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Índice de Notícias

USP abre espaço para alunos na maior feira de ciências do Brasil
Experiências inovadoras de inclusão podem ser premiadas

Proposta estende até os 24 anos direito a pensão temporária

Museu da Língua Portuguesa promove exposição Menas: o certo do errado, o errado do certo

Osesp fará concertos gratuitos durante a temporada de 2010

Memorial da América Latina promove terceira edição do Festival Ibero-americano de Teatro

Olimpíada da Língua Portuguesa recebe inscrições a partir de 2 de março
CNBB critica concessão de licença ambiental para Usina de Belo Monte
Centro Paula Souza expande oferta de ensino pelo Estado de SP

Pesquisa da USP mostra uso da linguagem coloquial e oral em redações escolares

Uso de meios digitais na educação pode melhorar aprendizagem
Reuniões de pais na escola podem ser requisito para Bolsa Família

Biblioteca do Microeducação - Arquivo de Notícias de 05/2003 à 09/2009
Notícias do mês de Outubro de 2009
Notícias do mês de Novembro de 2009
Notícias do mês de Dezembro de 2009
Notícias do mês de Janeiro de 2010
Notícias do mês de Fevereiro de 2010

 

09/03/2010
USP abre espaço para alunos na maior feira de ciências do Brasil
Fonte: USP


                    Novos projetos tecnológicos nas áreas de engenharia, ciências exatas e da terra, humanas, sociais, biológicas, saúde e agrária. Idéias levadas por estudantes brasileiros que buscam soluções para problemas concretos da sociedade. Tudo isso está na 8ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), que acontece nesta semana, de 9 a 11 de março, no câmpus da USP, em São Paulo.
                    Promovida anualmente pela Escola Politécnica da USP, por meio do Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI), a Febrace é a maior feira brasileira de ciências e engenharia. Realizada desde 2003, reúne estudantes e professores de escolas públicas e privadas de ensino fundamental, médio e técnico de todas as regiões do País.
                    Neste ano serão apresentados 280 projetos finalistas, desenvolvidos por estudantes oriundos, em sua maioria, de escolas públicas, seguidas das particulares, técnicas, fundações e centros educacionais. Os projetos foram selecionados entre 1,2 mil trabalhos.
                    Os projetos apresentados na Febrace serão avaliados por uma comissão formada por professores de diversas instituições e áreas das ciências e engenharia. Os melhores selecionados pelos avaliadores em sete categorias serão premiados em cerimônias realizadas nos dias 12, na tenda do evento, e 13 de março, no Salão Nobre da Faculdade de Direito da USP, na região central da cidade. Na ocasião, os autores ganharão medalhas, certificados e estágios, entre outros prêmios.
                    Os estudantes que mais se destacarem na Febrace também se qualificarão para participar da Feira Internacional de Ciências e Engenharia da Intel (Intel isef), a maior competição internacional de estudantes pré-universitários, realizada anualmente nos Estados Unidos. O evento reúne mais de 1,5 mil jovens cientistas de mais de 56 países. No ano passado, 15 estudantes da Febrace representaram o Brasil na Intel isef 2009, apresentando nove objetos. Lá, conquistaram quatro grandes prêmios (segundo lugar em Microbiologia, terceiro em Engenharia, um prêmio especial em Psicologia da Educação e outro em Microbiologia).

04/03/2010
Experiências inovadoras de inclusão podem ser premiadas
Fonte: MEC

                    Escolas públicas de educação básica têm prazo até o dia 12 para fazer a inscrição no prêmio Experiências Educacionais Inclusivas: a Escola Aprendendo com as Diferenças. O prêmio, no valor individual de R$ 8 mil, será entregue aos cinco melhores trabalhos, um por região.
                    Até esta quarta-feira, 3, segundo a Secretaria de Educação Especial (Seesp) do Ministério da Educação, 60 escolas inscreveram experiências. Podem concorrer trabalhos desenvolvidos em 2008 e 2009 e que estejam em curso este ano. De acordo com o regulamento, cada escola pode inscrever uma experiência de inclusão escolar de estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento ou altas habilidades e superdotação desenvolvida em classe comum do ensino regular público.
                    Pelas regras do prêmio, a escola deve encaminhar um relato de até oito páginas, no qual devem constar apresentação, equipe que trabalha no projeto, população beneficiada, objetivo, descrição da experiência, resultados já obtidos e avaliação. Uma comissão julgadora selecionará 25 finalistas — cinco por região.
                    Assim que forem comunicados, os finalistas terão prazo de sete dias para encaminhar fotos, vídeos ou outros materiais que ilustrem o projeto. A comissão visitará as escolas para conhecer as experiências e selecionar os cinco vencedores, que serão anunciados em maio.
                    Com o prêmio, o Ministério da Educação e a Organização dos Estados Ibero-Americanos para Educação, Ciência e Cultura (OEI) pretendem valorizar e difundir as experiências escolares inovadoras e efetivas de inclusão desenvolvidas nas escolas públicas do país.
                    O regulamento está disponível na página eletrônica do prêmio.

