesmo cadeirado em jacarandá-da-baía que acomodava os antigos
corretores. O teto abobadado rosa e branco tem no centro uma clarabóia
com vitral de Benedicto Calixto, artista ainda responsável pelos
afrescos que retratam fases da história de Santos. Mármores coloridos
formam desenhos geométricos no piso. Eles foram importados da Itália,
Espanha e Grécia, assim como cimento e ferros trazidos da Inglaterra,
tijolos, telhas e pisos cerâmicos da França e ladrilhos da Alemanha. O
edifício conta também com o Centro de Preparação de Café (CPC), que
ministra cursos sobre o tema, além da Cafeteria do Museu, onde se
saboreia o café brasileiro tipo exportação. Biblioteca, restaurante e
acervo de objetos ligados ao produto vão completar a ocupação dos
quatro pavimentos. De estilo eclético, o prédio tem forte inspiração
no Renascimento Italiano. Tal influência foi muito criticada, na época
da construção, por artistas que se reuniam em São Paulo, na Semana da
Arte Moderna, e condenavam a mania brasileira de copiar a Europa.
Externamente, o pavimento térreo é revestido de granilito rosa, que
continua nas oito colunas do átrio circular. Este exibe o nome Bolsa
Official de Café, em letras de metal, e termina em cúpula. No ângulo
oposto, estátuas representando a Indústria, o Comércio, a Lavoura e a
Navegação ornam a torre de 40 m do relógio.
O edifício foi
inaugurado por Washington Luiz, no dia 7 de setembro de 1922. Após a
crise internacional de 1929, a interferência federal no comércio
cafeeiro anulou a importância da Bolsa, desativada em 1937. Em 1942
voltou a operar como Bolsa de Café e Mercadorias, mas os pregões
terminaram em 1957. Apesar disso ela não foi extinta e oferece, sempre
no final do dia, a cotação do mercado cafeeiro de Santos.
Tombado em
1981, o prédio foi reaberto em 1998, após obras de restauro inseridas
no Programa de Revitalização do Centro Histórico, desenvolvido pela
Prefeitura Municipal, a partir de 1997.
Local
Rua XV de Novembro nº 95
Tel. 3219-5585
Funciona de terça a sábado, das 9h00 às 17h00, e domingo, das 10h00
às 17h00
Entrada: R$1,00 (adultos) e R$0,50 (crianças)
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| Câmara
Municipal
O conjunto ocupado pelos gabinetes dos vereadores e setores da Câmara
Municipal compreende dois prédios, situados no mesmo terreno onde se
erguia a casa de José Bonifácio (veja Mausoléu). No bairro residiam
as famílias abastadas. Documentos revelam que o pai dos Andrada possuía
a segunda fortuna da vila, oito contos de réis. O edifício da frente
exibe uma placa de bronze em homenagem ao Patriarca, bem como seu rosto
esculpido em pedra, na altura do segundo pavimento. Os alpendres
salientes deste andar repetem-se reentrantes no quarto pavimento, com três
arcos e colunas. A entrada conta com portas em arco pleno fortemente
gradeadas, já que a obra foi erguida pelo escritório Ramos de Azevedo
para ser sede do Banco do Comércio e Indústria de São Paulo (Comind),
por volta de 1920. Internamente, o imóvel mantém revestimento das
paredes (alizares) em madeira e belos vitrais no saguão, onde se
encontra o Plenário Ulisses Guimarães. Mais recente, o prédio anexo
conserva o ladrilho original no piso dos longos
corredores.
O primeiro
edifício
a abrigar o poder político-administrativo da cidade ficava onde hoje se
localiza a Alfândega, na Praça da República.
Por
volta de 1580, a sede do governo transferiu-se para o outro lado da
mesma praça, na esquina da Rua Martim Afonso. Em 1869 instalou-se na
Praça dos Andradas, no imóvel da Casa de Câmara e Cadeia (veja
verbete). De 1894 a 1939 permaneceu em prédio do Largo Marquês de
Monte Alegre - cujas ruínas são conhecidas como Casarões do Valongo
(veja verbete) - , até a inauguração do Paço Municipal (veja
verbete), na Praça Mauá.
Nos anos 70, iniciou-se um processo de
aluguel de salas que terminou em 1999, com a mudança para a Rua XV de
Novembro, inserida no Projeto de Recuperação do Centro Histórico de
Santos, desenvolvido pela Prefeitura Municipal, a partir de 1997. Com o
poder executivo, no Paço permaneceram a Mesa Diretora e o Plenário
Princesa Isabel.
