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Artigos Especiais

Arquivo de Artigos Especiais de 2003
Arquivo de Artigos Especiais de 2004

Ensaio da TV Cultura resgata história da música popular brasileira em DVD

            Deixar de ouvir música por desinteresse é compreensível. Não poder ouvir por falta de acesso, é lamentável. Arquivo é algo importante de ser construído e preservado. Foi pensando dessa maneira que o músico João Marcelo Bôscoli, filho da saudosa cantora Elis Regina, vasculhando o acervo do Programa Ensaio, da TV Cultura, com o diretor e produtor da emissora, Fernando Faro, resolveu recuperar documentários musicais que estavam se deteriorando e transformá-los em DVD. Com o projeto em mente, Faro e Bôscoli (sócio da gravadora Trama) desenvolveram parceria com a empresa TeleImage e colocaram a iniciativa em prática.

            O Ensaio resgata parte da história da música popular brasileira documentada por depoimentos de compositores e intérpretes da produção nacional. “Esse material é fantástico e estava se perdendo. Fiquei contente quando o Sesc começou a fazer CDs. Depois veio o João com a proposta de formato em DVD. Para mim foi ótimo porque ficam áudio e vídeo preservados”, comenta Faro.

            Segundo Patrick Siaretta, presidente da TeleImage, houve interesse mútuo entre a sua empresa e a Trama, no desempenho do projeto.

            “Procuramos a TV Cultura com o mesmo objetivo. Não sabíamos um do outro. Como a parte de cada um é complementar, os técnicos da emissora cuidam de som e nós da imagem, por isso, unimos forças para fazer o trabalho”. E acrescenta: “Na verdade, estava analisando todos os produtos danificados da rede, os quais poderiam ter valor cultural. Na nossa área, tínhamos restaurado filmes dos diretores Cacá Diegues e Joaquim Pedro de Andrade, que estavam se deteriorando. Escolhemos primeiro pelo conteúdo, com maior valor mercadológico, e os que seriam mais fáceis para liberação de direitos autorais, como no caso da Elis. A proximidade com o filho da cantora, João Marcelo, facilitou o trabalho de autorização para o lançamento: foram quatro meses para o aval. O conteúdo é integral, com toda documentação histórica e imagem moderna. O papel da restauração é melhorar a qualidade de imagem ao máximo. Temos projetos também para outras áreas da TV Cultura”.

31 anos de saudades
   
         O primeiro DVD lançado, na capital e em Campinas, é de Elis Regina, gravado em 1973, interpretando músicas e revelando fatos e curiosidades de sua carreira. Este é o começo de uma série de programas selecionados para restauração, os quais serão transformados em vídeo.

            O Ensaio da TV Cultura tem, em média, 350 entrevistas apresentadas por Fernando Faro, há 33 anos. A primeira fase do projeto é selecionar 20 documentários musicais, de acordo a sondagem de mercado e transformá-los em vídeo.“A idéia é lançar cinco DVDs em quatro anos”, esclarece Siaretta.

            A ordem é definida pelo estado das fitas, desenvolvimento dos fatos, questão técnica e legal. Depois de Elis estão previstos os programas de Adoriran Barbosa, Paulinho da Viola, Pixinguinha, Vinícius e Toquinho, Tom Jobim, Baden Powell, Nara Leão, Martinho da Vila, Gal Costa, Caetano Veloso, Djavan, Hermeto Pascoal, entre outros. “Para Bôscoli, é preocupante a história da música brasileira, documentada durante os últimos 54 anos, não estar disponível. Artistas importantes estão na obscuridade, sem registro. Fico feliz, obviamente como filho, e fã de música, ver o trabalho da Elis publicado.