 

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03/03/2010
Proposta estende até os 24 anos direito a pensão temporária
Fonte: Agência Câmara

                    A Câmara analisa o projeto 6812/10, do Senado, que estende até os 24 anos o direito de filhos e dependentes que estudam no nível superior ou o técnico de nível médio receberem pensão por morte de segurado do Regime Geral de Previdência Social (RGPS).
                    Pela legislação atual (Lei 8.213/91), o benefício acaba aos 21 anos para os filhos e pessoas equiparadas a filho ou irmão, estejam estudando ou não. Esse limite permanece inalterado na proposta.

Dependentes
                    O projeto também autoriza o Executivo a alterar o regime jurídico dos servidores públicos (Lei 8112/90) para garantir o mesmo benefício aos funcionários públicos.
                    De acordo com autor do projeto, o ex-senador Expedito Júnior, o objetivo é dar a filhos, enteados, irmãos órfãos, menores sob tutela e dependentes de servidores públicos ou de trabalhadores vinculados ao RGPS a oportunidade de concluir a formação profissional.

Tramitação
                    O projeto, que tramita em caráter
conclusivoRito de tramitação pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-lo. O projeto perderá esse caráter em duas situações: - se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição por uma, aprovação por outra); - se, depois de aprovado pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por 51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará ser votado pelo Plenário., será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:
PL-6812/2010

02/03/2010
Museu da Língua Portuguesa promove exposição Menas: o certo do errado, o errado do certo
Fonte: Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo

                    O Museu da Língua Portuguesa inaugura no dia 15 de março, às 19h30, a exposição Menas: o certo do errado, o errado do certo. Esta será a sexta exposição a ocupar o espaço das exposições temporárias, reforçando o papel do Museu como importante espaço educador e difusor da língua portuguesa. A abertura ao público será na terça-feira, 16, e a mostra vai até junho deste ano.
                    Menas. O próprio título da exposição é uma provocação. Mesmo sabendo que "menos" é um advérbio, portanto, invariável, quantas vezes já não ouvimos a "concordância" com o gênero feminino por pessoas das mais diferentes classes e idades. Para os curadores da exposição, os professores Ataliba de Castilho e Eduardo Calbucci, Menas está na fronteira entre tudo o que não vale e o vale-tudo. E essa provocação é a proposta da exposição que ocupa cerca de 450 metros quadrados do Museu da Língua Portuguesa com sete instalações para enumerar nossos "erros" linguísticos mais comuns, entender por que erramos e discutir a amplitude e a criatividade da língua.
                    O título e a ideia da exposição partiram do próprio secretário de Cultura, João Sayad. Segundo ele "a exposição pretende discutir criticamente o hábito, que não é apenas do brasileiro, de catalogar discursos e enunciadores em certo e errado, educados e despreparados. A língua é bem público e vivo, enriquecido e modificado por todos os falantes. É natural que os donos da língua, ou os 'cultos e educados' protestem e reajam quando ela é apropriada por intrusos que falam diferente. Mas a alteração e o 'erro' são parte do jogo de todas as línguas vivas."
                    O diretor do Museu da Língua Portuguesa, Antonio Carlos de Moraes Sartini, tem certeza de que a Menas aproximará ainda mais o Museu de seu grande público, já que a exposição tratará de questões presentes no nosso dia a dia. "A exposição, além de muito interativa e divertida, mostrará aos visitantes os principais fatores que nos levam a fugir da norma culta do idioma e, também, reforçará a ideia da existência e pertinência dos vários padrões de linguagem que devem, ou deveriam, ser dominados por todos, criando verdadeiros usuários poliglotas de uma só língua, no caso a portuguesa", conclui.

Os curadores
                   
A exposição conta com dois curadores que sabem muito bem do que estão falando: Ataliba de Castilho e Eduardo Calbucci. A combinação entre o conhecimento e a capacidade de comunicação foi a dose certa para um conteúdo que diverte sem perder a consistência. O professor Ataliba é uma das principais autoridades do Brasil quando o assunto é língua portuguesa. Atualmente aposentado, foi professor titular de Filologia e Língua Portuguesa da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo até 2007. Na sua bagagem acadêmica, constam 24 livros publicados e 60 publicações em revistas especializadas.
                    Já Eduardo Calbucci é Bacharel em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo pela Escola de Comunicação e Artes (ECA-USP), mestre e doutor em Linguística pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanos (FLCH-USP). É coautor do material de português (Gramática, Texto, Redação e Literatura) e sociologia do Sistema Anglo de Ensino, professor do Anglo Vestibulares em São Paulo desde 1994 e membro do corpo editorial da Editora Anglo. Tem também vasta experiência como professor de português no Ensino Médio. Publicou, em 1999, pela Ateliê Editorial, Saramago: um roteiro para os romances, obra que está em segunda edição. Seu novo livro, A Enunciação em Machado de Assis, a ser publicado pela Nankin e pela Edusp, está em fase final de edição.
                    Para o professor Ataliba, a exposição é uma oportunidade de promover o encontro das pessoas cheias de certeza, que consideram sua a missão de ensinar o brasileiro a falar certo, com aquelas que acham uma perda de tempo preocupar-se com a correção linguística: "A Exposição Menas tomou outra direção: expor os visitantes a um conjunto de situações linguísticas, convidando-os a refletir sobre os dados, tirando suas próprias conclusões".