Local
Rua XV de Novembro nº 105/107
Tel. 3219-5050
Funciona de segunda a sexta, das 8h00 às 18h00
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| Paço
Municipal
Do final do período eclético, o Palácio José Bonifácio tem as
linhas clássicas usadas nos prédios públicos para externar o conceito
grego de democracia. Mas a separação entre os setores superiores e
inferiores de serviço, nos sete pavimentos - dois andares no
embasamento, três no plano nobre e dois no ático -, expressam o espírito
ditatorial da época do Estado Novo, quando foi erguido. Escadarias com
patamares bifurcados servem as entradas laterais. A fachada principal
possui rampa para automóveis e largas escadarias, que terminam ladeadas
por duas estátuas. A que está situada à direita de quem entra,
representa o comércio na figura do deus romano Mercúrio, que
corresponde a Hermes, na mitologia grega. Do lado esquerdo fica a deusa
romana Minerva, que é a Palas Atenas da Grécia Antiga e simboliza a
sabedoria, a ciência e as artes. Elas antecedem os três arcos
triunfais da entrada nobre, acima dos quais se destaca o brasão
nacional e se desenvolve o alpendre do segundo pavimento, com colunas
colossais que alcançam o terceiro andar. Internamente, o trabalho em
bronze e ferro destaca-se nos portões e portas principais, balaústres
das escadarias, lustres de alabastro, grades e esquadrias dos vitrais
das portas. Alizares em madeira ou mármore repartem as paredes com o
gesso, que desenha guirlandas no capitel das pilastras e prolonga-se na
ornamentação do teto. Referência aos níveis de poder reaparece no
piso, revestido em mármore de Carrara ou madeira marchetada nos
ambientes principais. Os demais setores receberam pastilhas decoradas,
mais baratas e duráveis. O Gabinete do Prefeito e o Salão Nobre
Esmeraldo Tarquínio seguem o estilo Luiz XVI. Na Sala Princesa Isabel
ainda funciona o Plenário da Câmara Municipal (veja verbete),
iluminado por lustre em cristal da Bohêmia e quatro vitrais
representando a Liberdade, a Justiça, a Caridade e a Nacionalidade. O
quinto andar, destinado pelo projeto de Plínio Botelho à residência
do prefeito, hoje tem funções burocráticas.
O palácio foi construído
em 1937 e inaugurado em 1939. Seu nome homenageia o Patriarca da
Independência.
Local
Praça Mauá
Tel. 3201-5000
Funciona de segunda
a sexta, das 8h00 às 18h00
Entrada franca
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| Casas
Históricas |
| 1
- A mais antiga
Atualmente, a edificação residencial mais antiga de Santos apresenta
finalidades comerciais. Erguida em 1818, possui 3 mil m2 de terreno e
4.587 m2 de área construída. Situava-se em local nobre, pois era ali
que ficava a praia, antes da construção do porto. Mesmo havendo
passado por reformas, conserva as linhas arquitetônicas originais. Numa
de suas remodelações, teve as telhas substituídas pelas do tipo
Marselha, e a introdução da platibanda alterou a fachada. Em meados do
século XX, sofreu um recuo na frente para obedecer ao alinhamento da
Rua Frei Gaspar, pelo que foi indenizada pela Prefeitura com parte do
Largo Senador Vergueiro. De frente para esse espaço o prédio
estende-se em formato de "L", originando um pátio externo
onde se destacam dez portas-balcões com gradis de ferro no andar
superior, além de portas e janelas com grades, na parte térrea. Seis
portas-balcões e janelas repetem-se na fachada da Rua Frei Gaspar, cuja
entrada principal é encimada por lampião. O excesso de aberturas era
um recurso arquitetônico, utilizado para produzir correntes de ar e
combater o calor. Internamente, apesar das divisões existentes, ainda
se pode avaliar a imponência do salão de recepção, já que serviu de
moradia para o Coronel José Antônio Vieira de Carvalho, governador da
Fortaleza de Itapema e de outras fortificações locais. Foi também
vereador, juiz e presidente da Câmara Municipal, desenvolvendo vida
social intensa, própria de famílias abastadas que moravam em solares
ricamente mobiliados e dispunham de escravos e criadagem.
Um dos grandes
acontecimentos do casarão foi a festa de casamento de uma das filhas do
coronel, em 1822. Com o tempo, no prédio instalaram-se sucessivamente várias
firmas, até mesmo o Banco Mauá, do qual era diretor Irineu Evangelista
de Souza, então Barão de Mauá e, posteriormente, o Banco Mercantil.
Também aquartelou tropas do Exército Imperial, que por ali passaram
durante a Guerra do Paraguai. Em fins do século XIX foi ocupado pela
firma Hard Rand e Cia.
Local
Rua
Frei Gaspar nº 6
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| 2
- Casa de câmara e cadeia
Conhecida como Cadeia Velha, abriga a Delegacia de Cultura do Governo do
Estado e a Oficina Regional Pagu. Monumento arquitetônico em estilo colonial, com mais de 2.000 m² de área
construída, a
edificação é assobradada na fachada principal e térrea nos fundos,
formando um pátio para onde se abrem oito celas. Na época em que foi
projetada, era costume construir o espaço para as autoridades bem acima
do alojamento dos prisioneiros, numa alusão ao poder da lei sobre as
pessoas que a infringem.
O período colonial caracteriza a planta
retangular, assentada em plataforma de pedra aparente, com paredes em
alvenaria de pedra e piso também de pedra no térreo. O material
reaparece tanto nas pilastras como no umbral e verga reta de portas,
janelas e óculos, simetricamente dispostos. As portas-janelas do andar
superior abrem-se para balcões corridos com balaústres de ferro. O
beiral largo do telhado tinha a função de abrigar contra as intempéries
e o sol. Internamente, o prédio conserva o desenho floral na bandeira
das portas, o tabuado no piso do andar superior e no térreo.