Trabalho de restauração
            A TV Cultura é detentora dos arquivos do Ensaio, dirigido e produzido por Fernando Faro. A TeleImage fica responsável pela restauração das imagens e a Trama pela restauração do som, fabricação, divulgação do DVD e sua distribuição. Em entrevista gravada em CD, João Marcelo Bôscoli fala sobre o processo de recuperação das fitas até chegar ao DVD. “A restauração da série Ensaio começa na TV Cultura, com a transcrição e a transferência de todo o conteúdo dos arquivos, os quais estão em fitas analógicas. As mesmas em vários pontos estão oxidadas e exigem cuidado redobrado. A TeleImage executa a digitalização e as imagens ficam limpas. Dependendo do lugar dá para recuperar. Se, por exemplo, for um fundo preto, pode completar com cor, mas se for o rosto de alguém é mais difícil”. E continua o músico: “A fita da Elis estava em boas condições, apenas o áudio teve de ser restaurado. A voz, o baixo, a bateria e o teclado estavam juntos. Se tirasse uma distorção do piano, o som seria alterado. Se mexesse muito no contrabaixo, perderíamos o som da bateria em algumas partes e a voz. O objetivo era que a interpretação ficasse límpida, transparente. Depois verificamos os instrumentos. Foram 11 meses de trabalho para conseguir um resultado uniforme. Tratamos esse lançamento tal qual um documento histórico”.

Ensaio começou na Tupi
            Ensaio teve sua origem na extinta TV Tupi, em 1969, sob a direção de Fernando Faro. Dois anos depois, ele começou a fazer um programa nos mesmos moldes, porém com uma versão mais moderna, na TV Cultura, com o nome de MPB Especial. Algum tempo depois, o programa recebeu o nome de Ensaio, mas até 1976 foi exibido em preto-e-branco. Faro acabou saindo da emissora e retornando em 1989, para dar continuidade ao programa, já então em cores.

            A primeira apresentação foi com o cantor Ney Matogrosso e Rafael Rabelo. Entre TV Tupi e TV Cultura, o programa soma 600 entrevistas. “Uma das mais marcantes foi a apresentação de Zilda, da dupla Zé e Zilda, na qual toquei a sensibilidade da cantora falando do amado Zé”, lembra Faro. E completa: “Cada pessoa que comparece ao programa procuro ver tudo em volta dela. Vou cercando, levantando pistas”.

            “Ele reúne nomes consagrados, desconhecidos, esquecidos de todas as áreas da música brasileira e faz a performance, conversando, extraindo coisas da intimidade musical”, conta o filho de Elis.

            Para Faro, a restauração em DVD representa um serviço ao País, à música brasileira. “Já perdi uns quatro deles porque as fitas apodreceram. Além disso, há casos de pessoas, sem interesse, que utilizaram as fitas para fazer outras gravações”.
Quem é o Baixo?

            Natural de Sergipe, Fernando Abílio de Faro Santos é o Baixo, assim chamado pelos amigos. É um apaixonado por música, televisão e futebol. Veio para São Paulo estudar Direito, abandonando o curso no terceiro ano. Inclinado à comunicação, o primeiro jornal que trabalhou foi A Noite, em seguida Jornal de São Paulo, indo para a Rádio Cultura e TV Paulista. Fez musicais, lembrando com carinho as cantoras Norma Bengell, Alaíde Costa e a dupla Vadeco e Odilon, além de festivais da TV Excélsior, da Música Popular, da Viola.

            Além de conhecido criador e diretor de o Ensaio, sua atuação inclui a área de shows e discos para vários nomes da MPB. Fernando inovou a linguagem da televisão. Trabalhou na Rede Globo de São Paulo, com a Sexta Super, Brasil Especial, de 1977 até 1979. Trabalhou também nas redes Bandeirantes, Record e Manchete.

Ensaio com Maria Rita. Ou seria Elis?
            Está tudo preparado para começar a gravação de mais um programa Ensaio. Faro só observa, com as mãos cruzadas, toda a movimentação do cenário que, por sinal, não existe. Há apenas jogo de luzes e fumaça artificial. Só falta chegar Maria Rita. Quase uma hora de atraso, ela aparece. Sapeca, de calça jeans e camiseta preta, com a banda a tiracolo, vai direto para o camarim. Logo, Faro prepara o repertório e fica novamente à sua espera, enquanto ela se troca e faz a maquiagem. Mais atraso. A equipe começa a ficar impaciente, mas o Baixo está lá, quieto, olhando.