As instalações

Portas Abertas
                   
A visita à exposição Menas começa na gare da Estação da Luz, antes de o visitante passar pela bilheteria do Museu. Em 30 banners estarão grafadas diversas frases com erros ortográficos registrados no português popularmente falado no Brasil. Portas Abertas é o título desta instalação que, segundo os curadores, tem o objetivo de deixar o visitante "com a pulga atrás da orelha". Este será o passaporte para o que se ocorrerá lá dentro, no restante da exposição.

Óculos
                   
A segunda instalação é um jogo de espelhos que, à primeira vista, sugere ao visitante uma grande bagunça. O objetivo é livrá-lo de seus juízos prévios sobre os erros da linguagem, preparando-o para tirar proveito das outras seções da exposição. Jogos óticos, mecanismos de movimento e outros truques capturam o olhar, provocam uma espécie de vertigem, quebrando antigas certezas e abrindo a mente para o que virá.

Os 100 erros nossos de cada dia
                   
Em um grande painel de 3m × 12m, foram grafados os "100 erros nossos de cada dia" - uma divertida seleção de erros lexicais, semânticos, gramaticais e discursivos mais frequentes, aqueles que todos nós, de vez em quando, cometemos. O visitante verá que, por vezes, é tênue a linha que separa o certo do errado. Os comentários que se seguem a cada erro mostram a motivação estrutural do erro; o fato de que o que se considera errado hoje já foi considerado certo; a motivação fonética do erro; a ênfase exagerada etc. Ou seja, por trás de cada erro há determinada utilização da língua, criativa aqui, analógica acolá, mas sempre inovadora.

Jogo do certo e do errado
                   
Esta instalação utilizará nove telas de computador touch screen ligadas em rede. O "jogo" proposto é um quiz com 15 perguntas em cada tela. O visitante vai encontrar uma atividade que desafiará suas certezas. Entre elas, a que no dia a dia ele encontrará muitas situações em que algo parece estar certo (mas não está) e descobrir outras palavras ou expressões que ele tem certeza de que estão erradas (e, na verdade, não estão). A cada questão correspondem quatro alternativas. O visitante escolhe a que lhe pareça mais adequada. Imediatamente, o sistema calcula o percentual de visitantes que fizeram a mesma escolha. Na sequência, um comentário explica o fundamento das alternativas. A quantificação percentual de todas as perguntas será computada durante todo o período da exposição.

Biblioteca de Babel
                   
Esta instalação encerra uma desordem intencional, cujo objetivo é retratar a língua como de fato ela é. Escritores e compositores se manifestam sobre a língua e sobre a vida, apresentando posições inesperadas e criativas que desarranjam a visão tradicional sobre a língua portuguesa. Daí o título: "Biblioteca" - que supõe a organização, as ideias no lugar, o já sabido - "de Babel" - o avesso disso tudo, a desordem criativa, as ideias provocativas, o não sabido. Biblioteca de Babel é uma metáfora poderosa, que capta a língua portuguesa no que ela tem de estruturado, ordenado, previsível, convivendo com o desarticulado, o caótico, o imprevisível. As antíteses descrevem perfeitamente o que é uma língua natural, representando inesperadamente sua síntese. O português brasileiro exemplifica muito bem esta dupla face das línguas naturais.

Norma, a Camaleoa
                   
É preciso saber gramática para falar e escrever bem? É preciso seguir as regras e o vocabulário certo? A língua é um organismo vivo? Língua é poder? Não tem certo e errado, tem o adequado para cada momento? O importante é saber se comunicar? Dentro da própria língua, há tensões e conflitos de visão de quatro sistemas: a norma gramatical, a norma lexical, a norma semântica e a norma discursiva.
                    No vídeo Norma, a camaleoa, a atriz Alessandra Colassanti, filha dos escritores Affonso Romano de Sant'Anna e Marina Colasanti, encarna as quatro normas da língua portuguesa ao mesmo tempo, apresentando-as e discutindo-as. O encontro fictício das "Normas" se dá no banheiro do museu, que o visitante observa atrás dos espelhos. Entre um retoque de maquiagem e uma ajeitada no cabelo, elas discutem que, ao operar com as regras em nosso cotidiano, podemos selecionar formas aceitas ou formas rejeitadas pela sociedade. Cada sistema abriga tanto o certo quanto o errado.
                    Mas as normas são quatro ou são uma só? Elas são tudo isso ao mesmo tempo. Elas são quatro em uma, quando uma mesma expressão apresenta problemas oriundos dos quatro sistemas. Elas são uma em quatro, quando o erro vem de um sistema só. De qualquer forma, não há dúvida que Norma é uma camaleoa.

Janelas abertas
                   
Depois deste mergulho no português brasileiro, está na hora de o visitante retornar aos amplos espaços sociais onde é praticada nossa língua. Um corredor estreito e final da exposição traz à tona índices de uma rua de comércio popular e do linguajar praticado nessas ruas, convidando o público a voltar para a vida fora do Museu e perceber a língua de maneira mais generosa, apreciando sua criatividade e mutabilidade.

