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O Bonde de Santos
e sua História

                    Tudo começou em 1864 com a iniciativa do italiano Luigi Massoja que introduziu em Santos os carros urbanos puxados a tração animal (segunda no País, depois do Rio de Janeiro), com a criação de uma sociedade denominada Serviço Regular de Gôndolas. Seis anos depois, por meio de lei provincial, foi dada concessão por 50 anos para que Domingos Moutinho, cidadão abastado da Cidade, explorasse o serviço de transporte, surgindo a Companhia de Melhoramentos da Cidade de Santos.

                    A linha inaugural, que ia do Centro até a Barra no Boqueirão, começou a circular em 9 de outubro de 1871, um ano antes de um bonde circular na capital do Estado de São Paulo.

                    Em 1904 o serviço foi absorvido pela The City of Santos Improvements Company, já concessionária dos serviços de luz, força e gás na cidade de Santos.

                    A Cia. City deu novo impulso ao transporte, que até então era desenvolvido por tração animal ou vapor e inaugurou no dia 28 de abril de 1909 o serviço eletrificado de bonde. Na época a empresa contava com 18 veículos abertos para passageiros, três de carga fechados e outros seis de carga abertos, com dois motores de 35 HP cada e bitola de 1,36m.

                    A partir de 1919, com a guerra e os proibitivos preços internacionais para compra de novos veículos, a Cia. City se aparelha para produzir seus próprios carros.

Companhia City, a primeira fábrica do Brasil

                    Em 1919, a garagem da Vila Mathias foi pioneira na construção de veículos de pequeno porte, sendo que doze anos depois já fabricava carros com 12 bancos para até 60 pessoas. Em 1º setembro de 1944 a empresa Expresso Brasileiro Viação Ltda firma contrato com a Prefeitura para a exploração de linhas que concorriam com o serviço de bondes, levando ao desinteresse da Cia. City, que alegava redução de renda pela pouca procura por parte do público.

                    Em 21 de dezembro de 1951 é formado o Serviço Municipal de Transportes Coletivos – S.M.T.C., que absorve as linhas e todo o acervo de veículos, imóveis e outros da Cia. City e passa a operar o serviço em Santos. Em 1956 muitos dos bondes abertos passam a ser fechados, nas próprias garagens da empresa, visando evitar evasão de receita e pela coloração alaranjada que eram pintados recebem o apelido de camarão. A partir de 1964 começa a discussão pela desativação do serviço.

Desativação

                    A dificuldade de se manter os veículos, as facilidades do transporte a diesel, que conferia maior mobilidade ao serviço, o baixo custo do petróleo e a pressão exercida pelas empresas de ônibus levam o bonde à condenação final.

                    Em 69 os bondes abertos pequenos são retirados de circulação, permanecendo em uso apenas os abertos ou fechados grandes. Além daqueles argumentos, outros foram utilizados para a derrocada do serviço, como a construção das rodovias BR-101 e dos Imigrantes, que segundo os políticos da época, trariam um volume de veículos elevado para os padrões da Cidade.

                    O bonde atravancava as ruas e atrapalhava o tráfego de veículos, por isso deveriam sair de circulação, o que acaba ocorrendo no dia 28 de fevereiro de 1971. Pela última vez, o veículo prefixo 258, que servia a linha 42, foi recolhido à garagem.

Veja algumas fotos históricas dos bondes em Santos:

A História do Bonde

Clique nas fotos para ampliar

Roteiro

                    O Bonde Turístico percorre ruas e praças do Centro Histórico, num trajeto de 10 minutos que inclui guias e integrantes do 'Programa Vovô Sabe Tudo' - idosos que contam curiosidades do passado. O veículo aberto é da década de 20 e voltou a circular em setembro de 2000, após restaurado. O motor foi retificado pela Cia. de Transporte Coletivo do Rio de Janeiro, que opera os bondes de Santa Teresa. O bonde fechado voltou às ruas em 2002. Ambos funcionam com sistema elétrico que exigiu a instalação de 1.700 m de trilhos e rede aérea. A ação está inserida no Programa de Revitalização do Centro Histórico de Santos, desenvolvido pela Prefeitura Municipal, a partir de 1997.

Funciona nos feriados e de terça a Domingo, das 11h00 às 17h00. Partida da Praça Mauá. Bilhete: R$0,50. Para fazer um City Tour, o valor cobrado é de R$ 3,00. Agendamento para grupos pelo tel. 3219-9081.

Veja o trajeto

PONTOS DE PARADA

TRAJETO

  • Inglesinha – Valongo
  • Casa Rosa – Bolsa do Café
  • Barão – Praça Barão do Rio Branco
  • Buck Jones – Praça Mauá
  • Paulista – Praça Rui Barbosa
  • City Tour:
    • Paço Municipal
    • Igreja do Rosário
    • Casa da Frontaria Azulejada
    • Santuário do Valongo
    • Bolsa Oficial do Café
    • Panteão dos Andradas
    • Igrejas do Carmo
    • Rua XV de Novembr
  • Praça Mauá
  • Rua General Câmara
  • Rua do Comércio
  • Largo Marquês de Monte Alegre
  • Estação do Valongo
  • Rua José Ricardo (ramal alternativo)
  • Rua Tuiuti
  • Praça Barão do Rio Branco
  • Rua Visconde do Rio Branco
  • Rua Augusto Severo
  • Rua Cidade de Toledo

Fonte: Prefeitura Municipal de Santos