            A ordem é desligar os celulares. Atenção, luz, câmera, ação, silêncio total.
Um pouco tensa, Maria Rita entra cantando Agora só falta você. Impressiona até os músicos mais experientes. Quem está ali: a mãe ou o seu clone? É como se Elis voltasse ao palco. Entrevistada, Maria Rita recorda a infância com a musicalidade que ganhou da mãe e da família. Revela não ter formação em canto, mas a preocupação de como saber usar o instrumento.

Referencial na cultura da música popular brasileira
                É metida? “Sim, sou uma metida e tímida”. Mas digo do que gosto e do que não gosto”.

            Lembra Pagu? Sim, admite ter um pouco da irreverência da artista, “uma mulher forte”. Mais descontraída e charmosa, responde perguntas e canta de maneira alternada. São canções de autores, em geral, desconhecidos do público, como Cláudio Lins e Marcelo Camelo.

            Fala de literatura, maternidade, amores.“Ser mãe é a maior missão de uma mulher. A melhor coisa que poderia ter me acontecido. É só alegria”.

            Quanto aos homens: “Os sentimentos homem/mulher vêm de um momento específico. Amei muitas vezes, mas me decepcionei outras tantas também”. Revela grande admiração por Chico Buarque: “Redescobri o Chico quando ele voltou ao Brasil. O cara é bom. Gosto de todas as suas músicas sem predileção”. Pausa para retoque. Identidade mesmo sente pelas composições de Marcelo Camelo, do Los Hermanos: A imagem do teatro musical está na exibição da música Santa Chuva. Há um contraste de luzes azul e rosa. É a interpretação do diálogo entre homem e mulher estabelecendo uma briga de casal. “Tem algo de imagem nas letras do Marcelo que me atrai”.

            Encontros e despedidas é a música de Milton Nascimento que está no repertório da cantora: “Milton me convidou para fazermos um show e selecionou essa canção para eu cantar. Impressionado com a reação do público, disse: “É sua. Você tem de gravar”. Ela canta essa música. Franze o nariz, fecha os olhos, faz trejeitos naturalmente, como a mãe. Sem falar na voz.

            O programa vai acabar. Em relação a Elis, emociona-se mais do que responde: “Ela é insubstituível. Tive muitos descobrimentos sobre sua obra, dedicação na música. É um referencial na cultura da música popular brasileira”.

            As luzes se apagam. Faro não aparece, mas se despede. A gravação acabou. Maria Rita, a filha de Elis, tem talento genético. Quem sabe, num futuro próximo, sua apresentação também estará em DVD.

Informações
Ensaio é exibido aos domingos, às 23 horas, na TV Cultura.
O DVD da Elis está à venda na FNAC, Livraria Cultura e demais lojas do ramo

Eleta Maciel
Fonte: Agência Imprensa Oficial do Estado de SP

Caverna Digital da USP comanda estudo da realidade virtual na América Latina

                    A Caverna Digital da USP é o principal centro de pesquisa e desenvolvimento em realidade virtual da América Latina. É uma iniciativa do Laboratório de Sistemas Integráveis da Escola Politécnica da USP, iniciada em março de 2001, que investe na criação de sistemas interativos e de imersão. Um dos objetivos é transferir o conhecimento adquirido para governos e empresas. As atividades estão centralizadas na Cidade Universitária, na capital.

                    A realidade virtual tem um conceito vasto e compreende três principais áreas: visualização, computação de alto desempenho e transmissão de dados em alta velocidade. Tem aplicações em telemedicina, TV digital e em áreas como engenharia (naval, oceânica, mecânica, civil, automobilística e eletrônica), medicina (simulações cirúrgicas e estudos em anatomia), ciências básicas (astronomia, astrofísica, biologia e química), pedagogia (jogos interativos educativos), arquitetura (maquetes virtuais), entretenimento, (roteiros imersivos e interativos e estudos em imagens de alta-resolução).

                    Diferentes segmentos empresariais brasileiros utilizam-na com redução de custos. Indústrias como a aeronáutica, montadoras e de óleo e gás economizam com a produção digital de maquetes virtuais, cujo preço é muito inferior à construção de protótipos reais. Outra vantagem que a RV propõe é poder modificar o projeto, em qualquer fase, sem reiniciar todo o processo.