Serviço
Menos: o certo do errado, o errado do certo
Abertura para o público: 16 de março
Museu da Língua Portuguesa
Praça da Luz, s/nº, Centro
Telefone: (11) 3326-0775
Museu da Lingua Portuguesa
Ingresso: R$ 6,00 (pagamento somente em dinheiro)
Estudantes com carteira de estudante do ano e documento de identidade pagam meia-entrada. Crianças com até 10 anos e idosos a partir de 60 anos não pagam ingresso, bem como professores da rede pública

01/03/2010
Osesp fará concertos gratuitos durante a temporada de 2010
Fonte: OSESP

                    Uma boa notícia para os amantes da música de qualidade: este ano alguns concertos matinais da Osesp serão gratuitos. A primeira apresentação acontecerá neste domingo, 7, e reunirá o regente Yan Pascal Tortelier e os solistas Lars Vogt (piano) e Susan Bullock (soprano). Os ingressos, grátis, podem ser retirados a partir desta segunda-feira, 1º, na bilheteria da Sala São Paulo.
                    Promovida pela Fundação Osesp com o apoio da Secretaria da Cultura, a série Concertos Matinais na Sala São Paulo propicia ao grande público a chance de conferir diferentes repertórios clássicos em um local acusticamente adequado para apresentações sinfônicas e camerísticas. Desde que a série foi lançada, em março 2008, as apresentações trouxeram à Sala São Paulo, no total, um público de mais de 18 mil pessoas. Leia mais aqui.

Serviço
Concerto Matinal
Domingo, 7, às 11h
Ingressos gratuitos retirados a partir desta segunda, 1º, na bilheteria da Sala São Paulo
Recomendação etária: livre
Estacionamento: 610 vagas - R$ 5
Sala São Paulo (1484 lugares)
Pça. Júlio Prestes, 16
Telefone: (11) 3223-3966

Temporada traz grandes nomes internacionais
                       
O cenário da música clássica está em festa neste ano pelo 150º aniversário de nascimento de Gustav Mahler, bicentenário de Robert Schumann e Chopin. É nesse ambiente que a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) dará início à sua temporada em 2010, a partir do dia 4 de março, com um time de estrelas internacionais de regentes e músicos, alguns em ascensão no cenário da música erudita para apresentar as obras desses compositores.  
                    O palco da Sala São Paulo receberá, neste ano, dois influentes regentes da atualidade, o maestro John Nelson (diretor musical honorário do Ensemble Musicale de Paris) e a maestrina Marin Alsop (diretora da Sinfônica de Baltimore). Entre os solistas convidados para o ciclo, estão a meio-soprano Petra Lang e Nathalie Stutzmann, contralto. O compositor visitante será o argentino radicado nos Estados Unidos, Osvaldo Golijov. John Nelson e Marin Alsop serão os responsáveis pelas apresentações do ciclo de canções Rückert Lieder e da Sinfonia nº 7, respectivamente. E além deles, jovens revelações passaram pelo local. Saiba mais aqui.

01/03/2010
Memorial da América Latina promove terceira edição do Festival Ibero-americano de Teatro
Fonte: Memorial da América Latina

                    Começa no dia 8 e vai até 14 de março, a terceira edição do Festival Ibero-americano de Teatro de São Paulo, organizado pela Fundação Memorial da América Latina. Todos os 15 espetáculos principais têm entrada franca. Participam do Festibero montagens teatrais de Cuba, Portugal, Espanha, Brasil, Argentina, Peru, Uruguai, Colômbia e México.
                    A mostra paralela - também gratuita - resgata os tempos áureos do circo-teatro. Ela acontecerá em uma lona montada ao lado do anfiteatro principal, onde o Circo de Teatro Tubinho diariamente apresentará uma peça diferente. Estão programadas mesas de debates e uma esperada oficina de dramaturgia, coordenada pelo mestre Chico de Assis.
                    O Festibero foi criado em 2008 por iniciativa do presidente do Memorial, Fernando Leça, para identificar, estimular e colocar em contato iniciativas teatrais contemporâneas da nação latina.  Idealizado, organizado e coordenado pelo diretor de atividades culturais do Memorial, Fernando Calvozo, este ano, a Comissão Curatorial do III Festibero foi encorpada com alguns nomes importantes do teatro brasileiro como a diretora teatral Elvira Gentil e os atores Paulo Betti e Lima Duarte. O festival conta também com a assessoria da uruguaia Glória Levy, que desde Montevidéu ajuda a escolher os grupos teatrais da região do Mercosul, do português José Leitão e do produtor paulista Walter Malta.
                    A coordenação das mesas de debates é da presidente da Apetesp, dramaturga e diretora teatral, Analy Alvarez. Entre os debatedores nacionais estão confirmados Ligia Cortez, Rodolfo Garcia Vasquese e Ênio Gonçalves. Eles irão debater com convidados internacionais, entre os atores, diretores e produtores que apresentarão suas peças no Festibero.
                    O Festibero é uma rara oportunidade para se ver espetáculos que dificilmente viriam ao Brasil e, deste modo, entrar em contato com grupos teatrais importantes, como por exemplo a Cia. Argos, formada em 1996, na cidade de Havana, em Cuba, que apresentará o espetáculo Final de Partida.
                    Outro grupo confirmado é o mexicano Entre Piernas, com a peça Tom Pain, una obra basada en nada, de Will Eno. O texto do dramaturgo americano foi montado pela primeira vez pelo Entre Piernas na cidade do México em 2008. Durante toda a peça, vemos um homem descalço sobre um bloco de gelo de verdade. A direção é do mexicano Alberto Villarreal.
                    Uma atração à parte do festival será o Circo de Teatro Tubinho, que vem pela primeira vez para uma temporada na Capital, depois de percorrer as cidades do interior de São Paulo e Paraná. Trata-se de uma grande companhia de 35 circenses que cultivam a linguagem do circo-teatro como antigamente. Comandada pelo palhaço Tubinho, a trupe interpreta um repertório de 90 textos cômicos e mantém viva a tradição do circo-teatro, que foi muito popular nas primeiras décadas do século XX, até ser suplantado pelo cinema e depois pela televisão.
                    Tubinho montará na Praça das Sombras do Memorial sua lona de 20 m x 26 m, suficiente para abrigar 800 cadeiras, e apresentará as clássicas peças de teatro popular "O Ébrio", "Marcelino Pão e Vinho", "A Canção de Bernadete", e a comédia "O Baita Macho".
                    Clique aqui para conhecer a programação completa.

