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09/03/2010
USP
abre espaço para alunos na maior feira de ciências do Brasil
Fonte: USP
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Novos projetos tecnológicos nas áreas de engenharia, ciências exatas e da
terra, humanas, sociais, biológicas, saúde e agrária. Idéias levadas por
estudantes brasileiros que buscam soluções para problemas concretos da
sociedade. Tudo isso está na 8ª edição da Feira Brasileira de Ciências e
Engenharia (Febrace), que acontece nesta semana, de 9 a 11 de março, no câmpus
da USP, em São Paulo.
Promovida anualmente pela Escola Politécnica da USP, por meio do Laboratório
de Sistemas Integráveis (LSI), a Febrace é a maior feira brasileira de ciências
e engenharia. Realizada desde 2003, reúne estudantes e professores de escolas públicas
e privadas de ensino fundamental, médio e técnico de todas as regiões do País.
Neste ano serão apresentados 280 projetos finalistas, desenvolvidos por
estudantes oriundos, em sua maioria, de escolas públicas, seguidas das
particulares, técnicas, fundações e centros educacionais. Os projetos foram
selecionados entre 1,2 mil trabalhos.
Os projetos apresentados na Febrace serão avaliados por uma comissão formada
por professores de diversas instituições e áreas das ciências e engenharia.
Os melhores selecionados pelos avaliadores em sete categorias serão premiados
em cerimônias realizadas nos dias 12, na tenda do evento, e 13 de março, no
Salão Nobre da Faculdade de Direito da USP, na região central da cidade. Na
ocasião, os autores ganharão medalhas, certificados e estágios, entre outros
prêmios.
Os estudantes que mais se destacarem na Febrace também se qualificarão para
participar da Feira Internacional de Ciências e Engenharia da Intel (Intel
isef), a maior competição internacional de estudantes pré-universitários,
realizada anualmente nos Estados Unidos. O evento reúne mais de 1,5 mil jovens
cientistas de mais de 56 países. No ano passado, 15 estudantes da Febrace
representaram o Brasil na Intel isef 2009, apresentando nove objetos. Lá,
conquistaram quatro grandes prêmios (segundo lugar em Microbiologia, terceiro
em Engenharia, um prêmio especial em Psicologia da Educação e outro em
Microbiologia).
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04/03/2010
Experiências
inovadoras de inclusão podem ser premiadas
Fonte: MEC
Escolas públicas de educação básica têm prazo até o dia 12
para fazer a inscrição no prêmio Experiências Educacionais Inclusivas: a
Escola Aprendendo com as Diferenças. O prêmio, no valor individual de R$ 8
mil, será entregue aos cinco melhores trabalhos, um por região.
Até esta quarta-feira, 3, segundo a Secretaria de Educação Especial (Seesp)
do Ministério da Educação, 60 escolas inscreveram experiências. Podem
concorrer trabalhos desenvolvidos em 2008 e 2009 e que estejam em curso este
ano. De acordo com o regulamento, cada escola pode inscrever uma experiência de
inclusão escolar de estudantes com deficiência, transtornos globais do
desenvolvimento ou altas habilidades e superdotação desenvolvida em classe
comum do ensino regular público.
Pelas regras do prêmio, a escola deve encaminhar um relato de até oito páginas,
no qual devem constar apresentação, equipe que trabalha no projeto, população
beneficiada, objetivo, descrição da experiência, resultados já obtidos e
avaliação. Uma comissão julgadora selecionará 25 finalistas — cinco por
região.
Assim que forem comunicados, os finalistas terão prazo de sete dias para
encaminhar fotos, vídeos ou outros materiais que ilustrem o projeto. A comissão
visitará as escolas para conhecer as experiências e selecionar os cinco
vencedores, que serão anunciados em maio.
Com o prêmio, o Ministério da Educação e a Organização dos Estados
Ibero-Americanos para Educação, Ciência e Cultura (OEI) pretendem valorizar e
difundir as experiências escolares inovadoras e efetivas de inclusão
desenvolvidas nas escolas públicas do país.
O regulamento está disponível na página
eletrônica do prêmio.
03/03/2010
Proposta
estende até os 24 anos direito a pensão temporária
Fonte: Agência
Câmara
A Câmara analisa o projeto 6812/10, do Senado, que estende até os 24 anos o
direito de filhos e dependentes que estudam no nível superior ou o técnico de
nível médio receberem pensão por morte de segurado do Regime Geral de Previdência
Social (RGPS).
Pela legislação atual (Lei 8.213/91), o benefício acaba aos 21 anos para os
filhos e pessoas equiparadas a filho ou irmão, estejam estudando ou não. Esse
limite permanece inalterado na proposta.
Dependentes
O projeto também autoriza o Executivo a alterar o regime jurídico dos
servidores públicos (Lei 8112/90) para garantir o mesmo benefício aos funcionários
públicos.
De acordo com autor do projeto, o ex-senador Expedito Júnior, o objetivo é dar
a filhos, enteados, irmãos órfãos, menores sob tutela e dependentes de
servidores públicos ou de trabalhadores vinculados ao RGPS a oportunidade de
concluir a formação profissional.