Iniciada
em 1839, ainda em obras a edificação abrigou o Tribunal do Júri
(1866). Sua construção terminou em 1869, quando recebeu o Senado da Câmara,
que ali funcionou até 1894. Em 1870, no andar térreo foi instalada a
Cadeia de Santos, transferida para a rua São Francisco por volta de
1950. Embora tenha cumprido a triste função de presídio, assistiu à
fundação da Associação da Criança Desvalida e do Asilo de Órfãos,
à assinatura dos contratos de água, dos bondes, da iluminação pública
e dos telefones. Recebeu visitas ilustres, como D. Pedro, a imperatriz
Teresa Cristina, o Conde d'Eu e a princesa Isabel (1888), razão pela
qual o salão de sessões da Câmara de Vereadores (veja verbete) até
hoje tem o nome da princesa.
Em 15 de novembro de 1894, foi palco da
proclamação da primeira e única Constituição Municipal do País.
Tombada em 1959, a edificação foi restaurada em 1981 e está inserida
no Programa de Revitalização do Centro Histórico, desenvolvido pela
Prefeitura Municipal, a partir de 1997.
Local
Praça dos Andradas s/nº
Tel. 3219-7456
Funciona de segunda a sexta, das 10h00 às 18h00
Entrada franca
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| 3
- Casa da frontaria azulejada
O sobrado tem fachada revestida de azulejos em alto relevo, típicos das
construções litorâneas e quase inexistentes no interior do País, por
causa da dificuldade de transporte. Eram trazidos da metrópole e só
por volta de 1950 começaram a ser fabricados no Brasil. Por sua origem
árabe, alguns dizem que o nome vem de Al Zulaic, que significa pedra
polida e brilhante. Outros acreditam que derive de azul, tendo o predomínio
das peças em azul e branco se iniciado no século XVII. Usados como
elemento de decoração e refrigério em átrios e alpendres, no Brasil
os azulejos ganharam a frontaria das edificações, 'brasileirismo'
copiado por Portugal. A fachada do prédio decorre de influência neoclássica,
própria do período imperial brasileiro e na época considerado
moderno, por se opor à fase colonial. Tem frontão triangular e, no
andar superior, as portas-janelas são protegidas por sacadas corridas
com balaústre de ferro. O programa era tradicional. Conservava residência
no piso superior e comércio no térreo, onde também se localizava a
moradia dos escravos, caracterizando uma senzala urbana. A planta
distribui-se em formato de 'U', com os fundos voltados para o porto, de
onde chegavam as mercadorias que eram transportadas em canoas, por um
canal, até o armazém que ficava no térreo. A altura das portas
permitia o acesso de carruagens ao pátio interno.
O edifício foi
erguido em 1865 pelo comerciante português Joaquim Ferreira Neto, no
setor residencial da burguesia santista. Com os anos, passou a ser usado
como escritório, hotel, armazém de cargas e depósito de
fertilizantes. Tombado em 1973, foi desapropriado em 1986. Na época
removeram-se todos os azulejos, para restauração e produção de réplicas
artesanais, devolvendo-se à fachada 7 mil peças. Desde 1998, a
Prefeitura Municipal está reconstruindo a parte interna, com base no
Programa de Revitalização do Centro Histórico, desenvolvido a partir
de 1997. O prédio ganhará uma área para exposições na parte da
frente e um jardim interno. No fundo haverá uma estrutura metálica de
três andares, para instalação do setor técnico da Fundação Arquivo
e Memória de Santos, proprietária do imóvel.
Local
Rua do Comércio nº 96
Tel. 3219-4321
Funciona de segunda a sexta, das 9 horas às 17
horas
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| 4
- Casarões do valongo
É o nome que se dá às ruínas de um conjunto arquitetônico em estilo
neoclássico, o primeiro bloco datado de 1867 e o segundo, de 1872. Na
época da edificação foram considerados, por suas grandes dimensões,
os maiores casarões da província de São Paulo. O Programa de
Revitalização do Centro Histórico de Santos, desenvolvido pela
Prefeitura Municipal, a partir de 1997, vem reurbanizando a área. Está
prevista a recuperação das fachadas, que formarão um pátio destinado
à apresentação de espetáculos artísticos e culturais. Erguidos pelo
comerciante português Manoel Joaquim Ferreira Neto, a quem também se
deve a construção da Casa de Frontaria Azulejada (veja verbete), foram
utilizados como residências até 1895 e, sucessivamente, como sede do
Poder Executivo e Câmara Municipal (1849 a 1939), escritório de café,
bar e hotel.