27/02/2010
Olimpíada da Língua Portuguesa recebe inscrições a partir de 2 de março
Fonte: MEC

                    Nove milhões de estudantes da educação básica pública devem participar da Olimpíada de Língua Portuguesa de 2010. O concurso será lançado na terça-feira, 2 de março, na Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro. Adesões de secretarias de educação e inscrições de professores poderão ser feitas até 14 de maio.
                    A expectativa do Ministério da Educação é alcançar 80 mil escolas e receber inscrições de 300 mil professores — para que os docentes se inscrevam, as secretarias estaduais e municipais precisam aderir ao concurso. “A adesão da rede de ensino é pré-requisito para a inscrição do professor”, diz o coordenador-geral de tecnologia da educação da Secretaria de Educação Básica (SEB), Raymundo Filho. “Esperamos que todas as secretarias façam a adesão e abram espaço para que os professores se dediquem à olimpíada, paralelamente a suas atividades.”
                    Uma das novidades da segunda edição da olimpíada é a participação de estudantes matriculados no nono ano (ou oitava série) do ensino fundamental e no primeiro ano do ensino médio de escolas públicas. Eles concorrerão com textos do gênero crônica. As demais categorias permanecem como em 2008 — quinto e sexto anos (quarta e quinta séries) participarão com textos do gênero poema; sétimo e oitavo anos (sexta e sétima séries), gênero memórias literárias. No ensino médio, os alunos do segundo e do terceiro anos devem concorrer com artigos de opinião. O tema para todas as categorias é O lugar onde vivo.
                    Alunos e professores participarão de etapas escolares, municipais, estaduais e regionais e da nacional. Serão selecionados 500 textos semifinalistas na etapa estadual, 152 na regional e 20 na nacional.
                    Aluno e professor serão premiados. Os 500 escolhidos na fase estadual receberão medalhas e livros; os 152 finalistas, medalhas e aparelhos de som. Os 20 vencedores da etapa nacional ganharão medalhas, microcomputadores e impressoras.
                    Esta é a segunda edição da olimpíada, que ocorre a cada dois anos. A primeira, realizada em 2008, alcançou seis milhões de alunos. O concurso teve origem no programa Escrevendo o Futuro, desenvolvido pela Fundação Itaú Social entre 2002 e 2006. Atualmente, é realizado em parceria do Ministério da Educação com a Fundação Itaú Social e o Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec).
                    Adesões de secretarias de educação e inscrições de professores poderão ser feitas on-line, a partir de terça-feira, 2 de março, na página eletrônica do Cenpec.

27/02/2010
CNBB critica concessão de licença ambiental para Usina de Belo Monte
Fonte: Agência Brasil

                    A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou hoje (25) uma nota em apoio aos bispos do Pará e Amapá que se manifestaram contra a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu. Segundo o texto, a entidade tem “grande preocupação” com a população da região, já que a licença prévia para construção da usina já foi concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).
                    Os bispos pedem às “autoridades brasileiras” que a construção da usina não comece sem que sejam proporcionadas “reais oportunidades para que as populações implicadas possam debatê-lo e tenham suas considerações respeitadas”.
                    A conferência ressalta que a área a ser inundada vai desalojar indígenas e milhares de famílias de áreas ribeirinhas. “O processo não levou em conta os povos indígenas, os ribeirinhos e os que residem em bairros de Altamira, que serão certamente os primeiros prejudicados. Não levou em conta, igualmente, as considerações técnicas feitas por cientistas, a argumentação do Ministério Público Federal e as ponderações de movimentos sociais”.