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivoRito
de tramitação pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário,
apenas pelas comissões designadas para analisá-lo. O projeto perderá esse caráter
em duas situações: - se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição
por uma, aprovação por outra); - se, depois de aprovado pelas comissões,
houver recurso contra esse rito assinado por 51 deputados (10% do total). Nos
dois casos, o projeto precisará ser votado pelo Plenário.,
será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e
Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra da proposta:
PL-6812/2010
02/03/2010
Museu
da Língua Portuguesa promove exposição Menas: o certo do errado, o errado do
certo
Fonte: Secretaria
da Cultura do Estado de São Paulo
O Museu da Língua Portuguesa inaugura no dia 15 de março, às 19h30, a exposição
Menas: o certo do errado, o errado do certo. Esta será a sexta exposição a
ocupar o espaço das exposições temporárias, reforçando o papel do Museu
como importante espaço educador e difusor da língua portuguesa. A abertura ao
público será na terça-feira, 16, e a mostra vai até junho deste ano.
Menas. O próprio título da exposição é uma provocação. Mesmo sabendo que
"menos" é um advérbio, portanto, invariável, quantas vezes já não
ouvimos a "concordância" com o gênero feminino por pessoas das mais
diferentes classes e idades. Para os curadores da exposição, os professores
Ataliba de Castilho e Eduardo Calbucci, Menas está na fronteira entre tudo o
que não vale e o vale-tudo. E essa provocação é a proposta da exposição
que ocupa cerca de 450 metros quadrados do Museu da Língua Portuguesa com sete
instalações para enumerar nossos "erros" linguísticos mais comuns,
entender por que erramos e discutir a amplitude e a criatividade da língua.
O título e a ideia da exposição partiram do próprio secretário de Cultura,
João Sayad. Segundo ele "a exposição pretende discutir criticamente o hábito,
que não é apenas do brasileiro, de catalogar discursos e enunciadores em certo
e errado, educados e despreparados. A língua é bem público e vivo,
enriquecido e modificado por todos os falantes. É natural que os donos da língua,
ou os 'cultos e educados' protestem e reajam quando ela é apropriada por
intrusos que falam diferente. Mas a alteração e o 'erro' são parte do jogo de
todas as línguas vivas."
O diretor do Museu da Língua Portuguesa, Antonio Carlos de Moraes Sartini, tem
certeza de que a Menas aproximará ainda mais o Museu de seu grande público, já
que a exposição tratará de questões presentes no nosso dia a dia. "A
exposição, além de muito interativa e divertida, mostrará aos visitantes os
principais fatores que nos levam a fugir da norma culta do idioma e, também,
reforçará a ideia da existência e pertinência dos vários padrões de
linguagem que devem, ou deveriam, ser dominados por todos, criando verdadeiros
usuários poliglotas de uma só língua, no caso a portuguesa", conclui.
Os curadores
A exposição conta com dois curadores que sabem muito bem do que estão
falando: Ataliba de Castilho e Eduardo Calbucci. A combinação entre o
conhecimento e a capacidade de comunicação foi a dose certa para um conteúdo
que diverte sem perder a consistência. O professor Ataliba é uma das
principais autoridades do Brasil quando o assunto é língua portuguesa.
Atualmente aposentado, foi professor titular de Filologia e Língua Portuguesa
da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São
Paulo até 2007. Na sua bagagem acadêmica, constam 24 livros publicados e 60
publicações em revistas especializadas.
Já Eduardo Calbucci é Bacharel em Comunicação Social, com habilitação em
Jornalismo pela Escola de Comunicação e Artes (ECA-USP), mestre e doutor em
Linguística pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanos (FLCH-USP).
É coautor do material de português (Gramática, Texto, Redação e Literatura)
e sociologia do Sistema Anglo de Ensino, professor do Anglo Vestibulares em São
Paulo desde 1994 e membro do corpo editorial da Editora Anglo. Tem também vasta
experiência como professor de português no Ensino Médio. Publicou, em 1999,
pela Ateliê Editorial, Saramago: um roteiro para os romances, obra que está em
segunda edição. Seu novo livro, A Enunciação em Machado de Assis, a ser
publicado pela Nankin e pela Edusp, está em fase final de edição.
Para o professor Ataliba, a exposição é uma oportunidade de promover o
encontro das pessoas cheias de certeza, que consideram sua a missão de ensinar
o brasileiro a falar certo, com aquelas que acham uma perda de tempo
preocupar-se com a correção linguística: "A Exposição Menas tomou
outra direção: expor os visitantes a um conjunto de situações linguísticas,
convidando-os a refletir sobre os dados, tirando suas próprias conclusões".
As instalações
Portas Abertas
A visita à exposição Menas começa na gare da Estação da Luz,
antes de o visitante passar pela bilheteria do Museu. Em 30 banners estarão
grafadas diversas frases com erros ortográficos registrados no português
popularmente falado no Brasil. Portas Abertas é o título desta instalação
que, segundo os curadores, tem o objetivo de deixar o visitante "com a
pulga atrás da orelha". Este será o passaporte para o que se ocorrerá lá
dentro, no restante da exposição.