Em 1985, um incêndio deixou um dos blocos em ruínas e, em
1986, uma das paredes desabou com uma ventania. Em 1992, outro incêndio
arruinou a edificação remanescente, levando a Prefeitura Municipal a
realizar obras de consolidação das paredes. Alguns dizem que a palavra
Valongo designaria a única via que seguia ao longo do porto, espinha
dorsal da vila e que perdurou por mais de 300 anos. Outros acreditam que
resulte da contração das palavras vale e longo. Segundo gramáticos,
além de significar 'planície entre montanhas', a palavra 'vale'
designa também 'base de uma montanha' ou 'planície à beira de um
rio'. A denominação teria sido dada de acordo com a configuração do
terreno e de um local semelhante, na cidade portuguesa do Porto.
Local
Largo Marquês de Monte Alegre, s/nº
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| Correios
A atual Agência Central dispõe de três agências oficiais e seis
franqueadas, cerca de 130 caixas de coleta, cinco Centros de Distribuição
Domiciliar e um Centro de Triagem. Movimenta quase 160 mil objetos por
dia, sem considerar as cidades vizinhas. Já instalado, o serviço de
acesso à Internet está em fase de avaliação de custos para o usuário,
ao passo que a Seção de Achados e Perdidos mantém os documentos
guardados por 15 dias. O prédio de quatro pavimentos conta com três
portas em arco, na fachada principal. Elas são protegidas por grades em
que o ferro fundido imita folhas e grãos de café, trabalho repetido na
proteção das vidraças do térreo. No primeiro e segundo andares,
colunas jônicas erguem-se entre as janelas. Como abrangem mais de um
andar, também são chamadas colossais. Ainda no corpo central, as
janelas do segundo pavimento possuem guarda-corpos com balaústres,
presentes também na platibanda, onde se destacam as Armas da República,
comuns nos edifícios públicos. A extremidade esquerda do prédio
termina de forma circular, acompanhando a cúpula que arremata o
telhado. Balaústres nas sacadas ali se repetem, ao lado de festões que
se prolongam no peitoril de quase todas as janelas do edifício.
Internamente, a necessidade de espaço - que há muito abolira a residência
funcional do diretor da agência, localizada no último andar - fez com
que a reforma de 1988 priorizasse o aspecto prático. O teto do saguão,
que conserva ornamentação dourada, bem como os balaústres de ferro
forjado das escadas são exceção. Curiosa é a escada de serviço que
conduz ao telhado. Utilizando sistema inventado por Santos Dumont para
sua casa em Petrópolis, tem degraus específicos para o pé direito e o
esquerdo.
Inaugurada em 1798, a primeira agência que fazia o serviço
de correio entre Santos e São Paulo tornou-se Administração de
Primeira Classe em 1921. O atual prédio, construído graças à vultosa
renda arrecadada pela repartição, foi inaugurado em 1924.
Local
Rua
Cidade de Toledo nº 41
Tel. 3211-6100
Funciona de segunda a sexta,
das 9h00 às 17h00 e sábado, das 9h00 às 12h00
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| Corpo
de bombeiros
A edificação que abriga o 1º Sub-Grupamento de Bombeiros
desenvolve-se a partir de esquina em ângulo chanfrado. É térrea nos
fundos e assobradada na fachada principal, com duas torres ameiadas que
lhe dão aparência de castelo. Elas são unidas por portal em arco,
encimado pelo brasão da corporação e que dispõe de alegorias
alusivas a virtudes como audácia, dever, lealdade etc. Projetada pelo
engenheiro Maximiliano Hehl, também responsável pelas catedrais de São
Paulo e Santos (veja verbete), a obra foi executada com tijolos sobre
alicerce de pedra e cimento. Todo o calcário empregado nesta e em
outras construções da cidade era extraído da pedreira Duas Pedras,
localizada nas imediações, ao pé do Monte Serrat, e pertencente à Câmara
Municipal. No prédio principal, hoje funciona o setor administrativo da
corporação. Para o operacional foi construído um anexo, originando um
pátio central. Desde o lançamento da pedra fundamental, lá se
encontram enterrados os documentos que comprovam a criação do Corpo
Municipal de Bombeiros, jornais da cidade e da capital do Estado, bem
como moedas em circulação na época.
Criado em 1885 como um Corpo de
Bombeiros Voluntários, o órgão funcionava aquartelado junto à
cocheira municipal, sendo o material de extinção de fogo guardado nas
dependências do Arsenal da Marinha. Naquele tempo havia o sistema de
alarme com o repicar dos sinos. O sinal era dado com vinte badaladas
seguidas e, depois de pequena pausa, outras badaladas compassadas
indicavam o distrito onde estava acontecendo o incêndio. O alarme soava
até a extinção das chamas ou a destruição total do imóvel
sinistrado. Oficialmente fundada em 1890, a corporação teve sua sede
inaugurada em 1909.
Hoje dispõe de mais dois postos, com um total de 11
viaturas de emergência e cinco de apoio, que atendem em média 600
ocorrências por mês, a maior parte de resgate (acidentes de trânsito,
atropelamentos, quedas etc.). Está subordinada ao 6 º Grupamento de
Bombeiros, também sediado em Santos, que conta com uma segunda divisão
para atender Guarujá e Cubatão e uma terceira para São Vicente e
Praia Grande.