                    Na área médica, treinamentos cirúrgicos já são realizados com a ajuda de uma interface que simula um bisturi. Além disso, os serviços prestados pela Caverna Digital incluem o auxílio na prospecção e exploração de petróleo em águas profundas pela Petrobras. Investindo também em educação, o Centro colocará em funcionamento um planetário interativo para crianças, a ser construído ao lado do Zoológico, na zona sul da capital, em 2005. A previsão é de receber 150 mil visitantes por ano.

Equipe multidisciplinar
   
                 O engenheiro eletrônico Marcelo Knörich Zuffo é o cientista responsável pela criação e comando da equipe multidisciplinar de 30 profissionais (pós-graduandos, professores e estagiários) da Caverna Digital. Ele conta que o gosto pelo estudo de imagens começou no Natal de 1982, quando ganhou uma calculadora científica que imprimia gráficos coloridos. Desde então, se especializou no tema e explica que a Caverna Digital cresceu com o desenvolvimento interno de clusters – agrupamentos de computadores de baixo custo e alta capacidade. No arranjo, cada máquina é responsável por projetar, simultaneamente, as imagens nas cinco paredes da Caverna Digital e, assim, criar de modo artificial a sensação de tridimensionalidade. No Brasil, é pioneira no desenvolvimento desses sistemas e dispõe de três conjuntos. O cluster é formado por computadores, que podem chegar a algumas dezenas. As máquinas funcionam sincronizadas e as projeções são simultâneas. Associadas aos efeitos sonoros, tornam mais atraentes e interativas as aplicações em realidade virtual. Zuffo informa que, daqui a dez anos, a meta será ter um computador para cada pixel – a menor unidade de imagem projetada na tela.

                    “Com milhares de máquinas trabalhando ao mesmo tempo, as experiências serão ainda mais realísticas. Um dos desafios em RV é estimular a interoperabilidade e o uso comum entre os sistemas e criar filmes que dispensem aplicativo operacional para serem executados”, explica.

Transmissor estereoscópico
   
                 Márcio Cabral é formado em ciências da computação e gerente de projetos da Caverna Digital. Está envolvido na construção de um transmissor de videoestereoscópico sem fio –equipamento que contém um capacete com duas câmeras acopladas (de visão frontal e traseira, e uma mochila com um laptop no seu interior. Ao se deslocar, o usuário transmite as imagens captadas para um outro computador ou ambiente.

                    “As possibilidades de uso do transmissor são ilimitadas. Abrangem treinamento para portadores de deficiências, conserto à distância de motores e máquinas, uso militar e exploração de áreas perigosas, como campo minado”, conta. O engenheiro de computação Luciano Pereira Soares é um dos pioneiros da equipe. “Trabalhei na Silicon Graphics, empresa multinacional, e vim fazer mestrado no centro. Utilizei meus conhecimentos e colaborei na concepção das paredes, salas de máquinas e clusters. Aproveitei as soluções encontradas pela Escola Politécnica da USP para clusters numéricos e procurei adaptá-las para a área de computação gráfica”, explica.

                    Luciano explica que desenvolver ferramentas educacionais é uma das principais propostas do centro. “O ensino tradicional, restrito à lousa e giz, não tem o mesmo apelo do passado. Para estudar a estrutura do átomo, é mais fácil e instigante assistir a um filme com aplicação em realidade virtual, mostrando para o aluno o seu funcionamento, com cores, animações e interatividade”, compara.

                    Outro desafio para a expansão dessa tecnologia é desenvolver ferramentas para construir aplicações. “Comprar software é caro e nem sempre o programa corresponde totalmente às expectativas”, informa. O custo desses equipamentos, baseado em dólar, é outro fator de limitação. E, finalmente, é preciso criar conteúdo brasileiro para os filmes”, salienta.