Óculos
A segunda instalação é um jogo de espelhos que, à primeira vista,
sugere ao visitante uma grande bagunça. O objetivo é livrá-lo de seus juízos
prévios sobre os erros da linguagem, preparando-o para tirar proveito das
outras seções da exposição. Jogos óticos, mecanismos de movimento e outros
truques capturam o olhar, provocam uma espécie de vertigem, quebrando antigas
certezas e abrindo a mente para o que virá.
Os 100 erros nossos de cada dia
Em um grande painel de 3m × 12m, foram grafados os "100 erros
nossos de cada dia" - uma divertida seleção de erros lexicais, semânticos,
gramaticais e discursivos mais frequentes, aqueles que todos nós, de vez em
quando, cometemos. O visitante verá que, por vezes, é tênue a linha que
separa o certo do errado. Os comentários que se seguem a cada erro mostram a
motivação estrutural do erro; o fato de que o que se considera errado hoje já
foi considerado certo; a motivação fonética do erro; a ênfase exagerada etc.
Ou seja, por trás de cada erro há determinada utilização da língua,
criativa aqui, analógica acolá, mas sempre inovadora.
Jogo do certo e do errado
Esta instalação utilizará nove telas de computador touch screen
ligadas em rede. O "jogo" proposto é um quiz com 15 perguntas em cada
tela. O visitante vai encontrar uma atividade que desafiará suas certezas.
Entre elas, a que no dia a dia ele encontrará muitas situações em que algo
parece estar certo (mas não está) e descobrir outras palavras ou expressões
que ele tem certeza de que estão erradas (e, na verdade, não estão). A cada
questão correspondem quatro alternativas. O visitante escolhe a que lhe pareça
mais adequada. Imediatamente, o sistema calcula o percentual de visitantes que
fizeram a mesma escolha. Na sequência, um comentário explica o fundamento das
alternativas. A quantificação percentual de todas as perguntas será computada
durante todo o período da exposição.
Biblioteca de Babel
Esta instalação encerra uma desordem intencional, cujo objetivo é
retratar a língua como de fato ela é. Escritores e compositores se manifestam
sobre a língua e sobre a vida, apresentando posições inesperadas e criativas
que desarranjam a visão tradicional sobre a língua portuguesa. Daí o título:
"Biblioteca" - que supõe a organização, as ideias no lugar, o já
sabido - "de Babel" - o avesso disso tudo, a desordem criativa, as
ideias provocativas, o não sabido. Biblioteca de Babel é uma metáfora
poderosa, que capta a língua portuguesa no que ela tem de estruturado,
ordenado, previsível, convivendo com o desarticulado, o caótico, o imprevisível.
As antíteses descrevem perfeitamente o que é uma língua natural,
representando inesperadamente sua síntese. O português brasileiro exemplifica
muito bem esta dupla face das línguas naturais.
Norma, a Camaleoa
É preciso saber gramática para falar e escrever bem? É preciso
seguir as regras e o vocabulário certo? A língua é um organismo vivo? Língua
é poder? Não tem certo e errado, tem o adequado para cada momento? O
importante é saber se comunicar? Dentro da própria língua, há tensões e
conflitos de visão de quatro sistemas: a norma gramatical, a norma lexical, a
norma semântica e a norma discursiva.
No vídeo Norma, a camaleoa, a atriz Alessandra Colassanti, filha dos escritores
Affonso Romano de Sant'Anna e Marina Colasanti, encarna as quatro normas da língua
portuguesa ao mesmo tempo, apresentando-as e discutindo-as. O encontro fictício
das "Normas" se dá no banheiro do museu, que o visitante observa atrás
dos espelhos. Entre um retoque de maquiagem e uma ajeitada no cabelo, elas
discutem que, ao operar com as regras em nosso cotidiano, podemos selecionar
formas aceitas ou formas rejeitadas pela sociedade. Cada sistema abriga tanto o
certo quanto o errado.
Mas as normas são quatro ou são uma só? Elas são tudo isso ao mesmo tempo.
Elas são quatro em uma, quando uma mesma expressão apresenta problemas
oriundos dos quatro sistemas. Elas são uma em quatro, quando o erro vem de um
sistema só. De qualquer forma, não há dúvida que Norma é uma camaleoa.
Janelas abertas
Depois deste mergulho no português brasileiro, está na hora de o
visitante retornar aos amplos espaços sociais onde é praticada nossa língua.
Um corredor estreito e final da exposição traz à tona índices de uma rua de
comércio popular e do linguajar praticado nessas ruas, convidando o público a
voltar para a vida fora do Museu e perceber a língua de maneira mais generosa,
apreciando sua criatividade e mutabilidade.
Serviço
Menos: o certo do errado, o errado do certo
Abertura para o público: 16 de março
Museu da Língua Portuguesa
Praça da Luz, s/nº, Centro
Telefone: (11) 3326-0775
Museu
da Lingua Portuguesa
Ingresso: R$ 6,00 (pagamento somente em dinheiro)
Estudantes com carteira de estudante do ano e documento de identidade pagam
meia-entrada. Crianças com até 10 anos e idosos a partir de 60 anos não pagam
ingresso, bem como professores da rede pública
01/03/2010
Osesp
fará concertos gratuitos durante a temporada de 2010
Fonte: OSESP
Uma boa notícia para os amantes da música de qualidade: este ano alguns concertos
matinais da Osesp serão gratuitos. A primeira apresentação acontecerá
neste domingo, 7, e reunirá o regente Yan Pascal Tortelier e os
solistas Lars Vogt (piano) e Susan Bullock (soprano). Os ingressos, grátis,
podem ser retirados a partir desta segunda-feira, 1º, na bilheteria da Sala São
Paulo.