Local
Praça Batista de Miranda nº 1
Tel. 3235-1626
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| Centro
português
No Brasil, seu estilo neomanoelino só encontra um similar no Rio e
outro em Recife. Caracteriza-se por portas e janelas em arcos redondos,
entre colunas esguias em forma de troncos. Estas têm como ornamentos
cruzes de Malta e escudos reais, ao lado de motivos náuticos como
cordas, estrelas e esferas armilares, que são instrumentos com anéis
metálicos, representando círculos da esfera celeste. Alusões às
navegações portuguesas reaparecem no escrínio sobre a mesa do Salão
Cardeal Cerejeira. Desde 1947, esse pequeno cofre com tampo de vidro
guarda pedras do Promontório de Sagres, onde D. Henrique fundou sua
escola de estudos náuticos, além de terra extraída do Castelo de
Guimarães - berço da nacionalidade portuguesa. Abriga ainda um
exemplar de 'Os Lusíadas', obra épica dos argonautas lusitanos.
Internamente, portas com desenhos jateados nos vidros, importados de
Portugal, abrem-se para o Salão Camoniano. Os sete painéis a óleo do
teto, emoldurados por entalhes de madeira e pintados pelo espanhol
Antonio Fernandez, representam episódios de 'Os Lusíadas'.
Coube a outro espanhol, João Bernils, a execução das pinturas das
paredes, que imitam tecido adamascado, e os adornos com medalhões de
nobreza e armas de cidades e vilas de Portugal. Entre mesas e cadeiras
da diretoria, destaque para a poltrona que serviria de trono ao Rei D.
Carlos I, em visita que faria ao Brasil e que acabou não acontecendo
porque o monarca foi assassinado. A peça tem estilo imperial e, em
1994, participou da exposição em Portugal sobre os 500 anos do
descobrimento. A criação do Centro Português está ligada à agitação
da fase de consolidação da república. Sem representação diplomática
nem consular, a colônia portuguesa começou a sofrer represálias.
Em 1º
de dezembro de 1895, no antigo Teatro Guarani, deu-se a fundação
solene. A primeira sede foi na Praça da República e a atual foi
inaugurada em 1º de dezembro de 1913. Em 1985, ela recebeu salão de
800 m2, onde se realizam festas tradicionais portuguesas e atividades
culturais.
Local
Rua
Amador Bueno nº 188
Tel. 3219-3079
Funciona de segunda a sexta, das
9h00 às 12h00 e das 14h00 às 18h00
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| Estação
Santos-Jundiai
Com influência da arquitetura inglesa vitoriana, faz lembrar a Victoria
Station, de Londres. O Programa de Revitalização do Centro Histórico,
desenvolvido pela Prefeitura Municipal, a partir de 1997, está
reurbanizando o entorno e vai restaurar o edifício. Na parte interna,
os dois salões destinados à primeira e à segunda classe comunicam-se
com o salão central. Eles são unidos por arcos plenos com
portas-venezianas, em cuja bandeira se destaca o trabalho de
serralharia. Após restaurados, vão abrigar o Museu do Transporte e a
Secretaria de Turismo (Setur). As plataformas de embarque e desembarque
receberão cobertura de vidro, formando um pavilhão para exposições e
eventos culturais. Uma escada de madeira leva ao segundo pavimento, que
dispunha de secretaria e almoxarifado. Águas-furtadas com trapeiras
dominam a cobertura. Ornadas por volutas, pilastras, consolo, vergas e
frontões, elas terminam em mirantes com balaústres de ferro. nº.
O
corpo central elevado tem torre com relógio e quatro leões nos cantos,
símbolos do poder do império britânico. Vergas retas e consolos
arrematam portas e janelas.
Destinado
a proteger os passageiros em trânsito que se serviam de automóvel, o
abrigo apóia-se em colunas de ferro e sobressai da fachada.
A estação
foi erguida no local onde funcionou o Convento São Francisco da Penitência,
vizinho da Igreja do Valongo (veja verbete). Criada em 1856, a empresa São
Paulo Railway Co., conhecida como "Inglesa", recebeu concessão
para explorar a ferrovia por 90 anos. A iniciativa partiu do Barão de
Mauá e teve grande êxito. Mas arruinou o barão, presa dos banqueiros
ingleses.
A construção começou em 1860, dirigida pelo engenheiro inglês
Daniel Fox. Até hoje os planos inclinados da Serra do Mar são uma das
maiores obras de engenharia ferroviária do mundo. Seu trajeto de 8 km,
que parece uma montanha-russa em câmara lenta, durava 18 minutos, de um
total de três horas de viagem para percorrer 78 Km. A ferrovia foi
inaugurada em 1867, com a chegada do primeiro trem, com locomotiva a
vapor, da linha que ligava São Paulo a Santos.
Local
Largo Marquês de
Monte Alegre s/nº
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Monumento
a Brás Cubas
Esculpido em mármore de Carrara pelo artista italiano Lourenço Massa,
apresenta a estátua de Brás Cubas, fundador de Santos e idealizador da
Primeira Santa Casa de Misericórdia do País.