25/02/2010
Centro Paula Souza expande oferta de ensino pelo Estado de SP
Fonte: Centro Paula Souza

                    O Centro Paula Souza traçou importantes metas para a expansão do ensino técnico e tecnológico de qualidade em todo o Estado. O objetivo é dobrar o número de Fatecs e chegar a 177 mil alunos nas Etecs. Serão 52 unidades das Fatecs e 100 mil novas matrículas nas Etecs.
                    Para garantir esse crescimento, deverão ser criadas 33,5 mil novas vagas até o fim de 2010 nas Etecs. Até o primeiro semestre de 2010, serão criadas mais de 38 mil novas vagas. Isto significa o cumprimento integral da meta até o final da expansão, que será ultrapassado em aproximadamente 14%. Quanto às Fatecs, hoje já são 49, o que representa, 94,2% da meta atingida.
                    Só na Capital, existem hoje 36 Etecs. Desse total, 22 unidades integram o Plano de Expansão. A mais recente delas, Etec Jaraguá foi entregue nesta terça-feira, 23. A Escola recebeu mais de R$ 9 milhões em investimentos em mobiliário, equipamentos e na construção do prédio. A unidade, que conta hoje com 390 alunos, oferece Ensino Médio e quatro cursos técnicos. Segundo o governador, na capital paulista, o número de escolas técnicas já foi triplicado. "Hoje, são praticamente 16 mil vagas e, até meados do ano, vamos fazer mais 1,5 mil vagas", disse Serra.
                    Para atender à demanda de cursos técnicos no município, o Estado também promoveu convênio entre o Centro Paula Souza, a Secretaria da Educação e a Prefeitura de São Paulo. Graças a essa parceria, no primeiro semestre de 2010 houve uma oferta de 1.840 vagas em escolas da rede estadual e de 660 vagas nos Centros Educacionais Unificados (CEUs) só na Capital. Outra parte deste plano de expansão é a parceria firmada com a Prefeitura de São Paulo para a implantação de cursos técnicos em Centros Educacionais Unificados (CEUs).

Expansão de profissionais
                    Para apoiar a expansão das unidades, foi criado o Plano de Carreiras dos Docentes e Técnicos Administrativos, que adapta o quadro de pessoal à expansão prevista até 2010 das Etecs e Fatecs da rede.
                    O número de docentes e auxiliares de magistério será triplicado, além de dobrar a quantidade de técnico-administrativos. Serão 18.950 cargos públicos para professores e auxiliares e 5.462 para vagas para o administrativo da rede.

Do Ensino Médio ao Mestrado
                    Se o desafio inicial da instituição era o de formar e inserir profissionais no mercado de trabalho, agora, o desafio é também de especializar. Além de oferecer os cursos técnicos e formação tecnológica, o Centro Paula Souza especializa profissionais com o Programa de Mestrado em Tecnologia: Gestão, Desenvolvimento e Formação.

As três linhas de pesquisa do programa são: "Gestão e Desenvolvimento de Tecnologias Ambientais", "Gestão e Desenvolvimento da Formação Tecnológica" e "Gestão e Desenvolvimento de Tecnologias da Informação Aplicadas".
                    O curso oferece ao todo 17 disciplinas, das quais cinco devem ser cursadas, o que permite ao aluno concluir os créditos em no máximo três semestres, podendo fazê-lo em um ano. Duas disciplinas são obrigatórias: uma disciplina é comum às diferentes linhas de pesquisa e a outra é especifica para cada uma das linhas selecionadas. As três outras (optativas) são escolhidas pelo aluno, em comum acordo com o seu orientador para obter o melhor o embasamento ao respectivo projeto de pesquisa.
                    Para participar o candidato precisa ter diploma de curso de graduação (devidamente registrado por órgão competente), proficiência em língua inglesa (certificados Toelf, Michigan, Cambridge, União Cultural Brasil Estados Unidos ou Senac) e disponibilidade para se dedicar por 20 horas semanais ao curso.
                    Os vinte aprovados para o curso deste ano devem fazer a matrícula a partir desta terça-feira, 23, até quinta-feira, 25, das 10 às 19 horas, na secretaria do Programa de Pós-graduação: Rua dos Bandeirantes, 169. Mais informações pelos telefones (11) 3327-3109/3104.

Número do Centro Paula Souza
Etecs - 179
Municípios com Etecs - 134
Cursos das Etecs - 83 cursos técnicos
Municípios com Etecs e/ou Fatecs -141
Municípios que contam com as duas - 40

Fatecs - 49 (incluindo as unidades do Ipiranga e Osasco que serão implantadas no 1º sem. de 2010)
Municípios com Fatecs - 46 (incluindo osasco)

Cursos das Fatecs - 47
Municípios com Etecs e/ou Fatecs - 141
Municípios que contam com as duas - 40 (incluindo osasco)

Etecs que oferecem o ensino médio - 162, mais 2 classes descentralizadas, totalizando 164 unidades

21/02/2010
Pesquisa da USP mostra uso da linguagem coloquial e oral em redações escolares
Fonte: USP