Promovida pela Fundação Osesp com o apoio da Secretaria da Cultura, a série
Concertos Matinais na Sala São Paulo propicia ao grande público a chance de
conferir diferentes repertórios clássicos em um local acusticamente adequado
para apresentações sinfônicas e camerísticas. Desde que a série foi lançada,
em março 2008, as apresentações trouxeram à Sala São Paulo, no total, um público
de mais de 18 mil pessoas. Leia mais aqui.
Serviço
Concerto Matinal
Domingo, 7, às 11h
Ingressos gratuitos retirados a partir desta segunda, 1º, na bilheteria da Sala
São Paulo
Recomendação etária: livre
Estacionamento: 610 vagas - R$ 5
Sala São Paulo (1484 lugares)
Pça. Júlio Prestes, 16
Telefone: (11) 3223-3966
Temporada traz grandes nomes internacionais
O cenário da música clássica está em festa neste ano pelo 150º
aniversário de nascimento de Gustav Mahler, bicentenário de Robert Schumann e
Chopin. É nesse ambiente que a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo
(Osesp) dará início à sua temporada em 2010, a partir do dia 4 de março, com
um time de estrelas internacionais de regentes e músicos, alguns em ascensão
no cenário da música erudita para apresentar as obras desses compositores.
O palco da Sala São Paulo receberá, neste ano, dois influentes regentes da
atualidade, o maestro John Nelson (diretor musical honorário do Ensemble
Musicale de Paris) e a maestrina Marin Alsop (diretora da Sinfônica de
Baltimore). Entre os solistas convidados para o ciclo, estão a meio-soprano
Petra Lang e Nathalie Stutzmann, contralto. O compositor visitante será o
argentino radicado nos Estados Unidos, Osvaldo Golijov. John Nelson e Marin
Alsop serão os responsáveis pelas apresentações do ciclo de canções Rückert
Lieder e da Sinfonia nº 7, respectivamente. E além deles, jovens revelações
passaram pelo local. Saiba mais aqui.
01/03/2010
Memorial
da América Latina promove terceira edição do Festival Ibero-americano de
Teatro
Fonte: Memorial
da América Latina
Começa no dia 8 e vai até 14 de março, a terceira edição do Festival
Ibero-americano de Teatro de São Paulo, organizado pela Fundação Memorial da
América Latina. Todos os 15 espetáculos principais têm entrada franca.
Participam do Festibero montagens teatrais de Cuba, Portugal, Espanha, Brasil,
Argentina, Peru, Uruguai, Colômbia e México.
A mostra paralela - também gratuita - resgata os tempos áureos do
circo-teatro. Ela acontecerá em uma lona montada ao lado do anfiteatro
principal, onde o Circo de Teatro Tubinho diariamente apresentará uma peça
diferente. Estão programadas mesas de debates e uma esperada oficina de
dramaturgia, coordenada pelo mestre Chico de Assis.
O Festibero foi criado em 2008 por iniciativa do presidente do Memorial,
Fernando Leça, para identificar, estimular e colocar em contato iniciativas
teatrais contemporâneas da nação latina. Idealizado, organizado e
coordenado pelo diretor de atividades culturais do Memorial, Fernando Calvozo,
este ano, a Comissão Curatorial do III Festibero foi encorpada com alguns nomes
importantes do teatro brasileiro como a diretora teatral Elvira Gentil e os
atores Paulo Betti e Lima Duarte. O festival conta também com a assessoria da
uruguaia Glória Levy, que desde Montevidéu ajuda a escolher os grupos teatrais
da região do Mercosul, do português José Leitão e do produtor paulista
Walter Malta.
A coordenação das mesas de debates é da presidente da Apetesp, dramaturga e
diretora teatral, Analy Alvarez. Entre os debatedores nacionais estão
confirmados Ligia Cortez, Rodolfo Garcia Vasquese e Ênio Gonçalves. Eles irão
debater com convidados internacionais, entre os atores, diretores e produtores
que apresentarão suas peças no Festibero.
O Festibero é uma rara oportunidade para se ver espetáculos que dificilmente
viriam ao Brasil e, deste modo, entrar em contato com grupos teatrais
importantes, como por exemplo a Cia. Argos, formada em 1996, na cidade de
Havana, em Cuba, que apresentará o espetáculo Final de Partida.
Outro grupo confirmado é o mexicano Entre Piernas, com a peça Tom Pain, una
obra basada en nada, de Will Eno. O texto do dramaturgo americano foi montado
pela primeira vez pelo Entre Piernas na cidade do México em 2008. Durante toda
a peça, vemos um homem descalço sobre um bloco de gelo de verdade. A direção
é do mexicano Alberto Villarreal.