Inaugurado por volta de
1907, inclui representações, em bronze, do Comércio, Indústria e
Navegação, além de uma coroa que ostenta o brasão da cidade em 1908,
época em que nascia a República. Esta é simbolizada por uma criança,
ao lado de um menino e de um jovem, respectivamente o Império e a Colônia.
Do outro lado da praça, em frente à sede da Secretaria da Fazenda do
Estado, ainda existe uma peça onde se deixavam amarrados os cavalos e
mulas, último remanescente do transporte de tração animal na região.
Nascido na cidade do Porto (Portugal) por volta de 1507, Brás Cubas
chegou ao Brasil em 1532, na expedição de Martim Afonso de Souza. Dele
recebeu as terras de Jurubatuba, que também compreendiam a Ilha
Pequena, hoje Barnabé, onde cultivou cana-de-açúcar, arroz, milho e
trigo. Estendeu sua propriedade até a área fronteira chamada Enguaguaçu
(enseada grande) e construiu uma casa no sopé do Outeiro de Santa
Catarina (veja verbete), que já contava com uma igreja. Alegando que o
local era mais abrigado e próximo a São Vicente, obteve a transferência
do porto, que ficava na foz do Rio Santo Antônio do Guaíbe, atualmente
Ponta da Praia, para as proximidades de onde residia. Neto de um dos
fundadores da Casa de Misericórdia do Porto, em 1543 inaugurou a Santa
Casa de Misericórdia de Todos os Santos, que acabou dando nome ao
lugar, quando se elevou o povoado à categoria de vila, por volta de
1545 e 1546. Entre 1553 e 1554, providenciou a expedição que resgatou
o náufrago alemão Hans Staden, preso pelos nativos em Ubatuba e que
depois escreveu "Viagens e Aventuras no Brasil' (1557). Participou
de uma bandeira até o Rio São Francisco, onde encontrou pedras
preciosas, e organizou uma segunda que achou ouro na Serra do Jaraguá.
Em 1591, auxiliou os moradores da vila na expulsão dos corsários
comandados por Thomas Cavendish. Faleceu entre 1592 e 1597.
Local
Praça
da República
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| Pantheon
dos Andradas
Abriga os restos mortais de José Bonifácio de Andrada e Silva, o
Patriarca da Independência, e de seus irmãos, Antônio Carlos, Martim
Francisco e Padre Patrício Manuel. Foi inaugurado em 7 de setembro de
1923. A arquitetura do edifício foi inspirada nos templos maçônicos,
pois Bonifácio foi o primeiro grão-mestre da maçonaria no Brasil.
Através do portal neocolonial em cantaria lavrada, chega-se ao pequeno
átrio que conduz ao interior do prédio. Este é dominado pela estátua
jacente de José Bonifácio, tal qual seu corpo foi conduzido do Paço
até a Igreja do Carmo, no Rio, em caixão aberto, revestido das insígnias
de Cavaleiro de Cristo. O monumento foi projetado pelo escultor
brasileiro Rodolpho Bernadelli e executado por volta de 1888. Nascido em
Santos em 13 de junho de 1763, até os 14 anos Bonifácio estudou em
casa, que ficava no terreno onde hoje está o prédio da Câmara
Municipal (veja verbete). Depois estudou em São Paulo, Rio, Coimbra e
Paris. Tinha idéias renovadoras como a reforma agrária, a preservação
de rios e matas, a defesa do índio, o voto do analfabeto. Chefe do
ministério de D. Pedro I, induziu o monarca a separar o Brasil de
Portugal. Ao enviar o príncipe a Santos, em setembro de 1822, pretendia
que a proclamação ocorresse em sua cidade natal. Mas uma indisposição
forçou D. Pedro a retornar a São Paulo, onde se registrou o
acontecimento.
Foi por rebeldia a José Bonifácio, sempre crítico à
infidelidade conjugal do monarca, que o irreverente D. Pedro deu a D.
Domitila de Castro o título de Marquesa de Santos. Libertou os escravos
agrícolas do governo e mandou vir da Europa 600 colonos livres.
Participou da abertura da primeira Assembléia Constituinte, dissolvida
por um golpe de estado que o obrigou a exilar-se por cinco anos. Com a
abdicação de D. Pedro I, José Bonifácio foi nomeado tutor do futuro
imperador, ato suspenso pela Câmara. Faleceu aos 75 anos.
Quando a vila
de Santos foi elevada à categoria de cidade, houve a proposta de mudança
do nome do município para Andradina ou Bonifácia.
Local
Praça Barão
do Rio Branco, s/nº
Tel 3201-5032
Funciona de terça a sexta das 9h
às 18h e sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h
Entrada Franca
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| Rua
XV de Novembro
A princípio ocupada por residências, na década de 20 a antiga Rua
Direita já se tornara a via principal do comércio do café, conhecida
como Wall Street Brasileira. A atividade enriqueceu tanto os paulistas
que fez surgir uma elite econômica denominada 'barões do
café'. Houve até quem parafraseasse o
filósofo grego Heródoto: "Se o Egito é uma dádiva do Nilo, Santos é um
dom do café." Os dizeres da placa colocada na esquina com a Rua do
Comércio atestam a importância desse logradouro público, no contexto
nacional: "Esta quadra da Rua XV é o termômetro da economia do
café. Aqui se ajuda a construir a grandeza da Pátria".