                    A maioria de alunos dos ensinos fundamental e médio utiliza, em seus textos escritos, marcas de linguagem oral e coloquial, como gírias e expressões do cotidiano. Na avaliação da professora de português e pesquisadora Karin Elisabeth Földes de Araujo, é preciso uma mudança no modo de ver o "certo" e o "errado" na língua, e tentar corrigir o "erro do aluno". "É importante que os alunos saibam que a língua é social e, por isso, existe o coloquial e o culto. É preciso saber os dois modos para aplicá-los nas diferentes situações na vida", explica. Karin analisou o tema em sua dissertação de mestrado apresentada em setembro de 2009 na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP).
                    A professora afirma que a língua oral é, basicamente, diferente da escrita por ser mais dinâmica. "Quando se escreve, há tempo de pensar, voltar, apagar o que foi escrito. Na língua oral isso não existe, ela é rápida. Uma vez falado, não há como apagar ou repensar o que foi dito", explica. "Além disso, na escrita é necessário o uso do padrão ortográfico da língua."
                    Karin pesquisou em sua dissertação, as marcas de oralidade em redações de alunos, de 13 a 15 anos, de uma escola pública em Campinas. O interesse pelo assunto surgiu a partir de correções das próprias redações desses alunos - ela é professora de Língua Portuguesa desse grupo.
                    O estudo verificou a forma como os alunos utilizam essa oralidade em seus textos escolares, e o que eles sabem sobre a diferença entre oralidade e escrita e entre as linguagens coloquial e culta.
                    Foram avaliadas redações dissertativas de alunos da sexta, sétima e oitava séries do Ensino Fundamental e do primeiro ano do Ensino Médio. Foram pesquisadas dez redações de cada série, totalizando 40 textos. O tipo de dissertação analisada foi o texto opinativo, com o tema livre. "Para a sexta série foi explicado o que era um texto opinativo, já que é só a partir da sétima e da oitava série que esse tipo de texto começa a ser ensinado na escola", esclarece Karin.
                    A pesquisa abordou aspectos gramaticais como ortografia, pontuação, coesão e coerência, entre outros itens, conforme o que autores renomados dizem sobre o assunto. Foram utilizados como parâmetros de análise as séries e os números de erros gramaticais (fora da norma padrão) encontrados nas redações. "Ao estudar as redações levei em conta a idade e a série do aluno. Eu esperava mais erros numa sexta série do que numa primeira do ensino médio, devido ao nível de escolarização".
                    Os resultados mostraram que a maioria dos alunos utiliza sua linguagem oral e coloquial cotidiana em textos escolares de opinião. Quanto maior a idade e a série, menor era o uso da oralidade e da língua na forma coloquial na estrutura do texto. "Muitos alunos usam gírias ou expressões do cotidiano deles. Também há palavras que são escritas da mesma forma que se fala, como, por exemplo, 'corrê' ao invés de 'correr'; ou como eles ouvem em casa, por exemplo, 'soar' ao invés de 'suar'", ilustra a professora.

O ensino da língua no Brasil
                   
Karin explica que esse resultado, talvez, signifique que o ensino de língua portuguesa ainda esteja voltado mais para a gramática e menos para a oralidade e para o cotidiano do aluno. Em contraponto, ela diz que o material didático produzido hoje já está começando a trazer aspectos sociolinguísticos da língua como as diferenças entre formal e coloquial, fala e escrita, dialetos, etc.
                    "Muito do ensino tradicional ainda está enraizado, pois, muitos professores ainda ensinam a língua de uma forma solta, fazendo os alunos decorarem os verbos, por exemplo, mas não mostrando como isso é aplicado ao cotidiano deles", explica a professora. "Além disso, não lhes é explicado que existem diferenças entre a norma padrão e a norma coloquial, e que eles estão na escola para aprender a norma padrão".
                    Para Karin, o estudo mostra que não há um modo errado de falar, e sim variedades no modo de falar, e que, para cada situação da vida, a pessoa vai usar a variação adequada. "Ao falar com os amigos é natural que se use o modo coloquial, mas ao passar por uma entrevista de emprego é necessário que se use a linguagem formal. Por isso, é preciso que os estudantes aprendam a norma padrão sem misturá-la com a coloquial, que eles conhecem desde que aprenderam a falar", finaliza a professora.

21/02/2010
Uso de meios digitais na educação pode melhorar aprendizagem
Fonte: USP