Uma atração à parte do festival será o Circo
de Teatro Tubinho, que vem pela primeira vez para uma temporada na
Capital, depois de percorrer as cidades do interior de São Paulo e Paraná.
Trata-se de uma grande companhia de 35 circenses que cultivam a linguagem do
circo-teatro como antigamente. Comandada pelo palhaço Tubinho, a trupe
interpreta um repertório de 90 textos cômicos e mantém viva a tradição do
circo-teatro, que foi muito popular nas primeiras décadas do século XX, até
ser suplantado pelo cinema e depois pela televisão.
Tubinho montará na Praça das Sombras do Memorial sua lona de 20 m x 26 m,
suficiente para abrigar 800 cadeiras, e apresentará as clássicas peças de
teatro popular "O Ébrio", "Marcelino Pão e Vinho", "A
Canção de Bernadete", e a comédia "O Baita Macho".
Clique aqui
para conhecer a programação completa.
27/02/2010
Olimpíada
da Língua Portuguesa recebe inscrições a partir de 2 de março
Fonte: MEC
Nove milhões de estudantes da educação básica pública devem participar da
Olimpíada de Língua Portuguesa de 2010. O concurso será lançado na terça-feira,
2 de março, na Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro. Adesões de
secretarias de educação e inscrições de professores poderão ser feitas até
14 de maio.
A expectativa do Ministério da Educação é alcançar 80 mil escolas e receber
inscrições de 300 mil professores — para que os docentes se inscrevam, as
secretarias estaduais e municipais precisam aderir ao concurso. “A adesão da
rede de ensino é pré-requisito para a inscrição do professor”, diz o
coordenador-geral de tecnologia da educação da Secretaria de Educação Básica
(SEB), Raymundo Filho. “Esperamos que todas as secretarias façam a adesão e
abram espaço para que os professores se dediquem à olimpíada, paralelamente a
suas atividades.”
Uma das novidades da segunda edição da olimpíada é a participação de
estudantes matriculados no nono ano (ou oitava série) do ensino fundamental e
no primeiro ano do ensino médio de escolas públicas. Eles concorrerão com
textos do gênero crônica. As demais categorias permanecem como em 2008 —
quinto e sexto anos (quarta e quinta séries) participarão com textos do gênero
poema; sétimo e oitavo anos (sexta e sétima séries), gênero memórias literárias.
No ensino médio, os alunos do segundo e do terceiro anos devem concorrer com
artigos de opinião. O tema para todas as categorias é O lugar onde vivo.
Alunos e professores participarão de etapas escolares, municipais, estaduais e
regionais e da nacional. Serão selecionados 500 textos semifinalistas na etapa
estadual, 152 na regional e 20 na nacional.
Aluno e professor serão premiados. Os 500 escolhidos na fase estadual receberão
medalhas e livros; os 152 finalistas, medalhas e aparelhos de som. Os 20
vencedores da etapa nacional ganharão medalhas, microcomputadores e
impressoras.
Esta é a segunda edição da olimpíada,
que ocorre a cada dois anos. A primeira, realizada em 2008, alcançou seis milhões
de alunos. O concurso teve origem no programa Escrevendo o Futuro, desenvolvido
pela Fundação Itaú Social entre 2002 e 2006. Atualmente, é realizado em
parceria do Ministério da Educação com a Fundação
Itaú Social e o Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação
Comunitária (Cenpec).
Adesões de secretarias de educação e inscrições de professores poderão ser
feitas on-line, a partir de terça-feira, 2 de março, na página eletrônica do
Cenpec.
27/02/2010
CNBB
critica concessão de licença ambiental para Usina de Belo Monte
Fonte: Agência
Brasil
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou hoje (25) uma
nota em apoio aos bispos do Pará e Amapá que se manifestaram contra a
construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu. Segundo o
texto, a entidade tem “grande preocupação” com a população da região,
já que a licença prévia para construção da usina já foi concedida pelo
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).
Os bispos pedem às “autoridades brasileiras” que a construção da usina
não comece sem que sejam proporcionadas “reais oportunidades para que as
populações implicadas possam debatê-lo e tenham suas considerações
respeitadas”.
A conferência ressalta que a área a ser inundada vai desalojar indígenas e
milhares de famílias de áreas ribeirinhas. “O processo não levou em conta
os povos indígenas, os ribeirinhos e os que residem em bairros de Altamira,
que serão certamente os primeiros prejudicados. Não levou em conta,
igualmente, as considerações técnicas feitas por cientistas, a argumentação
do Ministério Público Federal e as ponderações de movimentos sociais”.
25/02/2010
Centro
Paula Souza expande oferta de ensino pelo Estado de SP
Fonte: Centro
Paula Souza
O Centro Paula Souza traçou importantes metas para a expansão do ensino técnico
e tecnológico de qualidade em todo o Estado. O objetivo é dobrar o número de
Fatecs e chegar a 177 mil alunos nas Etecs. Serão 52 unidades das Fatecs e 100
mil novas matrículas nas Etecs.