Embora
hoje em dia o café não seja mais uma das únicas mercadorias de
exportação do Brasil, a praça de Santos continua a liderar a
comercialização mundial do produto. O burburinho que ecoava pela Rua
XV transferiu-se para os escritórios dos corretores, que agora se
comunicam através de telefones celulares, fax e Internet. O Projeto de
Revitalização do Centro Histórico, desenvolvido pela Prefeitura
Municipal a partir de 1997, tem feito com que o movimento diurno dos
escritórios comece a ser seguido pelo lazer noturno, em bares e
restaurantes (veja Alegra Centro). Já foram restaurados os edifícios
da Bolsa do Café e da Câmara de Vereadores (veja verbetes), situada no
terreno onde se erguia a casa de José Bonifácio. A recuperação de prédios
como o da Construtora Phoenix, realizada no antigo Palácio da Banca
Italiana Di Sconto, bem como o do Escritório de Advocacia Vicente
Cascione, começou a dar brilho ao local e torná-lo uma atração turística.
Em 2002, o projeto de reurbanização da rua inspirou-se na temática do
café e no passado. Já reproduzidos em escudos, grades, enfeites de
paredes e portas de prédios, grãos de café também ganharam o mosaico
do revestimento de 1.602 m2 de calçadas, enquanto cerca de 1.698 m2 de
paralelepípedos tomaram o lugar do asfalto.
A nova iluminação
substituiu 25 postes por 40 cópias de modelos do início do século XX,
cada um com duas lâmpadas e fiação embutida, concorrendo para o
aspecto antigo que se visou resgatar com a nova urbanização.
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| Associação
Comercial
Fundada
em 1870, é a mais antiga entidade de classe do Estado e uma das
primeiras do País, quando o desenvolvimento do mercado cafeeiro na
cidade exigia a constituição de uma entidade que cuidasse de seus
interesses e solicitações.
O prédio atual data de 1924. Tem telas de
Benedicto Calixto, farta documentação e publicações sobre a evolução
do ciclo do café.
Local
Rua XV de Novembro nº 137
Tel. 3219-1413
Funciona
de segunda a sexta, das 8h00 às 12h00 e das 14h00 às 18h00
Entrada franca
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| Monte Serrat
A denominação Monte Serrat aconteceu em 1604, após a construção da
Capela de
Nossa Senhora do Monte Serrat, em 1603, pelo então Governador de São Paulo,
Dom Francisco de Souza, devoto daquela Santa.
Marco
no coração da cidade, no topo apresenta o Santuário de Nossa Senhora
do Monte Serrat, padroeira de Santos e festejada no dia 8 de setembro. O
acesso pode ser por bondinho, que funciona sobre trilhos em sistema
funicular, ou por escadaria com 415 degraus, que possui 14 nichos com
representações da Via Sacra. Situado a 157 m do nível do mar,
possibilita uma visão de 360 graus de toda a cidade, e também vistas
parciais dos municípios de São Vicente, Cubatão, Guarujá e Praia
Grande.
O Morro de São Jerônimo recebeu a denominação de Monte
Serrat em 1604, após a construção da capela, em 1603, por ordem do
então governador Dom Francisco de Souza, espanhol devoto da santa,
padroeira de Barcelona. Em 1927, iniciou-se o sistema de transporte por
bondinhos, com a inauguração do Salão de Festas e Restaurante da S/A
Elevador Monte Serrat, sociedade formada por membros das famílias
Vallejo, Flores e Gonzalez. Além de contar com terraços e mirante, em
1934 o imóvel passou a abrigar o Cassino Monte Serrat, que recebeu
artistas como Carmem
Miranda, Francisco Alves e Sílvio Caldas até ser fechado, em 1946,
quando o presidente Gaspar Dutra proibiu o jogo no Brasil. Reformado em
1998, hoje seus espaços destinam-se a eventos sociais. No Salão
Cristal, com capacidade para 300 pessoas sentadas, costumam ser
realizadas festas de empresas, enquanto no Salão Hortênsia, que
comporta 50 pessoas, acontecem chás de aniversário e beneficentes.
Dispõe, ainda, de lanchonete e do Salão do Castelinho, onde a criançada
brinca de rei e rainha, com direito a coroa, manto e cetro.
Em 2001
foram refeitos trechos da escadaria, restaurados os nichos da Via Sacra
(veja verbete) e recuperada a Fonte do Itororó (veja verbete), que se
encontra ao pé do monte. As ações estão inseridas no Programa de
Revitalização do Centro Histórico, desenvolvido pela Prefeitura
Municipal, a partir de 1997.