                    A inclusão de recursos digitais em salas de aula ajuda a aumentar a comunicação entre estudantes e professores. Projetos desenvolvidos por meio de blogs e aulas interativas incentivam a maior participação dos alunos nas atividades escolares e proporcionam benefícios na aprendizagem. "Os alunos praticamente já nascem sabendo usar computadores e nada mais natural e importante do que os professores passarem a usar os recursos digitais para melhorar o aproveitamento da disciplina", afirma a professora Lina Maria Braga Mendes.
                    O pouco uso de meios digitais na educação foi um dos motivos que fizeram com que Lina iniciasse sua pesquisa de mestrado na Faculdade de Educação (FE) da USP, "Experiências de fronteira: os meios digitais em sala de aula", sob orientação da professora Mary Julia Martins Dietzsch. "A utilização de mídias digitais poderia começar a partir do primeiro ano do ensino fundamental. Desde muito cedo as crianças têm contato com computadores em casa", ressalta a pesquisadora.
                    As experiências começaram por meio da implementação de blogs em projetos desenvolvidos com turmas de ensino fundamental de um colégio particular de São Paulo. "Há vários tipos de trabalho que o professor pode desenvolver com blogs. Podemos criar um blog de disciplina, em que o professor e alguns alunos teriam acesso à edição. Há também o blog do professor, no qual só ele entra para publicar textos interessantes relacionados ao assunto da aula, além de manter contato com o aluno fora da sala, e ainda o blog de aluno, em que os estudantes publicam os trabalhos que realizam e o professor entra com comentários", explica Lina.
                    Entre os principais benefícios dos meios digitais nas escolas estão o aumento do diálogo entre professores e alunos e a ampliação do espaço da sala de aula, já que o contato passa a ser também fora do horário escolar. Além disso, os recursos disponíveis nos computadores e na internet fazem com que os estudantes tenham mais prazer em assistir às aulas e interajam de modo mais efetivo.
                    "Quando saímos da sala de aula, que muitas vezes conta apenas com o giz e a lousa, e vamos para o computador já temos inicialmente o recurso da imagem e do movimento. É possível usar vídeo, áudio, fotografia e outros recursos para mostrar mais detalhes e curiosidades sobre o assunto estudado. Isso faz com que os alunos prestem mais atenção nas aulas e saiam do espaço imaginário, intangível, representado por um mapa de um livro, e adentrem o espaço real, visível no Google Earth, por exemplo", explica a pesquisadora.

Barreira da linguagem
                   
Apesar de os alunos terem crescido em frente aos computadores, Lina afirma que muitos têm dificuldades com a linguagem do mundo digital. "A experiência que tivemos com a leitura de adaptações literárias para a internet, por exemplo, foi um pouco complicada, pois os alunos - apesar de passarem horas a fio todos os dias na rede - não conhecem a linguagem do meio em que navegam e alguns acabaram não compreendendo sequer o enredo da obra", diz.
                    Um ponto positivo do uso de meios digitais nas salas de aulas é mostrar aos estudantes as diferenças existentes em cada uma das linguagens que utilizamos. Segundo a pesquisadora, "a linguagem de um livro impresso é diferente daquela usada em um vídeo, por exemplo. Do mesmo modo, não podemos confundir o que é feito para o meio digital com o que se destina à publicação em papel. Muitas pessoas afirmam categoricamente que a linguagem de internet, com suas abreviações e símbolos, atrapalha a escrita, mas é preciso perceber que ela é apenas uma outra linguagem, destinada, portanto, a outras situações de uso que não as que acontecem na sala de aula. O aluno deve entender isso e utilizá-la apenas naquele meio."

19/02/2010
Reuniões de pais na escola podem ser requisito para Bolsa Família
Fonte: Agência Câmara

                    Tramita na Câmara o Projeto de Lei 6747/10, já aprovado pelo Senado, que condiciona o pagamento dos benefícios do programa Bolsa FamíliaPrograma de transferência de renda destinado às famílias em situação de pobreza, com renda mensal até de R$ 120 per capita, que condiciona a transferência do benefício financeiro a contrapartidas sociais que devem ser cumpridas pelas famílias. O programa oferece três tipos de benefício: o básico, no valor de R$ 58 mensais, concedido às famílias em situação de extrema pobreza, com renda per capita de até R$ 60, independentemente da composição e do número de integrantes do grupo familiar; e dois variáveis, um deles no valor mínimo de R$ 18,00, concedido às famílias pobres e extremamente pobres, com renda per capita de até R$ 120, que tenham, sob sua responsabilidade, crianças e adolescentes na faixa de 0 a 16 anos incompletos, até o teto de três benefícios por família, ou seja, R$ 54; e o outro no valor mínimo de R$ 30, concedido às famílias pobres e extremamente pobres, com renda per capita de até R$ 120, que tenham, sob sua responsabilidade, adolescentes com idade entre 16 e 17 anos, até o limite de dois benefícios por família, ou seja, R$ 60. As famílias em situação de extrema pobreza poderão acumular o benefício básico e os variáveis, chegando ao máximo de R$ 172,00 mensais (R$ 58,00 do benefício básico mais R$ 114,00 dos benefícios variáveis). As famílias em situação de pobreza, com renda entre R$ 61 e R$ 120, podem receber até R$ 114. As contrapartidas são: acompanhamento da saúde e do estado nutricional; as crianças em idade escolar devem estar matriculadas e freqüentar o ensino fundamental; e participação em ações de educação alimentar. à frequência dos pais a reuniões com professores. Essas reuniões deverão ocorrer fora do horário de trabalho dos pais.
                    De acordo com o autor, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), o dever de educar precisa ser compartilhado entre o Estado e a família. Ele argumenta que a ausência dos pais na escola prejudica o aprendizado e deixa a escola com uma sobrecarga indevida.
                    O projeto altera a Lei 10.836/04, que criou o Bolsa Família. A lei estabelece que a concessão de benefícios do programa depende do cumprimento de exigências relativas ao exame pré-natal, ao acompanhamento nutricional, ao acompanhamento de saúde e à frequência escolar de 85%.

Tramitação
                    A proposta tramita em caráter conclusivo, em regime de prioridade, e será analisada pelas comissões de Educação e Cultura; de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
ntegra da proposta:
PL-6747/2010