Para garantir esse crescimento, deverão ser criadas 33,5 mil novas vagas até o
fim de 2010 nas Etecs. Até o primeiro semestre de 2010, serão criadas mais de
38 mil novas vagas. Isto significa o cumprimento integral da meta até o final
da expansão, que será ultrapassado em aproximadamente 14%. Quanto às Fatecs,
hoje já são 49, o que representa, 94,2% da meta atingida.
Só na Capital, existem hoje 36 Etecs. Desse total, 22 unidades integram o Plano
de Expansão. A mais recente delas, Etec
Jaraguá foi entregue nesta terça-feira, 23. A Escola recebeu mais de R$ 9
milhões em investimentos em mobiliário, equipamentos e na construção do prédio.
A unidade, que conta hoje com 390 alunos, oferece Ensino Médio e quatro cursos
técnicos. Segundo o governador, na capital paulista, o número de escolas técnicas
já foi triplicado. "Hoje, são praticamente 16 mil vagas e, até meados do
ano, vamos fazer mais 1,5 mil vagas", disse Serra.
Para atender à demanda de cursos técnicos no município, o Estado também
promoveu convênio entre o Centro Paula Souza, a Secretaria da Educação e a
Prefeitura de São Paulo. Graças a essa parceria, no primeiro semestre de 2010
houve uma oferta de 1.840 vagas em escolas da rede estadual e de 660 vagas nos
Centros Educacionais Unificados (CEUs) só na Capital. Outra parte deste plano
de expansão é a parceria firmada com a Prefeitura de São Paulo para a
implantação de cursos técnicos em Centros Educacionais Unificados (CEUs).
Expansão de profissionais
Para apoiar a expansão das unidades, foi criado o Plano de Carreiras dos
Docentes e Técnicos Administrativos, que adapta o quadro de pessoal à expansão
prevista até 2010 das Etecs e Fatecs da rede.
O número de docentes e auxiliares de magistério será triplicado, além de
dobrar a quantidade de técnico-administrativos. Serão 18.950 cargos públicos
para professores e auxiliares e 5.462 para vagas para o administrativo da rede.
Do Ensino Médio ao Mestrado
Se o desafio inicial da instituição era o de formar e inserir profissionais no
mercado de trabalho, agora, o desafio é também de especializar. Além de
oferecer os cursos técnicos e formação tecnológica, o Centro Paula Souza
especializa profissionais com o Programa de Mestrado em Tecnologia: Gestão,
Desenvolvimento e Formação.
As três linhas de pesquisa do programa são: "Gestão e Desenvolvimento de
Tecnologias Ambientais", "Gestão e Desenvolvimento da Formação
Tecnológica" e "Gestão e Desenvolvimento de Tecnologias da Informação
Aplicadas".
O curso oferece ao todo 17 disciplinas, das quais cinco devem ser cursadas, o
que permite ao aluno concluir os créditos em no máximo três semestres,
podendo fazê-lo em um ano. Duas disciplinas são obrigatórias: uma disciplina
é comum às diferentes linhas de pesquisa e a outra é especifica para cada uma
das linhas selecionadas. As três outras (optativas) são escolhidas pelo aluno,
em comum acordo com o seu orientador para obter o melhor o embasamento ao
respectivo projeto de pesquisa.
Para participar o candidato precisa ter diploma de curso de graduação
(devidamente registrado por órgão competente), proficiência em língua
inglesa (certificados Toelf, Michigan, Cambridge, União Cultural Brasil Estados
Unidos ou Senac) e disponibilidade para se dedicar por 20 horas semanais ao
curso.
Os vinte aprovados
para o curso deste ano devem fazer a matrícula a partir desta terça-feira, 23,
até quinta-feira, 25, das 10 às 19 horas, na secretaria do Programa de Pós-graduação:
Rua dos Bandeirantes, 169. Mais informações pelos telefones (11)
3327-3109/3104.
Número do
Centro Paula Souza
Etecs - 179
Municípios com Etecs - 134
Cursos das Etecs - 83 cursos técnicos
Municípios com Etecs e/ou Fatecs -141
Municípios que contam com as duas - 40
Fatecs - 49 (incluindo as unidades do Ipiranga e Osasco que serão implantadas
no 1º sem. de 2010)
Municípios com Fatecs - 46 (incluindo osasco)
Cursos das Fatecs - 47
Municípios com Etecs e/ou Fatecs - 141
Municípios que contam com as duas - 40 (incluindo osasco)
Etecs que oferecem o ensino médio - 162, mais 2 classes descentralizadas,
totalizando 164 unidades
21/02/2010
Pesquisa
da USP mostra uso da linguagem coloquial e oral em redações escolares
Fonte:
USP
A maioria de alunos dos ensinos fundamental e médio utiliza, em seus textos
escritos, marcas de linguagem oral e coloquial, como gírias e expressões do
cotidiano. Na avaliação da professora de português e pesquisadora Karin
Elisabeth Földes de Araujo, é preciso uma mudança no modo de ver o
"certo" e o "errado" na língua, e tentar corrigir o
"erro do aluno". "É importante que os alunos saibam que a língua
é social e, por isso, existe o coloquial e o culto. É preciso saber os dois
modos para aplicá-los nas diferentes situações na vida", explica. Karin
analisou o tema em sua dissertação de mestrado apresentada em setembro de 2009
na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de
São Paulo (USP).