Local
Praça Correia de Melo, nº33
Tel.: 3221-5665
O bondinho funciona todos os dias, das 8 às 20 horas, com saída
de segunda a sábado, a cada meia hora
Aos domingos e feriados, as saídas
ocorrem a cada 15 minutos
O bilhete custa R$9,00, grátis para crianças
até 8 anos acompanhada de adulto
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| Outeiro de Santa Catarina
O local é o marco inicial da povoação da cidade. No Século XVI, Luiz de
Góis e sua esposa, Catarina de Aguillar, construiram na base do morro a capela de
Santa Catarina de Alexandria, a primeira de Santos.
É o
marco inicial da fundação da cidade. Nele encontra-se o prédio da
Fundação Arquivo e Memória de Santos, que mantém acervos fotográfico
e de documentos, biblioteca, exposição de fotos e gravuras. Alicerçada
sobre rocha, a edificação desenvolve-se em três níveis ligados por
escadarias, acomodando-se à topografia do terreno. Portas e janelas em
ogiva, bem como ameias e merlões dos muros produzem o feitio de
castelo. Supõe-se que a arquitetura se deva à origem de João Éboli,
médico que a teria mandado construir inspirado nas edificações
medievais da região em que nascera, na Itália. A história do outeiro
confunde-se com a da cidade. No século XVI, Luiz Góes e sua esposa,
Catarina de Aguillar, ergueram a capela de Sta. Catarina de Alexandria,
na base do morro. Em 1543, junto à ermida já funcionava a primeira
Santa Casa. Quando o corsário inglês Thomas Cavendish saqueou a vila
(1591), a igreja foi destruída. Jogada no mar, a imagem da santa foi
resgatada em 1663 e hoje está exposta no Museu de Arte Sacra (veja
verbete). Na mesma época, o Padre Alexandre de Gusmão reconstruiu a
alto do monte. Mas o desbaste do morro para obtenção de aterro,
destinado à construção do porto, resultou na demolição definitiva
da capela.
Foi sobre a rocha restante que João Éboli mandou erguer, em
1800, sua casa acastelada. Em 1902, a pedra recebeu uma placa com os
dizeres: "Esta rocha é o resto do Outeiro de Santa Catarina e foi
sobre este outeiro que Brás Cubas lançou os fundamentos desta povoação,
fundando ao mesmo tempo, época de 1543, o Hospital de Misericórdia,
sob a invocação de Todos os Santos, que deu o nome a esta cidade e à
primeira instituição pia que se estabeleceu no Brasil". Por muito
tempo relegado ao abandono, o imóvel foi tombado e recuperado pela
Prefeitura Municipal, em 1992. Inserido no Projeto de Revitalização do
Centro Histórico, desenvolvido pela Prefeitura Municipal a partir de
1997, em 2000 ganhou uma praça, resultado de parceria com a empresa
Multicargo.
Local
Rua Visconde do Rio Branco, nº 48
Tel 3223-7009/7090
Funciona de segunda a sexta das 8h às 18h, sábados e domingos das 9h
às 13h
A entrada é franca
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| Fonte
do Itororó
Importante para o abastecimento da cidade, estava ligada ao
comportamento da população que, a pretexto de ir beber água,
transformou o local em ponto de encontro de conhecidos, amigos,
namorados. Esse hábito inspirou os versos da canção popular para
adultos, que acabou incorporada ao repertório infantil: Eu fui no
Itororó / Beber água e não achei / Achei bela morena / Que no Itororó
deixei... A fama da música supera a singeleza do chafariz parietal, que
consta de cuba tripartida encimada por azulejos brancos. Eles são
arrematados por um friso com desenhos inspirados na mitologia, sob
acabamento de azulejos decorados. Todo em azul e branco, o conjunto é
completado por moldura de concreto. Dos lados, elas formam volutas, que
se prolongam até o ápice, finalizado por pináculo com carranca.
Separadas por um muro, palmeiras e chapéu-de-sol documentam o que
sobrou do antigo Jardim do Itororó.
A princípio chamada de Tororó,
que em tupi quer dizer jorro ou enxurrada, mais tarde a bica passou a
ser denominada de Itororó, que significa água barulhenta ou de
enxurrada. Ela formava o ribeiro do Itororó, cortado por pontes de
madeira e que atravessava ruas como a atual João Pessoa e XV de
Novembro, em direção ao mar. Pertenceu a Brás Cubas, fornecendo água
para seu curtume, abasteceu uma lavanderia pública e, em 1932, serviu a
Empresa Águas do Itororó, fabricante de refrigerantes. Embora na Bahia
também exista uma fonte com esse nome, historiadores comprovaram que se
deve à nascente de Santos a invocação da canção, já que a melodia
pertence ao folclore paulista.
Além dos versos anônimos do cancioneiro
popular, a Fonte de Itororó inspirou músicos como Villalobos e poetas
como Antônio Carlos de Andrada e Silva e Martins Fontes. Abandonada
durante décadas, em 2001 foi recuperada por um grupo de artistas
denominado NOA. A ação está incluída no Programa de Revitalização
do Centro Histórico, desenvolvido pela Prefeitura Municipal, a partir
de 1997.
Local
Ladeira Monsenhor Moreira, ao pé do Monte
Serrat
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Fonte: Prefeitura
Municipal de Santos
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