                    A mestranda Júlia Benini é estagiária na Caverna Digital e formada em propaganda pela USP. Trocou empregos anteriores em produtoras de sites pela possibilidade de se aprofundar na pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias. “Aqui encontro respostas para as pesquisas de viabilidade prática que faço com bolsistas de iniciação científica e graduandos. É diferente de locais onde o estagiário somente tira xerox.”

Vôo simula a sensação de estar numa asa-delta
                    Na Caverna Digital, o visitante pode simular um vôo panorâmico, como se estivesse numa asa-delta sobrevoando o Corcovado, no Rio de Janeiro. Se quiser, conhece todo o câmpus da USP na capital e aprende astronomia, ao “viajar” pelo Sistema Solar e estudar as estrelas da Via Láctea na Caverna. A experiência é controlada por um joystick – dispositivo de controle igual ao utilizado nos jogos eletrônicos. O computador cria artificialmente as sensações de profundidade, movimento e de imersão”, explica.

                    Para participar da experiência, o visitante coloca óculos especiais e, de meia ou de chinelo, anda e interage com o ambiente, revestido por telas especiais, que recebem as projeções – são brancas com três metros de altura e três de largura. A luminosidade do local também é calculada e o projeto das salas foi acompanhado por professores de arquitetura da USP. O objetivo é oferecer conforto máximo aos usuários na sala, que tem isolamento acústico também especial. Tudo isso só foi possível graças às parcerias com a Itautec, Intel e o Finep – programa de financiamento de estudos e projetos, do Ministério da Ciência e Tecnologia.

Aplicativo permite a robô mapear paisagem submarina
                    Especialista em processamento de imagens, o engenheiro Osvaldo Ramos conta que o filme tridimensional exibido na Caverna Digital é resultado de um minucioso trabalho de fotomontagem. As imagens que compõem as cenas são produzidas por uma câmera especial, sobre um tripé, que as capta simultaneamente em 360 graus com 12 lentes. Dispostas em círculo, filmam em todas as direções e produzem cenas panorâmicas de uma área completa. O passo seguinte é juntar as fotos e transformá-las em filme único, num programa de computador que foi desenvolvido pelos cientistas do Centro.

                    Osvaldo disse que a iniciativa teve grande importância para a Petrobras. “Essa aplicação é útil na exploração de águas profundas. Permite a um robô afundar e mapear, de modo panorâmico, toda a paisagem submarina. São informações fundamentais para a construção de oleodutos, marinas e plataformas de exploração de petróleo”, explica.

Aplicações infinitas
   
                 A realidade virtual tem execução prática na construção de robôs e dispositivos capazes de desarmar bombas, evacuar prédios e prestar socorro em situações de emergência. “Uma novidade é o seu uso no tratamento de fobias, já realizado em países europeus, como Portugal e França. Um paciente que tenha medo de altura pode ser submetido a um tratamento que utilize essa tecnologia para a superação de seus medos.”

                    Marcelo informou que o esforço dos cientistas em pesquisar a RV colabora com projetos em bens de consumo ergonômicos – eletrodomésticos e dispositivos capazes de se integrar melhor aos movimentos e formas do corpo humano. Um dos maiores desafios é sincronizar o funcionamento das máquinas envolvidas para criar a sensação de profundidade, que se completa com a projeção simultânea dos computadores nas paredes e com o uso dos óculos especiais.

Rede vai conectar Caverna Digital com o mundo
                    Projeto da Fapesp, a Rede Kyatera interligará a Caverna Digital com sistemas similares no Brasil e no mundo. Permitirá a realização de exercícios de imersão e teleimersão a distância, gerando e transferindo imagens e sons digitais pela Internet de alta velocidade e, no outro ponto da rede, repassar a sensação de ilusão para usuários distantes, até mesmo em outros continentes. O estudo da telepresença é apoiado pela Rede Nacional de Pesquisas (RNP) e é diferente do teletransporte de matéria, brincadeira recorrente no antigo desenho animado dos Jetsons. O engenheiro Zuffo informa que esta aplicação vem sendo utilizada por médicos para ensinar colegas a realizar procedimentos cirúrgicos delicados.

Informações
Mais informações a respeito da Caverna Digital pelo site da USP.

Fonte: Da Agência Imprensa Oficial do Estado de SP