A professora afirma que a língua oral é, basicamente, diferente da escrita por
ser mais dinâmica. "Quando se escreve, há tempo de pensar, voltar, apagar
o que foi escrito. Na língua oral isso não existe, ela é rápida. Uma vez
falado, não há como apagar ou repensar o que foi dito", explica. "Além
disso, na escrita é necessário o uso do padrão ortográfico da língua."
Karin pesquisou em sua dissertação, as marcas de oralidade em redações de
alunos, de 13 a 15 anos, de uma escola pública em Campinas. O interesse pelo
assunto surgiu a partir de correções das próprias redações desses alunos -
ela é professora de Língua Portuguesa desse grupo.
O estudo verificou a forma como os alunos utilizam essa oralidade em seus textos
escolares, e o que eles sabem sobre a diferença entre oralidade e escrita e
entre as linguagens coloquial e culta.
Foram avaliadas redações dissertativas de alunos da sexta, sétima e oitava séries
do Ensino Fundamental e do primeiro ano do Ensino Médio. Foram pesquisadas dez
redações de cada série, totalizando 40 textos. O tipo de dissertação
analisada foi o texto opinativo, com o tema livre. "Para a sexta série foi
explicado o que era um texto opinativo, já que é só a partir da sétima e da
oitava série que esse tipo de texto começa a ser ensinado na escola",
esclarece Karin.
A pesquisa abordou aspectos gramaticais como ortografia, pontuação, coesão e
coerência, entre outros itens, conforme o que autores renomados dizem sobre o
assunto. Foram utilizados como parâmetros de análise as séries e os números
de erros gramaticais (fora da norma padrão) encontrados nas redações.
"Ao estudar as redações levei em conta a idade e a série do aluno. Eu
esperava mais erros numa sexta série do que numa primeira do ensino médio,
devido ao nível de escolarização".
Os resultados mostraram que a maioria dos alunos utiliza sua linguagem oral e
coloquial cotidiana em textos escolares de opinião. Quanto maior a idade e a série,
menor era o uso da oralidade e da língua na forma coloquial na estrutura do
texto. "Muitos alunos usam gírias ou expressões do cotidiano deles. Também
há palavras que são escritas da mesma forma que se fala, como, por exemplo,
'corrê' ao invés de 'correr'; ou como eles ouvem em casa, por exemplo, 'soar'
ao invés de 'suar'", ilustra a professora.
O ensino da língua no Brasil
Karin explica que esse resultado, talvez, signifique que o ensino de língua
portuguesa ainda esteja voltado mais para a gramática e menos para a oralidade
e para o cotidiano do aluno. Em contraponto, ela diz que o material didático
produzido hoje já está começando a trazer aspectos sociolinguísticos da língua
como as diferenças entre formal e coloquial, fala e escrita, dialetos, etc.
"Muito do ensino tradicional ainda está enraizado, pois, muitos
professores ainda ensinam a língua de uma forma solta, fazendo os alunos
decorarem os verbos, por exemplo, mas não mostrando como isso é aplicado ao
cotidiano deles", explica a professora. "Além disso, não lhes é
explicado que existem diferenças entre a norma padrão e a norma coloquial, e
que eles estão na escola para aprender a norma padrão".
Para Karin, o estudo mostra que não há um modo errado de falar, e sim
variedades no modo de falar, e que, para cada situação da vida, a pessoa vai
usar a variação adequada. "Ao falar com os amigos é natural que se use o
modo coloquial, mas ao passar por uma entrevista de emprego é necessário que
se use a linguagem formal. Por isso, é preciso que os estudantes aprendam a
norma padrão sem misturá-la com a coloquial, que eles conhecem desde que
aprenderam a falar", finaliza a professora.
21/02/2010
Uso
de meios digitais na educação pode melhorar aprendizagem
Fonte: USP
A inclusão de recursos digitais em salas de aula ajuda a aumentar a comunicação
entre estudantes e professores. Projetos desenvolvidos por meio de blogs e aulas
interativas incentivam a maior participação dos alunos nas atividades
escolares e proporcionam benefícios na aprendizagem. "Os alunos
praticamente já nascem sabendo usar computadores e nada mais natural e
importante do que os professores passarem a usar os recursos digitais para
melhorar o aproveitamento da disciplina", afirma a professora Lina Maria
Braga Mendes.
O pouco uso de meios digitais na educação foi um dos motivos que fizeram com
que Lina iniciasse sua pesquisa de mestrado na Faculdade de Educação (FE) da
USP, "Experiências de fronteira: os meios digitais em sala de aula",
sob orientação da professora Mary Julia Martins Dietzsch. "A utilização
de mídias digitais poderia começar a partir do primeiro ano do ensino
fundamental. Desde muito cedo as crianças têm contato com computadores em
casa", ressalta a pesquisadora.
As experiências começaram por meio da implementação de blogs em projetos
desenvolvidos com turmas de ensino fundamental de um colégio particular de São
Paulo. "Há vários tipos de trabalho que o professor pode desenvolver com
blogs. Podemos criar um blog de disciplina, em que o professor e alguns alunos
teriam acesso à edição. Há também o blog do professor, no qual só ele
entra para publicar textos interessantes relacionados ao assunto da aula, além
de manter contato com o aluno fora da sala, e ainda o blog de aluno, em que os
estudantes publicam os trabalhos que realizam e o professor entra com comentários",
explica Lina.
Entre os principais benefícios dos meios digitais nas escolas estão o aumento
do diálogo entre professores e alunos e a ampliação do espaço da sala de
aula, já que o contato passa a ser também fora do horário escolar. Além
disso, os recursos disponíveis nos computadores e na internet fazem com que os
estudantes tenham mais prazer em assistir às aulas e interajam de modo mais
efetivo.
"Quando saímos da sala de aula, que muitas vezes conta apenas com o giz e
a lousa, e vamos para o computador já temos inicialmente o recurso da imagem e
do movimento. É possível usar vídeo, áudio, fotografia e outros recursos
para mostrar mais detalhes e curiosidades sobre o assunto estudado. Isso faz com
que os alunos prestem mais atenção nas aulas e saiam do espaço imaginário,
intangível, representado por um mapa de um livro, e adentrem o espaço real,
visível no Google Earth, por exemplo", explica a pesquisadora.
Barreira da linguagem
Apesar de os alunos terem crescido em frente aos computadores, Lina
afirma que muitos têm dificuldades com a linguagem do mundo digital. "A
experiência que tivemos com a leitura de adaptações literárias para a
internet, por exemplo, foi um pouco complicada, pois os alunos - apesar de
passarem horas a fio todos os dias na rede - não conhecem a linguagem do meio
em que navegam e alguns acabaram não compreendendo sequer o enredo da
obra", diz.
Um ponto positivo do uso de meios digitais nas salas de aulas é mostrar aos
estudantes as diferenças existentes em cada uma das linguagens que utilizamos.
Segundo a pesquisadora, "a linguagem de um livro impresso é diferente
daquela usada em um vídeo, por exemplo. Do mesmo modo, não podemos confundir o
que é feito para o meio digital com o que se destina à publicação em papel.
Muitas pessoas afirmam categoricamente que a linguagem de internet, com suas
abreviações e símbolos, atrapalha a escrita, mas é preciso perceber que ela
é apenas uma outra linguagem, destinada, portanto, a outras situações de uso
que não as que acontecem na sala de aula. O aluno deve entender isso e utilizá-la
apenas naquele meio."
19/02/2010
Reuniões
de pais na escola podem ser requisito para Bolsa Família
Fonte: Agência
Câmara
Tramita na Câmara o Projeto de Lei 6747/10, já aprovado pelo Senado, que
condiciona o pagamento dos benefícios do programa Bolsa
FamíliaPrograma
de transferência de renda destinado às famílias em situação de pobreza, com
renda mensal até de R$ 120 per capita, que condiciona a transferência do benefício
financeiro a contrapartidas sociais que devem ser cumpridas pelas famílias. O
programa oferece três tipos de benefício: o básico, no valor de R$ 58
mensais, concedido às famílias em situação de extrema pobreza, com renda per
capita de até R$ 60, independentemente da composição e do número de
integrantes do grupo familiar; e dois variáveis, um deles no valor mínimo de
R$ 18,00, concedido às famílias pobres e extremamente pobres, com renda per
capita de até R$ 120, que tenham, sob sua responsabilidade, crianças e
adolescentes na faixa de 0 a 16 anos incompletos, até o teto de três benefícios
por família, ou seja, R$ 54; e o outro no valor mínimo de R$ 30, concedido às
famílias pobres e extremamente pobres, com renda per capita de até R$ 120, que
tenham, sob sua responsabilidade, adolescentes com idade entre 16 e 17 anos, até
o limite de dois benefícios por família, ou seja, R$ 60. As famílias em situação
de extrema pobreza poderão acumular o benefício básico e os variáveis,
chegando ao máximo de R$ 172,00 mensais (R$ 58,00 do benefício básico mais R$
114,00 dos benefícios variáveis). As famílias em situação de pobreza, com
renda entre R$ 61 e R$ 120, podem receber até R$ 114. As contrapartidas são:
acompanhamento da saúde e do estado nutricional; as crianças em idade escolar
devem estar matriculadas e freqüentar o ensino fundamental; e participação em
ações de educação alimentar. à
frequência dos pais a reuniões com professores. Essas reuniões deverão
ocorrer fora do horário de trabalho dos pais.
De acordo com o autor, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), o dever de educar
precisa ser compartilhado entre o Estado e a família. Ele argumenta que a ausência
dos pais na escola prejudica o aprendizado e deixa a escola com uma sobrecarga
indevida.
O projeto altera a Lei 10.836/04, que criou o Bolsa Família. A lei estabelece
que a concessão de benefícios do programa depende do cumprimento de exigências
relativas ao exame pré-natal, ao acompanhamento nutricional, ao acompanhamento
de saúde e à frequência escolar de 85%.
Tramitação
A proposta tramita em caráter conclusivo, em regime de prioridade, e será
analisada pelas comissões de Educação e Cultura; de Seguridade Social e Família;
de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
ntegra da proposta:
PL-6747/2010